<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535</id><updated>2012-02-07T04:11:35.815-08:00</updated><title type='text'>SuperCult</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>71</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7852076001638909695</id><published>2012-02-06T10:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T10:47:03.294-08:00</updated><title type='text'>SuperCult entrevista Renata Dias Gomes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nlUmIDj4NtE/TzAePk3pBNI/AAAAAAAAAGY/huKmYY0GgDs/s1600/Renatinha_FAMA2_c_pia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 253px; height: 262px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706093980822340818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nlUmIDj4NtE/TzAePk3pBNI/AAAAAAAAAGY/huKmYY0GgDs/s320/Renatinha_FAMA2_c_pia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o &lt;em&gt;SuperCult&lt;/em&gt; entrevista alguém que conseguiu, em poucos anos, provar que o talento fala mais alto que a tradição. Neta de Dias Gomes e Janete Clair – considerados, de maneira unânime, os dois maiores nomes da teledramaturgia nacional – a roteirista de TV Renata Dias Gomes entrou no mesmo circuito que seus avós eternizaram vista, como não podia deixar de ser, como alguém com a enorme responsabilidade de fazer jus ao sobrenome. Participando como colaboradora em trabalhos de destaque, na Record – as novelas &lt;em&gt;Alta Estação&lt;/em&gt;, de Margareth Boury, e &lt;em&gt;Chamas da Vida&lt;/em&gt;, de Christiane Friedman – e no SBT – as novelas &lt;em&gt;Uma Rosa com Amor&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Amor e Revolução&lt;/em&gt;, de Tiago Santiago – a jovem autora criou identidade própria no meio. Dando mais um passo importante em sua carreira, ela acaba de ser contratada pela TV Globo, onde integrará o time de roteiristas de Malhação, e fala ao blog sobre suas impressões sobre a dramaturgia, e as perspectivas de seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SuperCult –&lt;/strong&gt; Renata, antes de mais nada, é um grande prazer poder entrevistá-la. Como acho que é uma pergunta óbvia, não vou te indagar sobre o grau de influência exercido por seus avós na sua formação (risos). Mas gostaria de saber, diante das grandes mudanças que vêm sofrendo a televisão e os meios de comunicação em geral, nos últimos anos, qual a sua visão sobre a telenovela no contexto em que você está vivendo. O que mudou? O que permaneceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata –&lt;/strong&gt; A telenovela ainda é o produto mais assistido da televisão brasileira. Se você olhar as redes sociais na hora da novela das 21h da Globo (a que tem mais audiência) vai notar que boa parte dos assuntos gira em torno disso. Então a novela continua sendo, pra empresa que produz o carro chefe, e pro escritor a melhor forma de chegar ao público. É mágico pensar que a mesma história é contada aqui no Rio de Janeiro e na cidadezinha no extremo Norte ou extremo Sul do país. O ritmo da novela mudou, o tipo de direção, novos autores surgiram, o gênero lentamente se renova, mas continua sendo novela e continua conquistando os brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC –&lt;/strong&gt; Em algumas de suas declarações, você citou pessoas que lhe influenciaram e incentivaram. Poderia citar alguns nomes que lhe serviram de inspiração para seguir essa carreira? Qual o grau de influência exercido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata –&lt;/strong&gt; Tive a sorte de receber apoio de grandes autores que foram muito especiais. Como noveleira, eu sempre admirei o trabalho dos grandes mestres Cassiano Gabus Mendes e Ivani Ribeiro. E também dos meus avós, claro. Que além de serem meus maiores exemplos de que é possível contar uma boa história na televisão foram pessoas incríveis e levo seus ensinamentos pra vida. Meu avô foi sem sombra de dúvida o homem mais íntegro, inteligente, generoso que conheci.&lt;br /&gt;Ainda como noveleira, admiro vários autores e aprendi com eles a cada capítulo acompanhado. É difícil citar porque assistia MUITAS novelas antes de ser mãe. Adoro Gloria Perez, Gilberto Braga, Carlos Lombardi.&lt;br /&gt;Depois que comecei a me preparar pra trilhar essa carreira, o Gilberto teve um papel muito especial porque me recebeu na casa dele, leu um texto meu e teceu críticas e elogios que foram e são muito importantes até hoje. Ele me indicou ainda para a oficina da Globo, mas acabei não passando. Depois disso, o Tiago Santiago leu meus roteiros, gostou do meu trabalho e me convidou pra ir pra Record onde caí no colo da Margareth Boury com quem aprendi muito. E deixei pra falar por último da minha fada madrinha que é a Gloria Perez. A Gloria sempre foi minha inspiração, muito antes de conhece-la. Sempre admirei a forma que ela antecipa o futuro,  que coloca questões polêmicas na boca do povo. Várias vezes, pensei numa história e depois lembrei: Gloria já fez! E ela tem sido muito especial na minha carreira. Quando ainda estava no SBT, me recebeu em sua casa porque pedi pra conversar sobre as minhas histórias. Ela deu algumas dicas que incorporei as sinopses que um dia, quando estiver preparada pra isso, pretendo apresentar. Pouco depois meu contrato com o SBT foi rescindido e ela esteve o tempo inteiro ao meu lado me apoiando, me indicando para pessoas e mostrando o talento que ela vê em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC –&lt;/strong&gt; Sua participação na equipe de roteiristas de &lt;em&gt;Malhação&lt;/em&gt; não será sua primeira experiência com uma história sobre jovens. Para você, quais os cuidados no trato desse tema? Como falar de jovens sem torná-los estereotipados ou artificiais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata –&lt;/strong&gt; Acho que pra falar de jovem sem torná-los artificiais tem que lembrar da nossa juventude.  Mesmo em tempos diferentes,  jovens sempre têm coisas em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC –&lt;/strong&gt; Mesmo trabalhando, ainda, como colaboradora, certamente você tem pretensões de, num futuro breve, escrever suas próprias novelas. Que estilo marcaria uma novela da autora Renata Dias Gomes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata –&lt;/strong&gt; Ainda não sei dizer, acho que esse estilo vai ser construído com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;–&lt;/strong&gt; Muitos jovens, ainda amadores, têm pretensões de se tornarem roteiristas profissionais. Para muitos desses (dentre os quais me incluo), você se tornou uma espécie de referência. Que dica ou conselho você daria para tantos roteiristas, que ainda estão em busca de um espaço para divulgação de seus trabalhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;–&lt;/strong&gt; Que estudem bastante, produzam roteiros, façam cursos e aguardem a chance de mostrar o que já fizeram. Muita gente me procura falando que tem uma sinopse de novela e quer apresentar a emissora X. Ninguém começa assinando uma novela, tem que aprender o ofício. Então acredito que o caminho não é escrever sinopse, mas aprender a escrever roteiros. Outra coisa bacana é escrever para teatro que é a base de tudo e onde é mais fácil do autor contar suas histórias. Ou ainda, como eu fiz, começar uma carreira de roteirista procurando produtoras. Acima de tudo, precisa estudar muito e se preparar pra hora que acontecer a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC –&lt;/strong&gt; Renata, muitíssimo obrigado pela entrevista! O SuperCult agradece, em nome de todos os leitores, sua disponibilidade e gentileza. Abraços e sucesso!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7852076001638909695?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7852076001638909695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2012/02/supercult-entrevista-renata-dias-gomes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7852076001638909695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7852076001638909695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2012/02/supercult-entrevista-renata-dias-gomes.html' title='SuperCult entrevista Renata Dias Gomes'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nlUmIDj4NtE/TzAePk3pBNI/AAAAAAAAAGY/huKmYY0GgDs/s72-c/Renatinha_FAMA2_c_pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5289137827566529708</id><published>2012-01-26T02:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T02:38:37.634-08:00</updated><title type='text'>Além do óbvio ululante que pulula nas mentes humanas</title><content type='html'>&lt;em&gt;* Antes que geral me chame de um plagiador sem vergonha, eu mesmo me acuso: este título já foi usado em uma revista da Mônica. Grato.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Paulo colocou o ponto final. Terminara, enfim, seu livro! \o/ Gravou as 225 páginas no pendrive e saiu, empolgadíssimo. Agora era arranjar uma editora e publicar. "Meu primeiro livro de muitos!", pensou ele. João Paulo tinha 18 anos, tava no primeiro período da faculdade, mas sempre foi inteligente. Nunca foi de sair, adorava ler, e sempre gostou de escrever. Os pais apoiavam, e tal. Mas ele sempre foi mais obsessivo que qualquer um em casa. Era um intelectomaníaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou pro pai. Era sábado, o pai não trabalhava hoje. Podia ler, nem que fosse um capítulo, e constatar sua genialidade. O pai olhou, na tela do PC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... filho... que bom! [pai sem saber o que dizer] Mas assim, o livro fala de quê mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, é um romance! - dizia João Paulo, empolgado, querendo esconder o balde de água fria que acabara de levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã... legal. Muito legal! Mas eu senti falta do mocinho. Cadê o mocinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, não tem mocinho. É um romance contemporâneo. Ou melhor, pós-moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hãã... [pai sem saber MESMO o que dizer]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim... eu tento desreferencializar a noção de sujeito. O mocinho está em todas as partes. Em determinados momentos ele é o carteiro, noutros é a prostituta, noutros é o cachorro... aqui, na terceira páginas do capítulo 3, é o poste. Não é o máximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai: "Ahhhhh... [não entendeu patavina] É, é o máximo sim! Olha, deixa aí que eu termino de ver depois, tá?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai não entende nada de literatura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu a mãe. A mãe era uma pessoa mais simples, mas menos ligada a esses clichês. O pai cresceu nas matinês, e achava que toda espécie de ficção se resumia nos caubóis italianos que adorava assistir. Parou e pensou... não, a mãe vivia vendo novela. Ia querer ver a superação da mocinha e as armações da vilã. Fora de cogitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe não entende nada de literatura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou do César, seu melhor amigo. Na verdade, o César era seu único amigo DE VERDADE. Aquele que compartilhava com ele do mesmo gosto por literatura, por cinema francês e por revista de mulher pelada, mas sem aquela apelação comercial da Playboy. Sacumé, né? O César sacava dessas coisas, tinha sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César abriu o arquivo no note e começou a ler. Adorou o título. Começou a ler o capítulo 1. Segundos e o César fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô Jotapê, cê não acha que tá muito clichê, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cumequié?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É! Cara, nesse trecho aqui a puta dá pro carteiro, e TÁ NA CARA que eles vão ficar juntos no fim. Tô mentindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Paulo está com ódio de si mesmo, porque, sim, a puta vai terminar com o carteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, Cezão. Não tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o cachorro, aqui? Essa relação dele com o poste, eu achei uma metalinguagem meio fraca. E a metáfora da cidade como monstro já foi usada. A gente não leu o Leviatã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, acho que dá pra mexer. Mas assim... a proposta tá legal. Tu só tem que ver melhor esses clichês aí. E tem coisa que tu pode ser acusado de plágio. Se liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O César entendia DEMAIS de literatura. Que merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Paulo decidiu largar mão de ser escritor. E cineasta também, que era seu segundo gosto, depois que viu todos os filmes do Godard. Mas pensou melhor, depois que leu um romancezinho de banca de jornal que Edilene, a empregada, comprava, pra recortar a capa e colar num diário. Teve um insight. Voltou pro PC e começou a escrever um livro novo: a mocinha era uma dama da sociedade britânica, aprisionada num castelo pelo padrasto, mas tinha o mocinho, um pirata regenerado, que se apaixonara perdidamente pela sua imagem numa pintura...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5289137827566529708?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5289137827566529708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2012/01/alem-do-obvio-ululante-que-pulula-nas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5289137827566529708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5289137827566529708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2012/01/alem-do-obvio-ululante-que-pulula-nas.html' title='Além do óbvio ululante que pulula nas mentes humanas'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1443713272573279050</id><published>2012-01-04T12:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T12:40:27.382-08:00</updated><title type='text'>BBB12: a Navilouca de George Orwell pronta pra zarpar de novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RKOdt8i1cG0/TwS3TIfnwBI/AAAAAAAAAGM/O5PM0ixuYFY/s1600/bbb-12-participantes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-RKOdt8i1cG0/TwS3TIfnwBI/AAAAAAAAAGM/O5PM0ixuYFY/s320/bbb-12-participantes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693877368228659218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acabou o suspense. Depois de semanas de especulação, Boninho cansou de seu esporte favorito - causar expectativa - e, finalmente, divulgou a lista dos 12 participantes do Big Brother Brasil 12: a 12ª edição do reality show, que ocorre no ano de 2012, e tem 12 participantes. Um número cabalístico? Ou apenas uma coincidência? Pra mim, nem uma coisa nem outra. Os apenas 12 participantes da nova edição do BBB (após anos em que o número de brothers crescia em progressão quase geométrica) reflete uma tendência do marketing do programa esse ano: um retorno às origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que o BBB12 quer fazendo um retorno ao perfil de seus primeiros números? Primeiro, é um reflexo do desgaste que a pirotecnia causa em um formato. Você tem um programa que dá certo, aí, na edição seguinte, faz crescer a quantidade de gente, inventa um sem número de provas, de novas regras e de et céteras e... esquece o mais importante: GENTE INTERESSANTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo jeito, Boninho quis fugir do scargot, e aptou pelo bom e velho feijão-com-arroz com um bife em cima - simplicidade que trás sustância. Em vez de estereótipos como o travesti, a transexual, o monge, entre outros, preferiu gente mais comum, do tipo que se vê na rua. Ok... a maioria parece ser de classe média, são rostinhos bonitos, já fizeram ensaios sensuais ou coisa do gênero. Mas é Big Brother, né? Gente bonita, falante e barraqueira são a alma do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 12ª edição, temos ex-coelhinha da Playboy, uma belíssima lésbica, um professor de muay thay, uma arte-educadora com cara de pós-moderna, uma nordestina... e todos bonitos e, aparentemente, interessante. Se a estratégia foi não chocar o público com gente excessivamente polêmica, Boninho conseguiu. Só precisa provar que a turma que aí está não será apática, e demonstrará carisma na hora do "vamos ver". E, considerando a edição passada, onde todo mundo "veio pra causar", e deu no que deu, eu prefiro acreditar mais no grupo que aí está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... é impossível ver o BBB sem se lembrar dos velhos gladiadores romanos. É fato que veremos 12 pessoas se degladiarem psicologicamente em uma casa. Também vale lembrar da Stutisfera Navis, o navio onde eram jogados os loucos na Idade Média. E, por fim, de George Orwell e seu "1984", a inspiração intelectual do programa. Misture tudo isso com uma pitada de sensacionalismo barato, travestido de coisa elegante pelas câmeras globais, e teremos mais uma edição de um dos programas mais assistidos do país. Que pode não estar em seu momento mais criativo, mas, acredito eu, pode estar apostando em uma opção acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceridade? Eu não vou perder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1443713272573279050?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1443713272573279050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2012/01/bbb12-navilouca-de-george-orwell-pronta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1443713272573279050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1443713272573279050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2012/01/bbb12-navilouca-de-george-orwell-pronta.html' title='BBB12: a Navilouca de George Orwell pronta pra zarpar de novo'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RKOdt8i1cG0/TwS3TIfnwBI/AAAAAAAAAGM/O5PM0ixuYFY/s72-c/bbb-12-participantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-537690063630638872</id><published>2011-12-30T01:35:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T03:00:00.218-08:00</updated><title type='text'>As grande lições do caçador de pipas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EmI6nbK4SPk/Tv2M2oQuolI/AAAAAAAAAGA/j3INMrOsyyw/s1600/cacador-de-pipas-filme.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EmI6nbK4SPk/Tv2M2oQuolI/AAAAAAAAAGA/j3INMrOsyyw/s320/cacador-de-pipas-filme.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691860374214582866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, relendo meus alfarrábios mentais, me veio à mente uma das histórias mais tocantes que já li/assisti. Por que pensei, tão repentinamente, em &lt;em&gt;O Caçador de Pipas&lt;/em&gt;? Talvez por estar martelando em mim, tem alguns dias, a diferença tênue que existe entre as ideias de "fidelidade" e "lealdade", na amizade e nas relações em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, cabe falar um pouco do livro do afegão-americano Khaled Housseini. É a história da relação de amizade entre o garoto rico Amir, e Hassan, seu melhor amigo, filho do criado de seu pai. Ao longo dos doze anos que se passaram em sua vida, até que a história começa, Amir e Hassan foram amigos. Cresceram juntos. O pai de Amir, o rico Baba, é, também, amigo de infância do pai de Hassan, Ali, e tem por ele e pelo filho uma consideração familiar, apesar de Ali ser um criado em sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amir é campeão das diversas competições de empinadores de pipas que ocorrem no Afeganistão, e Hassan, seu fiel escudeiro, é o "caçador de pipas", que as encontra e as exibe como um troféu de seu amigo. Numa dessas competições, vencidas por Amir, Hassan, ao caçar sua pipa em um lugar ermo, é encontrado e violentado por Assef, um adolescente encrenqueiro, e seus aceclas. O ato é presenciado, de longe, por Amir, que não tem coragem de intervir, e cuja culpa por não ter defendido seu amigo, ou pelo menos tentado, o envenena, a ponto de forjar uma situação para que Hassan seja afastado de sua casa, e ele não tenha de conviver todos os dias com aquela lembrança. Para incriminá-lo, esconde um relógio de pulso valioso debaixo de seu colchão, dando à impressão de que ele pretendia cometer um roubo. Ao ser descoberto, Hassan opta por admitir o crime, em vez de acusar Amin, que ele, intimamente, sabia ser o culpado por aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos se passam, e Amir cresce. Cresceu sentindo culpa pelo que fez na infância, com aquele que era seu melhor amigo. Vivendo nos EUA, recebe uma ligação para retornar ao Afeganistão, onde descobre que Hassan foi morto pela milícia talibã, e seu filho era prisioneiro e escravo sexual de um miliciano. Descobre, também, que Hassan era, na verdade, seu meio-irmão, filho da relação entre seu pai e a esposa de Ali. O remorso lhe toma conta, e ele tenta compensá-lo tirando o jovem Sohrab, filho de Hassan, da vida que levava, e adotando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, com final emocionante, pode ser tomada de diversas formas, inclusive como uma metáfora entre a relação entre os EUA e o Afeganistão, sendo o primeiro personificado na figura de Amir, aquele que vê o amigo ser violentado, e prefere assistir a tudo ao invés de intervir. Eu, em minha visão mais voltada para os sentimentos envolvidos, prefiro ver a história resumida em uma única frase, que Hassan diz a Amir, e que marca todas as provas de amizade que ele lhe dá ao longo da história: "Por você, eu faria isso mil vezes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por você, eu faria isso mil vezes" é o meu pretexto para pensar na fidelidade e na lealdade como formas de se conceber a relação entre as pessoas. Ser fiel é fechar os olhos e estar ao lado de alguém ou de algo, cegamente, indo, às vezes, contra os próprios sentimentos e valores. Ser leal a alguém é, antes de tudo, ser leal a si mesmo, aos próprios sentimentos, e à clareza na relação com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos, pensando assim, Hassan pode ser visto como aquele que tem fidelidade canina ao amigo Amir, não o deixando nem nos momentos em que ele mais o decepciona. Para mim, no entanto, a lealdade é a ideia que traduz o sentimento de Hassan por Amir. Ali, ele era leal ao profundo amor fraterno que sentia pelo amigo/irmão com quem crescera e compartilhara tantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil pensar, pra mim, nas relações de amizade sem lembrar no Hassan criado por Khaled Hosseini. "Por você, eu faria isso mil vezes". Que todos os sentimentos de companheirismo e cumplicidade entre as pessoas sejam resumidos na extrema lealdade, e traduzidos na frase que expressa a entrega e o braço sempre disposto a erguer o outro, assim como o fez o jovem "caçador de pipas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom fim de ano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-537690063630638872?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/537690063630638872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/as-grande-licoes-do-cacador-de-pipas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/537690063630638872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/537690063630638872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/as-grande-licoes-do-cacador-de-pipas.html' title='As grande lições do caçador de pipas'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EmI6nbK4SPk/Tv2M2oQuolI/AAAAAAAAAGA/j3INMrOsyyw/s72-c/cacador-de-pipas-filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-8581103894077407138</id><published>2011-12-23T16:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T16:59:02.803-08:00</updated><title type='text'>Fim de ano é isso aí</title><content type='html'>Não sei o porquê, mas essas festas de fim de ano me deixam assim... sabe? Mais melancólico, mais sensível, mais dado a emoções. Você pode tar dizendo: mas é assim com todo mundo! E eu diria que, em geral, as pessoas ficam mais sensíveis. Mas também é normal eu achar que meu sentimento é único. Porque é, ninguém sente igual a mim, nem eu igual a ninguém. Minha melancolia tem impressão digital própria. É estranho esse momento de renovação. Um misto de alegria pelo que virá, e saudade do que passou. Eu ainda tô muito na fase da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece, sabe que esse tipo de sentimento não me é incomum. Tenho melancolia de aniversário, de fim de ano, de dias sem datas especiais. Vai ver sou mesmo um melancólico crônico. É que as coisas acontecem, e minha reação é introspectiva. Eu tendo a agir pra dentro. A socar não meu fígado, mas minha alma. E a massagear também, que esse sentimento é, acima de tudo, contraditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pros que chegaram até esse parágrafo, quero dizer que o fim de ano chegou e traz comigo, nessa melancolia, um grande desejo de que esse ano fosse eterno. 2011 foi muito bacana. Um ano de transformações grandes. Um ano em que eu tô começando a conviver comigo mesmo de maneira melhor, e, principalmente, a conversar mais comigo mesmo, de maneira mais competente. Com minhas pequenas idiossincrasias. Tudo isso, aliado a um turbilhão de outras coisas, me fizeram crescer. E pode ser que eu tenha me tornado alguém um pouquinho melhor nos últimos 365 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos, que esse Natal atraia esse sentimento intimista, que é gostoso também. Faz a gente valorizar aquilo que a gente tem, não o que a gente perdeu. Pros inimigos, não digo nada. Creio que não os tenho. Pros grandes amigos, os melhores amigos, também não digo nada, agora. Toda hora é hora de dizer o que é preciso, e nesse não foi diferente. Mas, antes de tudo, sei que nos subentendemos, e é isso que importa: nosso silêncio grandiloquente e confortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-8581103894077407138?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/8581103894077407138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/fim-de-ano-e-isso-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8581103894077407138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8581103894077407138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/fim-de-ano-e-isso-ai.html' title='Fim de ano é isso aí'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5981406955668151916</id><published>2011-12-03T14:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T14:54:37.985-08:00</updated><title type='text'>Vai vivendo (ou sobre a ideia de felicidade)</title><content type='html'>Renato aprendeu desde cedo a não andar descalço, a usar a camisa combinando com a calça, e a escrever gramática e ortograficamente correto. Mas ninguém o ensinou a lidar com as pessoas. Parecia difícil entender que haviam cláusulas de convivência que regulavam a vida de todo mundo, inclusive a dele. Que o mundo não se resumia à sua aldeia, ou melhor, ao seu quarto, seus brinquedos, sua vidinha tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato morria de medo da companhia dos outros. As pessoas lhe causavam ansiedade, e ele sempre via aqueles que, porventura, aparecessem em sua casa, esporadicamente, ou pra passar uma temporada, como um estorvo - alguém que mexia com sua rotina. Seu mundo individualista e pequeno-burguês coincidia com sua vida de filho único de uma família de classe média-média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos vinham para brincar, nas férias ou no fim de semana, e passavam, no máximo, uma manhã ou uma tarde. Mais do que isso era mexer demais com sua rotina, sua vida regrada, os programas de TV que gostava de assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato estava longe de ser um mimado chato, pidão, intragável. No máximo, era um menino anti-social, mas não externava nenhum defeito grave maior que isso. Era calado, quieto, aparentava inteligente, tirava boas notas no colégio. Tinha uma convivência amistosa com os colegas, professores, com os pais, tios, primos, avós, etc. Só não estreitava relações. Não tinha um "melhor amigo". No máximo, tinha colegas - essa era a relação mais próxima da amizade que ele praticava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior medo de Renato era deixar de ser filho único. Não que ele não quisesse dividir seus pais, alguma coisa qualquer que sua família fosse lhe deixar... mas é que um irmão mudaria sua vida de forma tão definitiva que a ideia lhe causava pânico. E assim foi durante toda sua infância, embora o pai entendesse que sua solidão era anormal demais para os meninos de sua idade. Que seu egocentrismo, embora não o tornasse antipático perante as pessoas com quem convivia, fazia dele alguém que poderia ter problemas de relacionamento muito graves no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que Renato cresceu. Era um garoto de bom-senso, um menino educado, e a adolescência chegou, causando algumas transformações em seu modo de enxergar a si e ao mundo. Causa em todo mundo, mas nele foi um pouco mais além do interesse pelas meninas e das mudanças no corpo. Não, não deu exatamente trabalho aos pais. Jamais fugiu de casa, nunca experimentou álcool ou drogas. Jamais bateu boca com o pai ou a mãe. Hoje, olhando pra trás, os pais dizem que Renato foi um adolescente que não deu trabalho. De repente, foi a fase mais tranquila de sua vida (embora ele sempre tenha sido um menino tranquilo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu íntimo, Renato vivia uma crise. A solidão que jamais o incomodara na infância se tornava um fardo na adolescência. Para ele, relacionar-se era difícil. De repente, passava-lhe a fazer falta o irmão que não teve. Não queria uma criança por perto - essa não era exatamente a ideia. Mas sentia falta de dividir com as pessoas as sensações novas, de conversar bobagem. No fundo, Renato cresceu sem se sentir à vontade perto de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu a todos uma passagem serena a de Renato pela vida, da infância à jovem maturidade. Passou no vestibular bem classificado. Foi um bom aluno, talvez um dos melhores. Formou-se com louvor. Entrou na pós-graduação, arranjou um bom emprego... Mas a vida social de Renato andava a passos lentos. Só no fim da adolescência, e início da vida adulta, começou a fazer amizades mais sólidas. Só nessa época começou a tomar coragem para se aproximar das mulheres. Não que ele não sentia necessidades físicas, como todos os homens, mas era um tímido crônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida transformou Renato num adulto bem-sucedido, e relativamente feliz. As coisas com ele sempre aconteceram com uma velocidade mais reduzida que a maioria. Ele ainda precisa resolver alguns conflitos psicológicos, ainda precisa trabalhar certas carências, ainda precisa aprender certas coisas sobre a vida prática. Mas ele tem pessoas legais ao seu lado. No fundo, a forma como conduziu a vida trouxe-lhe a vantagem de ser um grande observador das pessoas, a aguçar sua sensibilidade, a escolher bem os amigos, a namorada, enfim. Vai vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a felicidade é efêmera. Para Renato foi, e continua sendo. Pra muita gente, ele pode parecer alguém infeliz, que queimou etapas da vida. Pra outros, um cara muito bacana, de coração enorme, mas meio melancólico, às vezes. Para ele... bom, ele não sabe muito bem. Talvez nunca saiba. Mas ele olha em volta, e aprendeu a valorizar coisas bem pequenas, que guarda só pra si, em um lugar reservado de sua alma. Aprendeu a externar felicidades simples, sóbrias. Renato é meio filósofo para os amigos, para a família, para muita gente que tem um carinho enorme por ele e, sem saber expressar muito bem em palavras, o entende, e gosta dele porque é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai vivendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5981406955668151916?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5981406955668151916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/vai-vivendo-ou-sobre-ideia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5981406955668151916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5981406955668151916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/vai-vivendo-ou-sobre-ideia-de.html' title='Vai vivendo (ou sobre a ideia de felicidade)'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-4951417472192562985</id><published>2011-12-01T06:39:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T06:45:54.911-08:00</updated><title type='text'>Melancolia pré-férias (ou Sobre minha relaçãao inconstante com o mundo)</title><content type='html'>É, né? Tá chegando. Putz, eu preferia que demorasse bem mais, mas chegou. Férias de dezembro, férias do primeiro ano do Mestrado, e eu mais DOWN do que em todas as outras. Deve ser o tempo que passa. Tô ficando velho, cada dia mais melancólico, e mais chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pouco a dizer, mas queria só compartilhar meu silêncio com vocês. Com quem quiser, com quem se dispuser. Aí vai meu silêncio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;Tem gente que anda desafinando&lt;br /&gt;Do coro dos contentes&lt;br /&gt;Eu prefiro ser contente&lt;br /&gt;De um contentamento descontente&lt;br /&gt;Tão contente que ausente&lt;br /&gt;Tão ausente quanto crente&lt;br /&gt;(Nunca descrente)&lt;br /&gt;Nunca impotente&lt;br /&gt;De uma melancolia sempre recorrente&lt;br /&gt;De tão corrente&lt;br /&gt;Eu queria ser diferente,&lt;br /&gt;Gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes embarcar num disco&lt;br /&gt;Pra permanecer sempre no asterisco&lt;br /&gt;Preferia ficar sempre perto do obelisco&lt;br /&gt;Onde corro o risco&lt;br /&gt;De virar eu mesmo o obelisco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrificado, ratificado&lt;br /&gt;Virar um obelisco melancólico&lt;br /&gt;E chato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes quero pedir colo, mas sou péssimo com as palavras&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu, gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-4951417472192562985?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/4951417472192562985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/melancolia-pre-ferias-ou-sobre-minha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4951417472192562985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4951417472192562985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/12/melancolia-pre-ferias-ou-sobre-minha.html' title='Melancolia pré-férias (ou Sobre minha relaçãao inconstante com o mundo)'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5848673889399878937</id><published>2011-11-12T14:06:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T14:38:30.609-08:00</updated><title type='text'>Vamos fazer um filme?</title><content type='html'>Hoje, comecei a trabalhar no sentido de dar um "chega pra lá" na melancolia. Ela não é uma companhia muito boa, pelo menos não o tempo todo. Essa relação entre felicidade e tristeza, numa perspectiva pós-moderna (não se sabe onde termina uma e onde começa outra, nem o porquê) não vem me fazendo muito bem. E depois, pra ser sincero, eu não tenho motivos pra ficar triste. É como diria o outro: para o alto e avante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que terminou a Semana de História de Picos, e eu entendi que as perspectivas são boas. O Mestrado chegando próximo do meio, eu imerso em minhas fontes, ganhando inspiração pra escrever. Olhando para esse mesmo período, ano passado, nada disso parecia possível. Entrei num mundo que pra mim era profundamente distante. Amadureci uns 10 anos. Me enturmei, entre colegas, professores, graduandos, ex-mestrandos, muito mais rápido do que pensei. Fiz boas amizades para a vida toda. Estou participando dos eventos, recebendo elogios e críticas, sendo colocado em crise (crise vista no sentido oriental, ok?)... A vida vai bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler Susan Hilton, de ouvir Chico Buarque, de passar alguns dias sem ver novelas (creia, isso me fez bem!), percebi que o que eu venho passando é um processo reflexivo, e refletir dói - mas é necessário. Reflexão: um giro do pensamento em torno de si mesmo. Foi isso. Ou melhor, é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar pra Teresina foi entender que eu, realmente, tenho um novo porto seguro. Caramba! Há um ano eu não me via longe de Piracuruca, do meu pequeno feudo. Eu tenho uma nova casa, e isso não significa apenas um novo teto. Uma nova casa, uma nova vida, um novo contexto. Observei o quanto mudei. Observei o quanto todos em meu redor mudaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, meu medo foi que tudo isso fosse efêmero. Vi que tudo tem acontecido tão rápido comigo, que temi que tudo isso também passassem muito rápido. Mas, realmente, é só um momento, e vai passar. O caso é que o futuro que vem aí tem tudo pra ser melhor. Talvez eu fui tomado por uma saudade excessiva do presente, de um presente que eu não queria que acabasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que eu apanho, e não aprendo. Não aprendo que as coisas realmente importantes não são efêmeras. Elas sobrevivem ao tempo. Vai chegar um dia em que olharei pra um 3x4, e não irei acreditar que foi há tanto tempo atrás. Mas sabe por que? Porque o presente daquele momento será bom o suficiente para se lembrar o passado apenas com uma saudade gostosa. E irei olhar para o hoje (que é o amanhã, hoje), e verei que muito do que havia de bom, ficou, e se tornou mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chutei o balde. Chutei pra longe a ideia de abandono, a ideia de impotência. Me livrei dos meus demônios. Tudo bem, a única maneira, ainda, de imaginar a minha vida é vê-la como um musical dos anos 30. Mas tem coisas que precisam ficar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um até logo, bem mais solar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5848673889399878937?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5848673889399878937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/11/vamos-fazer-um-filme.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5848673889399878937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5848673889399878937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/11/vamos-fazer-um-filme.html' title='Vamos fazer um filme?'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-8401387162355792487</id><published>2011-11-09T13:36:00.001-08:00</published><updated>2011-11-10T01:17:57.859-08:00</updated><title type='text'>Eu, outsider (ou como Susan Hilton tem ajudado a entender minha subjetividade)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xciKrtd2n0Q/Trr41BMaf6I/AAAAAAAAAF0/meF486dFfgw/s1600/Outsiders_logo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 171px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xciKrtd2n0Q/Trr41BMaf6I/AAAAAAAAAF0/meF486dFfgw/s320/Outsiders_logo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673120270363819938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não uso longos cabelos passado gel. Também não fumo, não bebo, e não moro na periferia de uma grande cidade. Não sou greaser, tampouco soc (ou social, na linguagem dos jovens pobres dos Estados Unidos na década de 60). Mas sou outsider, e esse é um sentimento antigo, e difícil de resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outsiders são os jovens que, no romance de Susan E. Hilton, lutam por demarcar espaços na sociedade norte-americana dos anos 1960. As periferias são a casa dos greasers, como os garotos ricos chamam os jovens pobres, de longos cabelos, e hábitos para eles execráveis. Para os greasers, por sua vez, aqueles que deles se diferenciam são chamados de soc, ou socials - jovens ricos, com boa condição financeira e uma vida confortável. O livro de Hilton, "Vidas sem Rumo - The Outsiders", é contado na perspectiva do adolescente greaser Ponyboy. Com seus 14 anos, Pony já viu e viveu muito mais do que muitos garotos de sua idade. Vive, desde a morte dos pais, com os irmãos Darry e Sodapop, e tem numa turma, constituída pelos amigos Metido, Johnnycake, Steve e Dally. Todos eles com vidas sem rumo. Todos eles habitando espaços onde são malvistos e marginalizados. Pony e seus amigos preservam longos cabelos, amontoados de gel, como medalhões e orgulho de sua condição, e também como forma de diferenciar-se dos socs, seus inimigos. Ao longo da narrativa, no entanto, percebemos que greasers e socs são condições de existir juvenis bem mais complexas que a visão inicial de Ponyboy nos aponta. Todos crescem, todos amadurecem. Todos têm sua vida repletas de problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é (só) disso que eu quero falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura de Susan Hilton, para efeito de constituição de um plano de curso, me despertou uma sensação ao mesmo tempo estranha e melancólica sobre mim mesmo. Apesar de não ser greaser, tampouco soc, apesar de não viver envolvido em lutas de gangues ou qualquer coisa do gênero, me percebo como alguém carregado das subjetividades presentes nestes, principalmente em Ponyboy. Diferente dele, não perdi meus pais, e diferente dele, não tenho irmãos. Tal qual o personagem, porém, guardo poucos e bons amigos de verdade - é difícil, no trato, diferencer os colegas dos grandes amigos, mas essas coisas não se entendem, apenas se sentem e se subentendem. Tal qual Ponyboy, também, tenho acessos constantes de sentimento repentino de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, me sinto um outsider, mesmo em ambientes não-hostis. Isso muda e se relativiza, de acordo com os ambientes e as pessoas, mas acontece. É comum achar que não sou o filho ideal, o amigo ideal, o aluno ou professor ideal, o namorado ideal. É normal que eu precise de doses extras de apoio, embora, contraditoriamente, viva expressando otimismo para com meus amigos (apenas os grandes amigos). É normal ser otimista e positivo para os outros, e um poço de introversões para consigo mesmo? É normal achar que o que se faz para com os outros não é sucifiente? Ou que eu mesmo não sou suficiente, na minha relação com as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal qual Ponyboy, em sua relação com o irmão Darry, costumo ter estranhas sensações de que aqueles em volta de mim não gostam de mim de verdade. Isso para depois ter provas (às vezes pequenas e involuntárias) do contrário. Sentimentos como o amor, a amizade e tantos outros ganham expressões diferentes em diferentes pessoas, e acho que essa lição eu ainda não aprendi totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trato com as mulheres, tal qual Ponyboy, frente à soc Cherry Valance, costumo achar que não sou o suficiente. "O que aquela soc, e ainda por cima bonita, poderia querer comigo?", pensa Pony, e penso eu também. Afastar-se por não se achar maduro o suficiente, preparado o suficiente, seria uma saída, Ponyboy? O que você fez? Você não teve chance: Cherry tinha um namorado soc e, além do mais, lutava para não amar Dally, um marginal que ela fingia odiar. O mundo é complicado, e as mulheres o são à décima potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Susan E. Hilton me fez e está me fazendo pensar em mim mesmo. Quer saber? Acho que isso deveria acontecer com todos. Todos deveriam ser outsiders na vida, pelo menos um dia, ou a vida toda. Mas pra sempre é muito tempo, não é? Pois bem. Sejamos outsiders para nós mesmos. Sejamos greasers, e vejamos outros tal qual nós. Vejamos os Sodapops e Jhonnycakes, em seu apoio e amizade expressas e incondicionais; mas vejamos também nas indiossincrasias dos Darries, formas diferentes (não menores) de estar ao lado. Tenhamos a quem apoiar, ser leal, de quem esperar e receber apoio. Olhemos para as Cherries, amemos as Cherries, vivamos o platonismo frente às socs que, aparentemente, são muita areia pro nosso caminhãozinho. Tudo isso de maneira rápida, demorada, ou tudo isso ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até a próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-8401387162355792487?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/8401387162355792487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/11/eu-outsider-ou-como-susan-hilton-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8401387162355792487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8401387162355792487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/11/eu-outsider-ou-como-susan-hilton-tem.html' title='Eu, outsider (ou como Susan Hilton tem ajudado a entender minha subjetividade)'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xciKrtd2n0Q/Trr41BMaf6I/AAAAAAAAAF0/meF486dFfgw/s72-c/Outsiders_logo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7041378510562712895</id><published>2011-10-09T06:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T06:37:17.662-07:00</updated><title type='text'>Um quarto, em qualquer lugar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z5LngtFDTlI/TpGjbeoKcuI/AAAAAAAAAFs/cWJmjCva8I8/s1600/Extase%252C%2525202002.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 293px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z5LngtFDTlI/TpGjbeoKcuI/AAAAAAAAAFs/cWJmjCva8I8/s320/Extase%252C%2525202002.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661485899054740194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler ao som de “Linten to Your Heart”, do Roxette&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dedo de Alberto percorria as costas de Dora, enquanto, lentamente, abria-se o fecho écler de seu vestido. Os olhos dela, fechados, curtiam a sutileza de cada toque. Parecia que se conheciam há anos. Mas aquele momento, há quinze minutos, quando se viram no sinal de trânsito, de onde saíram diretamente para um quarto, em qualquer lugar, sem dizer palavra um ao outro, realmente parecia ter acontecido a uma eternidade. Era sinestesicamente perfeito para Alberto sentia que Dora suspirava, ouvir o silêncio das batidas de seu coração. Ele sentia o cheiro em seu pescoço. Era adocicado, leve. Dora tinha algo de fugidio, de efêmero, que ele não conseguia explicar. Parecia feita de um material que, a qualquer momento, poderia se transformar em qualquer coisa intangível. A forma como girava o pescoço, ao sabor das mãos de Alberto, parecia um desejo profundo de se dissolver, de se transformar em luz líquida, de perecer em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora percorria com os olhos o espelho, onde via de frente seu corpo, nu, e pelo qual via Alberto, acariciando suas costas. Nada importava quando ele, ao mesmo tempo gentil e vigoroso, tocava seu dorso, e a trazia para junto do próprio corpo. O gozo que antecedia o ato era único, e mais profundo que qualquer penetração física. Dora sentia sua respiração quando ele se aproximava de sua orelha. Seria possível estar tão próximo de alguém quando ela dele, naquele momento? Existiria proximidade maior do que aquela, existiria desejo maior do que o que os envolvia? Existiria, naquele momento, outra Dora, que amava, profunda e intensamente, outro Alberto naquele momento? Não havia. Não havia nada. O mundo lá fora era uma massa multicolorida, sem forma, sem cor, sem cheiro. Tudo se resumia àquele quarto em qualquer lugar, àquela cama, àquele espelho, a ela e a Alberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Fredriksson cantava, e cantava para eles. Aquela música fora feita para eles, e para mais ninguém. Mary os via em seu momento de amor, e cantava ali, naquele quarto. E cantaria a mesma música, com o mesmo fervor, enquanto durasse o amor. E duraria para sempre. Aquele momento seria para sempre. Para sempre, Mary cantaria a mesma música, no mesmo quarto em qualquer lugar, com a mesma intensidade. Há quinze minutos, aquela música nascera para Dora e Alberto. A guitarra chorava as lágrimas que Dora derramava quando abria, bebadamente, os olhos, e via Alberto acariciando-a, no espelho. Tocava as costas de Alberto, que tomava seu ombro com a boca. O dorso de Alberto e as costas de Dora pareciam ter se fundido, pele com pele, suor com suor, sangue com sangue. Dora apertava com as unhas as costas de Alberto, com a mesma força que a boca deste tomava seu ombro. Quanto tempo já havia se passado? Minutos? Dias? Horas? Anos? Não havia o tempo. Só havia o agora. Só existia aquele quarto, em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existia aquela música, só existia aquela cama e aquele espelho. Alberto roçava a barba no ombro de Dora, e sentia o êxtase espiritual de ouvi-la gemer. Tocava seu seio, e via no espelho sua mão apertando o mamilo de Dora. Sentia o seio de Dora crescer na sua mão; sentia Dora ofegar, presa ao seu corpo, sangrando suas costas com a unha. Sentia o movimento involuntário do corpo dela forçar o seu a mover-se também, na mesma sincronia. A guitarra chorava as lágrimas de Alberto, de dor e prazer, ao ter suas costas sangradas pelas unhas de Dora. Sentia a contração dos músculos do corpo de Dora, adaptando-se às formas do corpo de Alberto. Seus corpos já não tinham mais forma definida. Não sabiam mais onde terminava um e onde o outro começava. Na verdade, parecia que eles nasceram assim, unidos por pele, suor, sangue e lágrima da guitarra que chorava, em êxtase, sempre. Sempre foi assim. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suor de Dora percorria seu corpo. Uma gota de suor nascia no pescoço, &lt;br /&gt;percorria seu seio, se espalhava pela mão de Alberto, que o possuía, descia pelo seu dorso, banhava sua coxa e suas partes íntimas. Enquanto Dora se movimentava, involuntariamente, a mão de Alberto, igualmente involuntária, percorria a coxa de Dora, molhada pelo suor. Subia lentamente, sentia os pêlos finos e invisíveis, viajava pelo baixo-ventre, sentia, enfim, a respiração profunda de Dora, ali, entregue, em suas mãos. A perna de Alberto tocava a perna de Dora, compartilhava com Dora aquela gota de suor, que era dos dois. O suor de Dora tinha o sabor adocicado de seu perfume, era leve, suave, como a maciez de sua pele. A boca de Alberto percorria a nuca de Dora, viajava pelo seu pescoço, passeava pela sua orelha e cabelo. As mãos de Alberto conheciam os pêlos invisíveis da coxa de Dora, já passeavam com familiaridade pelo seu baixo-ventre, já se tornavam um só nas palpitações de seu seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unha de Dora sentia o calor do sangue das costas de Alberto. Suas costas se tornaram uma só com o peito de Alberto. Seu seio e sua coxa já não mais lhe pertenciam. Seus olhos percorriam o espelho, que presenciava aquela fusão de corpos, aquela maravilhosa fusão de seres, a magia do amor antes de se concretizar carnalmente, na mais bela de todas as concretudes. Não existia desejo maior que aquele que os envolvia, não existia êxtase maior do que aquele, não existia gozo maior do que aquele, que antecedia o ato. Não existia nada nem ninguém. Só existia aquele espelho, só existiam Dora e Alberto, só existia aquele quarto, em qualquer lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7041378510562712895?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7041378510562712895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/10/um-quarto-em-qualquer-lugar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7041378510562712895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7041378510562712895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/10/um-quarto-em-qualquer-lugar.html' title='Um quarto, em qualquer lugar'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Z5LngtFDTlI/TpGjbeoKcuI/AAAAAAAAAFs/cWJmjCva8I8/s72-c/Extase%252C%2525202002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-286811730696588072</id><published>2011-10-07T13:36:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T13:38:33.738-07:00</updated><title type='text'>Textículo mais ou menos pós-moderno</title><content type='html'>Pois é, Zeca Baleiro. Quiseram desmaterializar a matéria, mas ninguém se propôs a ligar a máquina de fazer cair neve em Teresina. Vida essa, né? E o calor tá fazendo urubu, que voava com uma asa e se abanava com a outra, ficar no chão, se abanando com as duas. O meu ar-condicionado é um rapaz muito responsável, que trabalha direitinho, embora eu não pague a ele direitos previstos na CLT. No dia que ele reclamar, mando procurar Karl Marx, num bar qualquer perto de uma universidade. Será que ele ainda anda por lá? Acho que deixou, depois de tanto ser achincalhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rousseau também frequentava esses ambientes. Parou quando viu que o povo não fazia extensão em francês pra ler seus originais, e sim pra passar na seleção dos programas de pós-graduação stricto sensu. Deprimiu, claro. Foi chorar no colo de Eva Braun, que deixou Hitler cochilando, de costela com um judeu. Porque o amor é, essencialmente, adúltero, e até mesmo Santo Agostinho se renderia às paixões da Internet. Facebook, Facebook meu, existe timidez que sobreviva a uma foto, um teclado e mensagens instantâneas? Cara a cara, não, porque, depois que Deleuze falou dos corpos sem órgãos, tudo isso virou patrimônio material descartável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, o mundo continua igual. Estudante de Direito ainda se acha melhor que o povo da licenciatura, e diz que doutor de verdade é ele. Como se o cocô que fizesse no banheiro da universidade fosse mais cheiroso... Mas um dia ele abre um escritório, passa na OAB depois de 30 anos, quando o computador, cansado, vai pôr seu nome lá a revelia, e vive feliz, ao lado de sua esposa (uma figura híbrida, uma entidade multimaterializada, que se divide entre um cachorro chiuaua, um micro-ondas e a televisão HD). E não esqueçam do óculos 3D: todo homem gosta de ver sua esposa bem paramentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interior é que não é mais o que era. Não há um cavalo sequer sem tablet, e pergunte pra ele quem é Lady Gaga, pra você ver o que ele vai lhe dizer. Tem colégio público por aí onde “Alejandro”, “Coração Materno”, “Pedaginha do Inglês” e “Love Me Tender” substituem o Hino Nacional, cada um cantado um dia da semana. Sexta-feira tem festinha na escola, e as crianças, vestidas de roxo, com balões encardidos, se requebram ao som maneiríssimo de Joaquim Osório Duque Estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba, são horas. Meu relógio acaba de dar um tapa na minha cabeça, dizendo que estou com fome. Vou jantar algo líquido, comprado num supermercado na esquina do motel onde, nesse exato momento, transam uma vendedora ambulante e um guarda de trânsito. Ele a conheceu no prédio mais alto da cidade e, dono de uma mania particular, cochichou-lhe, pertinho da janela: “Defenestras?”. Ela entendeu errado, e tascou-lhe um beijo na boca, por pouco não arrancando sua roupa ali. Ele, claro, não se fez de rogado, embora a decepção tenha batido, num primeiro momento. Acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou-me já que já está pingando. Se a Coca-Cola esquentar, a culpa vai ser do fogão. Torquato, um abraço. A gente se fala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-286811730696588072?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/286811730696588072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/10/texticulo-mais-ou-menos-pos-moderno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/286811730696588072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/286811730696588072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/10/texticulo-mais-ou-menos-pos-moderno.html' title='Textículo mais ou menos pós-moderno'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7934447055326708511</id><published>2011-10-02T05:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-02T05:51:52.616-07:00</updated><title type='text'>Hoje é dia de rock, bebê</title><content type='html'>Christiane Torloni, valeu pelo título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, hoje é dia de rock. Ou seria de pop? Ou axé? Ou dance music? Não sei. Shakira e Ivete Sangalo no palco do Rock in Rio, onde também tocaram, dançaram e cantaram Skank, Frejat, Cláudia Leitte, Elton John, Rihanna, Red Hot Chili Peppers, onde o Capital homenageou a Legião, onde Metalica gritou e Marcelo D2 fez rap, não ajudam muito a decifrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo da música é eclético. Não há mais espaços para rótulos. Num mesmo palco podem tocar MC Qualquer Coisa, um cover de Luiz Gonzaga, outro de Michael Jackson, e uma banda hardcore que estica dois palmos de língua, sem que ninguém agrida ninguém, jogue garrafinhas cheias de água mineral ou coisa pior no palco. Cláudia Leitte e Rick Martin estão aí pra confirmar, e isso não quer dizer que eu gostei do clipe dos dois. Nem que desgostei. Muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, ando pensando que essa Neotropicália marca a vida cultural do Brasil desde sempre, sobre formas e categorias diferentes. Num país onde Jesus Cristo se transforma sincreticamente em Oxalá tudo é possível. E a atitude de uma meia dúzia de metaleiros, ao criticar certas atrações do revival de nosso Woodstock em 2011, me lembra em muito a "Marcha Contra a Guitarra Elétrica", em 1967. Não, ninguém fez passeata na rua, mas nas redes sociais, o que é mais cômodo e contagiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cássia Eller, Renato Russo, Cazuza, não sei o que diriam disso tudo. Aliás, ninguém sabe. E hoje, pouco importa. Na verdade, ando sem saco pra preciosismos, arcaísmos e outros "ismos" de um bando de conservadores andam pregando por aí, como certos pastores protestantes tentando atrair fiéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes que eu acarreta um monte de desafetos, é capaz de eu mudar de opinião sobre tudo isso no próximo segundo. Esse texto foi um "pum" momentâneo, um espamo que pode ser curto ou longo, ou não. Um abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7934447055326708511?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7934447055326708511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/10/hoje-e-dia-de-rock-bebe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7934447055326708511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7934447055326708511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/10/hoje-e-dia-de-rock-bebe.html' title='Hoje é dia de rock, bebê'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-6290322765048471182</id><published>2011-09-22T17:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T17:11:58.276-07:00</updated><title type='text'>Sobre amigos, irmãos e sobre mim mesmo: uma crônica intimista</title><content type='html'>Escrevo numa noite cinzenta e fria. Putz, que começo batido! (O autor amassa esse parágrafo e joga fora). Pois bem, comecemos de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As saudações de hoje são aos seus leitores, os únicos que permaneceram, apesar da inconstância temporal de postagens, e do tom intimista do blogueiro. Pois é, ando conversando muito comigo mesmo e, vez por outra, resolvo compartilhar esses papos com os outros, se é eles que interessam a alguém. Talvez a uma meia-dúzia que, sem ter o que fazer, passe pela rede social onde esse texto vai estar divulgado – porque o blogueiro é vaidoso, pavão, e certamente o fará – e resolveu parar pra ler uma bobagem qualquer que se divulga na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais precisamente há cinco minutos atrás, me retornou uma reflexão recorrente. Como todo filho único (ou melhor, não sei, nunca perguntei pra nenhum outro, mas enfim) sofro de um grande bocado de complexos. Não, não é nenhuma esquizofrenia ou nada do tipo. Pelo menos ninguém diagnosticou. Trata-se de um resultado do bolo reflexivo que é minha cabeça que, dividida entre a função social de trabalhos acadêmicos e a vida pessoal, liberdade, coisas do gênero, terminou refletindo sobre irmãos. É, irmãos. Uma presença constante em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque no começo, era eu. Eu, eu, eu, eu, eu. E isso também é uma expressão plagiada. Era eu, e pronto. E continuou sendo, para sempre. Eu nasci. Eu fui pra escola. Eu me mudei por causa do trabalho do meu pai. Eu passei no vestibular. Eu me formei. Eu entrei no mestrado. Eu. Etcétera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo recheado de “eus”, sempre me faltou o outro. Uma falta que eu sempre fiz questão de afirmar, pras pessoas e, principalmente pra mim mesmo, que não fazia falta. Que não existia porque não havia necessidade. O outro era desnecessário, o outro atrapalhava. Na minha onipotência de infância, o outro chegava a ser ameaçador. Era o outro que mexeria na minha rotina bem definida, bem demarcada. Era o outro que faria xixi num poste que me pertencia. Que interferiria no meu espaço, na ordem que eu dei ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, e continuou faltando o outro. Mas uma diferença se fez presente. O outro começou a fazer falta. O outro, que não existia, e que eu preferia que assim permanecesse, começou a ser idealizado. Porque o outro que eu queria era impossível, na prática. O outro era alguém parecido comigo, mas diferente. O outro existia no meu mundo, mas apenas quando eu o convidava a entrar. O outro era membro da minha família, era filho dos meus pais, poderia, vez por outra, almoçar e jantar conosco, mas eu queria um outro que eu pudesse guardar na gaveta quando não fosse interessante ter o outro por perto. Quanto o momento de família fosse intimista o suficiente, e onde o outro estivesse sobrando, ele nunca teria existido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o outro existia, na minha cabeça. O outro era a quem eu recorreria quando quisesse conversar. O outro era o eu diferente, era o eu que eu gostaria de ser, e em quem eu me basearia. O outro era mais alguém sobre quem eu podia dizer “quando eu crescer eu quero ser como você”. A diferença é que o outro era isso, mas também não tinha o compromisso disciplinador e coercitivo em relação a mim. O outro era relax, mas queria o meu bem. O outro me dava conselhos, mas não iria me pôr de castigo se eu fizesse algo errado. Não que isso fosse feito por alguém, mas o outro sequer teria autoridade para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que o outro é uma constante em minha vida. O outro, talvez, é o irmão que eu não tive. E que talvez eu prefira nem ter tido, mas que lamento não existir, como eu o idealizei. Talvez os filhos únicos padeçam de um sentimento semelhante. Onde estão os irmãos que não tivemos? Espalhados por aí. Estão em pedaços de algumas pessoas ao nosso redor. Estão em pessoas próximas, às quais efetivamente recorremos. São “sujeitos ordinários” (olhaí o Certeau) que atuam sobre nossa existência, e nos dão a oportunidade, sendo, ao mesmo tempo, nossa identidade e nossa alteridade. O outro passa ao largo, ou está do nosso lado. O outro é alguém necessário, pois nos brinda com a diferença, nos faz exercitar a tolerância, o ato de ouvir, e o de falar o que é necessário, bem como o ato de ser, também, o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos, os irmãos (ou outros) que escolhemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-6290322765048471182?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/6290322765048471182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/09/sobre-amigos-irmaos-e-sobre-mim-mesmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6290322765048471182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6290322765048471182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/09/sobre-amigos-irmaos-e-sobre-mim-mesmo.html' title='Sobre amigos, irmãos e sobre mim mesmo: uma crônica intimista'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-2424920076890334297</id><published>2011-09-03T06:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T07:06:34.407-07:00</updated><title type='text'>Muito amor ao ketchup: a figura do serial killer no cinema marginal piauiense</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-f40Ui_V_5NA/TmIzA7AuwgI/AAAAAAAAAFk/xap4mlXXpPk/s1600/Torquato.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 408px; DISPLAY: block; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648132973609796098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-f40Ui_V_5NA/TmIzA7AuwgI/AAAAAAAAAFk/xap4mlXXpPk/s320/Torquato.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, tirei parte da manhã para assistir filmes em super-8. Para além de meu interesse de pesquisa, curto bastante esse material, vejo por diversão. Adoro ficar conferindo os comportamentos, os gestos, as roupas. A trilha sonora é um capítulo à parte, indo de &lt;em&gt;Dartk side of the moon&lt;/em&gt; à &lt;em&gt;Chapada do Corisco&lt;/em&gt;. Enfim, diversidade, embora pros menos avisados possa passar a impressão de que todos os filmes são a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar de diferentes em essência, é possível perceber algumas permanências, marcas de estilo na cinematografia super-8. Usando como referências os filmes da chamada "Geração Torquato Neto" (aqui usando o conceito aplicado por Frederico Osanan de Amorim Lima, em sua dissertação de Mestrado), podemos observar bem claramente algumas delas. Para quem não sabe, estes filmes, produzidos entre 1972 e 1974, constituem produções que se configuram marcadas pela inspiração de Torquato Neto, poeta piauiense, em sua estética, chamada por muitos estudiosos do tema como "marginal" ou "underground". Delimitando minha fala apenas àqueles produzidos em Teresina, podemos encontrar produções como &lt;em&gt;O Terror da Vermelha&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Davi Vai Guiar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Coração Materno&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Miss Dora&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois é. Uma dessas permanências, talvez um arquétipo (não me pergunte baseado em quem tô usando essa categoria... rs), é a do serial killer. Sim, alguém que sai matando todos por aí. Presente em muitas dessas produções, podemos associá-los a diversas coisas. Dentre elas, provavelmente, as táticas de fuga da realidade, praticada pelos jovens que, não encontrando-se no contexto em que estavam inseridos, por questões sociais, econômicas e familiares, querem passar para o "lado de lá", uma realidade só sua, ou de seu grupinho. O caso é que, em quase todos os filmes, há um assassino que, por motivos diversos, mata pessoas, em geral andando pela cidade de Teresina em plena luz do dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O caso de morte mais, digamos, intimista, está presente em &lt;em&gt;Coração Materno&lt;/em&gt;, onde o jovem rapaz mata sua mãe e retira o coração, para dar-lhe de presente à amada, que pediu-o como prova de amor. Os outros casos são de mortes "no atacado". Em &lt;em&gt;O Terror da Vermelha&lt;/em&gt;, o assassino em série interpretado por Edmar Oliveira mata pessoas em pontos da cidade de Teresina, sendo o personagem vivido por Torquato Neto - um transeunte que lia calmamente seu jornal - é estrangulado na Praça do Liceu. Caso semelhante é perceptível em &lt;em&gt;Miss Dora&lt;/em&gt;, super-8 onde a figura feminina é colocada em evidência - principalmente em suas mudanças comportamentais - a personagem principal sai matando homens pela cidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A reflexão sobre a presença de tais personagens no cinema alternativo remete às possibilidades de leitura da própria cultura brasileira no período militar. As formas de expressão, buscando maneiras de chocar, de se contrapor ao produto-padrão, onde se busca, a exemplo de uma negação da perspectiva presente no cinema comercial, fugir do arquétipo do protagonista. Ao invés do ator profissional, o amador; ao invés do mocinho/vilão, figuras presentes no cinema americano, a ambiguidade de serial killers, interpretados por jovens de classe média da cidade. O próprio ato de portar a câmera caseira, filmar coisas, a princípio "sem pé nem cabeça", remete à destruição de paradigmas, ao terrorismo subentendido. O cineasta é, ele também, um serial killer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-2424920076890334297?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/2424920076890334297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/09/muito-amor-ao-ketchup-figura-do-serial.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/2424920076890334297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/2424920076890334297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/09/muito-amor-ao-ketchup-figura-do-serial.html' title='Muito amor ao ketchup: a figura do serial killer no cinema marginal piauiense'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-f40Ui_V_5NA/TmIzA7AuwgI/AAAAAAAAAFk/xap4mlXXpPk/s72-c/Torquato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-6503622666180945435</id><published>2011-08-22T02:21:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T02:52:09.750-07:00</updated><title type='text'>Fina Estampa: entre a essência e a aparência</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-L5Nat-YAV_g/TlIlCvoAdvI/AAAAAAAAAFc/zTUnCMKSodE/s1600/griselda_terezacristina.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643614012122887922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-L5Nat-YAV_g/TlIlCvoAdvI/AAAAAAAAAFc/zTUnCMKSodE/s320/griselda_terezacristina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde que começou a se comentar sobre o novo projeto de Aguinaldo Silva para o horário nobre, fui um de seus críticos mais ferrenhos. A novela que viria após &lt;em&gt;Insensato Coração&lt;/em&gt; me aparentava cômica demais, insólita demais, despretenciosa demais, para ocupar uma faixa de horário que precisava, na verdade, de um desfribilador dos bons. Pois bem. Vieram, então, os comentários nada modestos de seu autor, de que se trataria da novela que recuperaria a audiência perdida do horário nobre, de que faria mais sucesso que &lt;em&gt;Senhora do Destino&lt;/em&gt;, e que sua vilã seria mais odiada que a mais-que-cultuada Nazaré Tedesco, da referida novela. Aí o que era desconfiança se transformou em antipatia, mesmo. Passei a ver a novela com os piores olhos, achando que se tratava de um embuste, cultuado erroneamente pelo ego inflamado de Aguinaldo. Pois bem. As chamadas vieram ao ar e, com o tempo - e um pouquinho de dificuldade - essa imagem negativa vem se desvanecendo, e começo a ver em &lt;em&gt;Fina Estampa&lt;/em&gt; a possibilidade de uma boa história para se acompanhar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A novela pertence, a meu ver, ao que poderia ser chamada de "terceira fase" na trajetória dramatúrgica de Aguinaldo Silva. Na primeira, iniciada com seu trabalho na minissérie &lt;em&gt;Lampião e Maria Bonita&lt;/em&gt;, e terminada em &lt;em&gt;Porto dos Milagres&lt;/em&gt; (com possíveis quebras em &lt;em&gt;Partido Alto&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Outro&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Suave Veneno&lt;/em&gt;), o autor se dedicou ao regionalismo e realismo fantástico, tratados à exaustão e, em sua maioria, efetuados em parceria com Ricardo Linhares. Na segunda, contemplando as novelas &lt;em&gt;Senhora do Destino&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Duas Caras&lt;/em&gt;, Aguinaldo decidiu dizer "chega!" ao realismo fantástico, às mulheres voando, e outras groselhas, e voltar-se para histórias com os dois pés na realidade, ou na alegoria, que é a realidade exagerada. Na terceira, temos um Aguinaldo que se volta para uma crítica bem-humorada aos valores e costumes da alta sociedade, expressa nos mandos e desmandos de Lara Romero e cia, protagonista da minissérie &lt;em&gt;Cinquentinha&lt;/em&gt;, e da série &lt;em&gt;Lara com Z&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A nova novela das 9, que estreia hoje, está enquadrada nessa nova estética. &lt;em&gt;Fina Estampa&lt;/em&gt; trata da história de Griselda (Lilia Cabral), que, após ter o marido desaparecido, é obrigada a virar o homem e a mulher da casa, para criar seus filhos. Ganhando prática em serviços domésticos essencialmente masculinos, torna isso sua profissão, onde é respeitada e conhecida como "Pereirão", o marido de aluguel. Sem vaidade, zero em maquiagem ou roupas delicadas, Griselda é o que poderia ser chamada de uma mulher-homem, assexuada, sem tempo para questões da feminilidade. A protagonista é o extremo oposto de Tereza Cristina (Christiane Torloni), perua que se quer chique, refinada. E as duas passarão a disputar o mesmo homem, René (Dalton Vigh), dividido entre os valores e a beleza interior de Griselda, e o dinheiro e a beleza externa de Tereza Cristina. O que vai vencer, a essência ou a aparência?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A produção da novela, ao que se observa nas chamadas, tem priorizado uma estética mais colorida, com mais vermelho, azul e verde, e menos cinza. Nada de clima &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt; numa trama que se pretende alegre, solar, contrapondo, talvez, o "tom acima" que se espera das novelas das 9 desde os tempos de Janete Clair. A mim mesmo, a aura de &lt;em&gt;Fina Estampa&lt;/em&gt; causou estranheza inicial, parecendo bastante com a de uma novela das 19h.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Usando meu próprio senso crítico como exemplo, imagino que &lt;em&gt;Fina Estampa&lt;/em&gt; possa ser um novo olhar sobre o horário nobre. Apesar de arautos da inovação, continuamos, muitas vezes, presos ao tradicionalismo. Obviamente - e isso com toda razão - estaremos com um pé atrás em relação à novela, dados seus antecedentes. Mas nada custa se desvencilhar de nossa má vontade, e dar uma chance, novamente, às caricaturas de Aguinaldo Silva. Algo de bom pode vir dali.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-6503622666180945435?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/6503622666180945435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/08/fina-estampa-entre-essencia-e-aparencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6503622666180945435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6503622666180945435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/08/fina-estampa-entre-essencia-e-aparencia.html' title='Fina Estampa: entre a essência e a aparência'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-L5Nat-YAV_g/TlIlCvoAdvI/AAAAAAAAAFc/zTUnCMKSodE/s72-c/griselda_terezacristina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-8399763905049303440</id><published>2011-08-02T02:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T18:47:51.143-07:00</updated><title type='text'>Os muitos Aguinaldos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fLlYli3auio/TjhBU3ioQ-I/AAAAAAAAAFU/06UbAlQod1Q/s1600/aguinaldo%252520silva%252520vertical.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636326760416560098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-fLlYli3auio/TjhBU3ioQ-I/AAAAAAAAAFU/06UbAlQod1Q/s320/aguinaldo%252520silva%252520vertical.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aguinaldo Silva não é mais o mesmo. Não a pessoa, mas seu "em-si" escritor, o que pode até ser a mesma coisa, mas enfim. Não é mais o mesmo. Uma aura, provavelmente codinomeada Consuelo Meirelles se apossou de seu corpo, tem mais ou menos uns sete anos, e ele não é mais o mesmo. Assim como Maria do Carmo Ferreira da Silva não é Waldomiro Cerqueira; Adalberto Rangel não é Paulo Della Santa; Marconi Ferraço não é Denizard de Mattos; Nazaré Tedesco não é Perpétua; Lara Romero não é Rubra Rosa. As coisas são outras, completamente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Waldomiro, Maria do Carmo veio do Nordeste, como retirante, tentar a sorte no Rio de Janeiro. Tal qual ele, lutou e sofreu pra se firmar. E, como ele, cresceu, apareceu, venceu na vida. Waldomiro era pai de Maria Regina; Maria do Carmo, de Reginaldo. Coincidência, não? Não! Mas dizer que se copiou receitas é pecado. Pecado mortal. Porque o tempo era outro, e a História, assim como as histórias, não se repete. &lt;em&gt;Suave Veneno &lt;/em&gt;foi a tentativa mal-fadada de provar que nem tudo se resumia a regionalismos. &lt;em&gt;Senhora do Destino &lt;/em&gt;foi a tentativa bem-sucedida de dizer "chega" (tal qual Gioconda) às mulher voando, homens caindo no poço e indo parar no Japão, mulheres de branco e cadeirudos. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adalberto nasceu pobre, como Denizard. Seu duplo, no entanto, era rico, riquíssimo. Mas se Paulo Della Santa era um mero sósia de Denizard, Marconi Ferraço era o próprio Adalberto, deformado e reformado. Se, em &lt;em&gt;O Outro&lt;/em&gt;, Glorinha da Abolição queria apenas revelar a verdade sobre os idênticos, em &lt;em&gt;Duas Caras&lt;/em&gt;, Maria Paula queria vingança contra aquele que, embora parecesse diferente, era o mesmo. Se vingou, mas o amou no final. E a ambiguidade superou, enfim, o maniqueísmo e o politicamente correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazaré e Perpétua são grandiloquentes. Uma é "raposa felpuda", lasciva. Roubou a filha de uma desconhecida para segurar um homem, e garantir seu futuro. Quando esteve prestes a ver seu segredo revelado, assassinou, e culpou a escada. Tudo, claro, sem perder o bom-humor - e o fogo. A outra, ao contrário, é reprimida, coitada. E denunciou a irmã, Tieta, expô-la ao ridículo, por mais de uma vez, punindo-a por ser tudo aquilo que ela mesma não teve coragem. Para extravasar seus sintomas de mal-amadismo, reprimiu outras mulheres, enquanto guardava, num singelo relicário, as mais felizes lembranças de seu marido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Rubra Rosa se angustia por não ser rubro seu sangue, e sim azul, Lara (com ou sem Z) já superou este dilema. Afinal, de que adiante pedigree sem reconhecimento? Essa de escrever discursos pro amante, e não aparecer como a intelectual por trás do corrup... digo, político, não está com nada. Cadê os holofotes, gente? A imprensa, a mídia, o bafo? Eu sei que Tupiacanga não é Hollywood, mas como a Internet e o Photoshop, dá-se um jeito em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguinaldo, enfim, não é mais o mesmo. E o que seria dele se fosse? O que seria do mundo virtual sem suas declarações bombásticas? Nós adoramos criticá-lo e aplaudi-lo, não necessariamente nessa ordem. Aliás, &lt;em&gt;Fina Estampa&lt;/em&gt; vem aí, para exercitarmos tanto o arremesso de ovos e tomates, quanto o coro de "vivas". Não há notícias, pelo menos eu não tenho, de um escritor que tenha divulgado, de livre e espontânea vontade, pra todo mundo, o roteiro de um filme que ele escreveu, e que nem ainda saiu. Gente com esse grau de ousadia merece, no mínimo, ser considerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-8399763905049303440?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/8399763905049303440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/08/os-muitos-aguinaldos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8399763905049303440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8399763905049303440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/08/os-muitos-aguinaldos.html' title='Os muitos Aguinaldos'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fLlYli3auio/TjhBU3ioQ-I/AAAAAAAAAFU/06UbAlQod1Q/s72-c/aguinaldo%252520silva%252520vertical.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5362547205566389350</id><published>2011-06-28T02:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T04:51:36.741-07:00</updated><title type='text'>Aos colegas, com carinho</title><content type='html'>Escrevo melhor do que falo, isso é um fato. Não, isso não é nenhuma auto-promoção de meu texto falho, e sim a constatação de que eu, tímido, tenho menor dificuldade de expressar sentimentos através da palavra escrita. Portanto, faço dela minha arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um depoimento que poderia constar nos Orkuts da vida, mas meu blog é um espaço onde me sinto mais à vontade, principalmente sendo ele para um grande público. E prefiro fazê-lo assim, aberto, visto por um público maior ainda. Talvez seja megalomania minha, achar que minhas divagações são lidas por muita gente, mas é assim que prefiro pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um depoimento, um balanço de meus primeiros quatro meses no Mestrado em História do Brasil. Não vim falar, efetivamente, do aprendizado intelectual. Não das leituras, dos textos, dos professores, das pesquisas. Prefiro me voltar para algo mais subjetivo, mais sentimental. Para algo que eu, de corpo presente, talvez não soubesse expressar com tanta clarividência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo blog, comentei sobre meus sentimentos durante o processo seletivo. Aquela caminhada, aparentemente solitária, se mostrou muito mais coletiva do que eu imaginava. Pessoas caminhavam junto comigo, e eu percebia sua presença. Passei a torcer por elas tanto quanto por mim mesmo. E, olha só, muitas chegaram junto comigo. O mais impressionante é que outras, a princípio desconhecidas de mim, também chegaram, e, de repente, se tornaram parte integrante da minha vida (louca vida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O começo foi, sim, um jogo de pôquer. A ideia - pelo menos a minha - era sacar todo mundo. Um por um. Perceber suas concepções, suas percepções, seus alinhamentos. E isso não foi difícil. Difícil é manter o "poker face" quando a gente se afeiçoa. Não era mais necessário. Nunca foi. Eu, na minha pequenez, imaginei uma necessidade totalmente descabida.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses quatro meses, experimentei bem mais que o coleguismo. Em pouco tempo, quase duas dúzias de ilustres desconhecidos se tornaram conhecidos de infância. A convivência diária, o turbilhão intelectual, os sorrisos, as conversas (de sala de aula ou de corredores), as brincadeiras, ganhavam a proporção de uma cumplicidade subentendida. Eu, migrante, pisava num mundo novo, que se tornava menos hostil e mais familiar a cada dia. Hoje me sinto em casa, e isso se deve a esse grupo de pessoas. Passei de um "menino do interior" a um "cidadão da UFPI". Venho vencendo meus medos, venho superando minhas deficiências, e eu não conseguiria fazer isso sozinho. Nas minhas multi-identidades, passei de um percebedor do folclore a um jovem pós-moderno. Me recondicionei ao mundo, virei outro, mas um outro tão igual a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria dizer algo a todos, e a cada um em particular, mas falta espaço e faltam palavras. Quando isso acontece, vou de Torquato Neto, aquele que fala o que eu não sei dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         eu acho tudo muito legal&lt;br /&gt;         mas a verdade&lt;br /&gt;         é que o nome normal disso aí&lt;br /&gt;         é:&lt;br /&gt;         s-a-u-d-a-d-e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer as coisas que eu não disse. Dizer que li muito mais do que imaginava, para tentar, pelo menos, alcançar o nível de leituras que eu observava. Dizer que os encontros extra-universidade que eu faltei, bem como os que vou faltar (peço que me entendam, peço desculpas por ser assim), se devem mais à minha patológica constituição anti-social que a qualquer falta de afeto pela turma. Afeto esse que eu sou limitado demais, desajeitado demais pra expressar. Dizer que eu não sei dizer OBRIGADO como deveria, por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos colegas, com carinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5362547205566389350?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5362547205566389350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/06/aos-colegas-com-carinho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5362547205566389350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5362547205566389350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/06/aos-colegas-com-carinho.html' title='Aos colegas, com carinho'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-873912473364367735</id><published>2011-06-22T03:35:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T05:51:15.898-07:00</updated><title type='text'>Um Astro volta a reinar na televisão brasileira</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/RHP6UDCTrpU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de crise criativa na televisão brasileira, chega a ser surpreendente que um dos lugares mais promissores para a inovação passa a ser o dos remakes. Nessa afirmação não há qualquer ironia, e sim um extremo encantamento com a nova maneira encontrada pela TV de reler seus clássicos, transformando-os em grandes homenagens a um gênero cultuado Brasil e mundo afora. Assim foi com a magistral &lt;em&gt;Ti Ti Ti&lt;/em&gt;, onde Maria Adelaide Amaral celebrou não apenas a obra de Cassiano Gabus Mendes, e sim a telenovela com um todo. Assim tende a ser, também, a nova grande empreitada da TV Globo. Vem aí &lt;em&gt;O Astro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira experiência do que pode ser uma nova forma de fazer dramaturgia na Rede Globo, o remake da obra clássica de Janete Clair, sucesso imortal de 1977, estreia na televisão dia 12 de julho, no horário posterior ao da novela das 9. Com classificação indicativa de 16 anos, permitindo, portanto, cenas mais fortes, e o aprofundamento de temas nem cogitados na sua versão original, o trabalho de adaptação fica a cargo de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, assessorados pelos colaboradores Tarcísio Lara Puiati e Vitor de Oliveira (o queridão entrevistado aqui mesmo, nesse blog). A direção de Roberto Talma e Mauro Mendonça Filho promete trazer uma história atual, mas com todos os elementos que fizeram da carpintaria de Janete Clair a mais propalada entre os fãs de novelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande novidade fica por conta do formato. A história será contada em condensados 60 capítulos, permitindo uma redução no número de personagens e cenários, bem como uma maior densidade nas cenas. Uma macrossérie ou uma mininovela? Os dois, talvez. Prefiro ver como uma novela que trará - analisaremos no futuro - uma nova maneira de fazer dramaturgia. Menos é mais, já diriam os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama de &lt;em&gt;O Astro &lt;/em&gt; obedece ao padrão janetiano que, assim como os clássicos teatrológicos de Shakespeare e literários de Machado de Assis, serão atuais sempre. Conta a saga de Herculano Quintanilha, de desventurado golpista no interior do Brasil, a alto diretor das Organizações Hayalla. Sua escalada passa pela transformação de um estelionatário cheio de falhas em um vidente de projeção internacional, guru de milhares e milhares de pessoas, através de seu show de ilusionismo e de sua lábia envolvente. Encontrando-se com Márcio Hayalla, filho rebelde de uma rica família à beira do esfacelamento, acha o ponto ideal para crescer e transformar-se em alguém realmente poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parábola sobre os limites da honestidade humana, a obra de Janete Clair torna-se mais ousada na atualidade. Com cenas de sexo fortes, insinuações de bissexualismo, efeitos especiais que tornam os shows de Herculano espetáculos à parte, e diálogos com alto teor de dramaticidade, retoma a velha e eterna forja de telenovelas. &lt;em&gt;O Astro&lt;/em&gt; pode nos permitir enxergar o quão simples é o que falta em nossa dramaturgia atual: emoção, entrega, fascínio. Estaremos todos rendidos aos encantos de Herculano Quintanilha, Lili, Amanda Mello Assunção, Márcio, Clô e Salomão Hayalla, queremos ser enganados e surpreendidos, rir e chorar por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-873912473364367735?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/873912473364367735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/06/um-astro-volta-reinar-na-televisao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/873912473364367735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/873912473364367735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/06/um-astro-volta-reinar-na-televisao.html' title='Um Astro volta a reinar na televisão brasileira'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/RHP6UDCTrpU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-449943108363955842</id><published>2011-05-19T08:15:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T08:39:46.127-07:00</updated><title type='text'>Eu, o homem mais responsável do mundo</title><content type='html'>Muitos escrevem em diários escondidos em baixo do travesseiro, falam com analistas ou se trancam no banheiro para tacar a cabeça na parede. Eu, não. Eu prefiro vir falar aqui, nesse meu diário virtual, lido por todo mundo. Diário não é bem um nome, né? Faz quando tempo que eu não escrevo por aqui?! Perdão, leitores, mas a vida anda dura para quem é mole. E, em breve, vou falar de coisas sérias, inspiradas (tem coisa boa vindo aí!), mas agora, nesse momento, o que eu quero é desabafar? Posso? Não? Muda de blog, pô! Aqui eu escrevo o que eu quero! Ops... calma, Fábio... amigo... Bom, colocar minhas angústias e reflexões aqui pode parecer a vocês estar expondo minha vida na Internet. Não, caras pálidas. Essas são angústias e reflexões de tanta gente, que minha fala se dilui entre muitas outras pessoas. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, e isso não é de hoje, tenho me sentido carregando em minhas costas grande parte da responsabilidade do mundo. Antes de mais nada, estou feliz. Isso é inegável. Feliz mesmo, por ter alcançado um objetivo. Mas me sentindo responsável por tantos e tantas coisas... Responsabilidade em todos os sentidos. O mundo que se apresenta é grande demais, e minhas expectativas são maiores ainda. Mas como alcançar? Fugindo da realidade, sendo um inconsciente, e bancando minha felicidade de maneira egoísta? Ou então encarando de frente os fatos, passando por todas as dificuldades, e olhando para trás, daqui a um tempo, e percebendo que valeu a pena? Oh, dúvida cruel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, e esse "às vezes" é bem mais constante do que o ideal, sinto medo. Uma certa carência de companhias, e até mesmo de aceitação para com esse meu "eu" introspectivo. De repente, me encontro cercado de pessoas. Mais do que isso: gosto delas, me identifico. E sei que as conheci no momento correto. Mas isso só faz com que meu medo aumente. O medo de não corresponder como gostaria. Tenho limitações, grandes limitações. Mais do que isso, temo por não conseguir não me sentir pior por carregá-las comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As limitações, como sempre, são maiores do que nós. Dependemos delas. São de todos os cunhos, todos os tamanhos. Muitas são objetivas, e influenciam decisivamente nas nossas subjetividades, e nas dos que nos rodeiam, e de quem dependemos diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior de todos os medos é de não ser entendido. De ser execrado, justamente, por ser limitado. De me sentir um "outro", onde venho lutando, e com tanta força, já há algum tempo, pra ser um "eu". O máximo que consigo é ser um "eu" idêntico a mim mesmo. Talvez isso seja bom, acho que sim, mas confesso que me angustia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendeu? Não? Bom, eu não vou desenhar. Até a próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-449943108363955842?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/449943108363955842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/05/eu-o-homem-mais-responsavel-do-mundo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/449943108363955842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/449943108363955842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/05/eu-o-homem-mais-responsavel-do-mundo.html' title='Eu, o homem mais responsável do mundo'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1900143108796729137</id><published>2011-05-07T04:45:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T06:49:32.016-07:00</updated><title type='text'>Alinhandos os corações (ou Como "Insensato Coração" pode estar entrando nos eixos)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No futuro, daqui a uns sete, oito meses, provavelmente diremos que &lt;em&gt;Insensato Coração&lt;/em&gt; foi uma boa novela. Redonda, correta, que vingou com uma audiência que, abaixo dos considerados satisfatórios 40 pontos de média, superou sua antecessora, &lt;em&gt;Passione&lt;/em&gt;. Diremos, talvez, que vem de uma leva de novelas tecnicamente excelentes e que, apesar de ainda não ter recuperado o afã brasileiro no horário nobre, contribuiu na abertura de caminhos para que suas sucessoras o façam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei se essa minha profecia vai se confirmar, mas o que tenho visto, há cerca de 1 mês, na atual novela das 9 da Rede Globo é uma história que tem começado a mostrar que foi bem planejada, e que tem seguido uma receita que desencadeará, muito provavelmente, no gosto popular. &lt;em&gt;Insensato Coração&lt;/em&gt; é mais um trabalho nos currículos de Gilberto Braga e Ricardo Linhares que, seja em trabalhos juntos, sejam em separado, sejam em coautorias diferentes, não precisam mais provar nada a ninguém. O que não justifica escrever novela sem emoção, mas justifica dar-lhes uma chance de contar uma boa história - mesmo que tenhamos que esperar cerca de 100 capítulos para ver as coisas chegarem ao ponto G.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recentemente, defendi, aqui mesmo nesse blog, que uma boa novela é aquela escrita com emoção, com gosto, com felicidade, com garra. Até algum tempo, não estava percebendo isso na novela das 9. Gilberto jamais escondeu que escreve porque ganha bem, porque tem um contrato... enfim, porque é o trabalho dele e ponto final. Linhares, por sua vez, sempre demonstrou uma boa dose de empolgação no seu fazer dramatúrgico. Dennis Carvalho, o diretor, também. E se Paola Oliveira e Eriberto Leão não têm ganhado o público como mocinhos, não penso que se deva às sua interpretação. Por outro lado, temos visto atores que dão com maestria vida aos seus personagens, como Deborah Evelyn, Ana Beatriz Nogueira, Deborah Secco, Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Ana Lúcia Torre, Rosi Campos, Ricardo Pereira e Nathalia Thimberg.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Insensato&lt;/em&gt; começou com elementos que poderiam fazer dela tanto um sucesso desde seu início quanto um completo marasmo. Talvez o que o que pouca gente percebeu é que Gilberto Braga retomava sua discussão sobre a ética e a honestidade no Brasil, já travada em trabalhos como &lt;em&gt;Vale Tudo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Dono do Mundo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Pátria Minha&lt;/em&gt;, e também ventilada na minissérie &lt;em&gt;Labirinto&lt;/em&gt;. Ricardo Linhares, por sua vez, fazia reviver seus personagens cômicos e caricatos. É impossível ver Tia Neném, Nathalie e Bibi sem se lembrar, fatalmente, da puritana Cleonice (outra vez, Ana Lúcia) e da fogosa Scarlett (Luiza Thomé), de &lt;em&gt;A Indomada&lt;/em&gt;, além da Bebel (Camila Pitanga) de &lt;em&gt;Paraíso Tropical&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O começo bem lembrou momentos bons da carpintaria manequiana: a desestruturação da família de Raul Brandão, a partir da traição de sua mulher e da falta de ética de seu filho mais velho. Além da hipocrisia dos outros familiares, tivemos a tresloucada Eunice bradando contra Pedro, culpando-o da morte de Luciana. E quem não se lembrou de outra Luciana, aquela vivida por Alinne Moraes em &lt;em&gt;Viver a Vida&lt;/em&gt;, ao vermos Pedro na cadeira de rodas. Assim como nesta novela, a luta pela reabilitação do mocinho não fez aumentar o interesse do público pela trama. Marina Drummond, uma mocinha tão racional, tão compreensiva e tão apaixonada, virava mocinha chata, até por não ter ninguém que a disputasse em pé de igualdade com Pedro (Porque, né? Henrique é chato pra burro!). E assim caminhou uma história que se apresentavam modorrenta, chata, daquelas que a gente assiste quando dá, e nem sente culpa se for dormir, ler, ver super-8 em seu horário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas as coisas mudam. E, ao que parece, não estão mudando ao sabor do IBOPE, e sim seguindo uma sinopse bem estruturada. Percebe-se que, para se chegar aos pontos de inflexão que agora se apresentam na história, foi necessário plantar a trama. E, plantada, ela agora pode agarrar o público pelo pescoço, tascar-lhe um beijo na boca, e conquistá-lo por inteiro. Elenquei abaixo os elementos que, na minha opinião, podem transformar Insensato Coração num grande sucesso, a partir de agora:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1. A vingança de Norma&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603961218076129666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_aaDGAOCz5w/TcVFCWp-OYI/AAAAAAAAAEo/pXXP9b_M7s4/s320/NormaInsensato.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De longe, a mais bem construída personagem da trama, Norma, a enfermeira desventurada, vivida por Glória Pires, é o grande show da novela. Enganada por Léo (Gabriel Braga Nunes), presa sem ter cometido crime algum, roubada por aquela que imaginou ser sua melhor amiga e maltratada na cadeia por Araci (Cristiana Oliveira), Norma aprendeu na marra que, para viver na selva, é preciso não só fugir do predador, mas atacá-lo. Depois de matar Araci na cadeia, Norma deve passar por cima de todos que, porventura, se coloquem no caminho de sua vingança contra Léo. Primeiro, Kátia (Lidi Lisboa), cujo rosto vai marcar com uma faca, por tentá-la impedir de roubar o tesouro da ex-detenta. Depois, deve fazer com que Nathalie (Deborah Secco) seja atropelada, para cuidar dela, se tornar sua amiga, e se infiltrar no prédio. Deve fazer com que um dos garçons do bar de Gabino (Guilherme Piva) seja expulso do quartinho alugado por Fabíola (Roberta Rodrigues), sendo ela a escolhida para ali habitar. E, depois de se produzir com o dinheiro de Araci, aproximar-se de Teodoro (Tarcísio Meira), fazer com que seu acompanhante seja demitido, e tornar-se a nova acompanhante do velho, matando-o em seguida, e ficando com sua herança. Rica, Norma ficará cara a cara com Léo. Percebe sua paixão por Marina (Paola Oliveira), com quem ele estará casado, e resolverá usá-la para atingi-lo. De que forma? Desfigurando seu rosto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2. O casamento de Marina com Léo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603962409907342706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-B7kuLEgO2q8/TcVGHukrTXI/AAAAAAAAAEw/3P_4o60FAj8/s320/gabriel-braga-nunes-paola-oliveira-leo-marina-insensato-coracao-9401.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O triângulo mocinho-mocinha-vilão sempre foi a grande mola propulsora de todos os bons folhetins. É importante que, em determinado ponto da história, o vilão conquiste a mocinha, case-se com ela, tornando-se uma pedra visível no sapato do mocinho. Até agora, Léo tem se fingindo amigo de Pedro (Eriberto Leão), seu irmão, e o bobalhão acreditando. Quando tentará tirar Marina deste, Léo mostrará quem é de verdade. O ódio do público pelo vilão e seu embate com o mocinho pode alavancar a novela, sim senhor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3. O romance entre Raul e Carol&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603963322701358738" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-inrt2TIaNMg/TcVG82_uppI/AAAAAAAAAE4/C0FtpbDSRtM/s320/cena-raul-carol.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Relações que já começam erradas são boas formas de se engendrar histórias de amor interessantes. Os autores plantaram Raul (Antonio Fagundes), depois de perder sua empresa em Florianópolis e ver um projeto fazer água no Chile, dentro das Empresas Drummond, e frente a frente com Carol (Camila Pitanga), que o recebe de má vontade. A relação de trabalho dos dois está longe de ser das melhores: ela o acha turrão e prepotente, ele a acha autoritária e perseguidora. No que vai dar isso? Samba, é claro!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;4. O triângulo Cortez - Nathalie - Wagner&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603965309794016530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-G7CMTQrOI1E/TcVIwhfiXRI/AAAAAAAAAFA/Ed9WavWpeBU/s320/Insensato-Coracao-Natalie-se-casa-com-Cortez-e-vira-amante-de-Wagner.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde que entrou na trama, tive extrema simpatia pela história do banqueiro "barba azul" Horácio Cortez. Desonesto e corrupto, fez com que a mulher, Clarice (Ana Beatriz Nogueira, excelente em cena), morresse num acidente de carro forjado. E, desconfia-se, matou também sua esposa anterior a ela. Agora, deve se casar com a ex-Volúpia na Montanha Nathalie Lamour, e, caso ela o entregue à polícia, como é bem provável, tentar dar-lhe um fim parecido. Enquanto isso, Nathalie viverá sua própria volúpia na montanha com Wagner, o advogado de Cortez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;5. A continuidade das participações especiais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603969810996897922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-BxrtUR4-8KA/TcVM2hx7qII/AAAAAAAAAFI/mek5ziYPu9E/s320/Insensato%2BCarmem.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho visto, desde &lt;em&gt;Paraíso Tropical&lt;/em&gt;, com excelentes olhos a entrada e saída de personagens com função bem definida na novela. Não é &lt;em&gt;Kubanacan&lt;/em&gt;, que todo mundo entra e sai sem um porquê. É algo sério, bem feito. Primeiro, Umberto (José Wilker), o irmão canalha de Raul, que transa com sua mulher, Wanda (Natalia do Vale). Depois, temos, dentre outros, Jonas (Tuca Andrada), Silveira (Hugo Carvana), Gisela (Ângela Vieira), Gregório Gurgel (Milton Gonçalves) e Araci (Cristiana Oliveira). Sem esquecer de Nívia Maria que, num dos melhores momentos da novela, viveu a morte, por ataque cardíaco, de sua personagem, Carmem, depois de ser enganada por Léo, e ver seu dinheiro voando pelas ruas do Rio de Janeiro. Que continua assim, e que a história continue com alta rotatividade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, essa é uma visão sobre a novela. Concorda? Discorda? Quer complentar? Vamos comentar! Abração!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1900143108796729137?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1900143108796729137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/05/alinhandos-os-coracoes-ou-como.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1900143108796729137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1900143108796729137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/05/alinhandos-os-coracoes-ou-como.html' title='Alinhandos os corações (ou Como &quot;Insensato Coração&quot; pode estar entrando nos eixos)'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_aaDGAOCz5w/TcVFCWp-OYI/AAAAAAAAAEo/pXXP9b_M7s4/s72-c/NormaInsensato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5088348045140729776</id><published>2011-04-22T04:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T10:55:26.793-07:00</updated><title type='text'>Affective memory: as melhores baladas românticas dos anos 80</title><content type='html'>Há quanto tempo que eu não fazia uma lista. Já estava com saudades de ser criticado pelas minhas escolhas... rsrsrs. Brincadeira. Sei que os leitores desse blog são de uma educação e de uma compreensão sem igual, e que sempre compreendem que se trata de uma memória afetiva, chegando, por vezes (olha só!), a concordar com meu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje resolvi falar de romantismo à flor da pele. Afinal, mesmo quem não viveu, o que é o meu caso, tem saudade dos anos 80. Não só pelas suas roupas profundamentes coloridas e pelo florescente liberalismo pós-moderno que se consolidava, mas por um novo postar-se perante a sociedade. Nada de década perdida. Produziu-se muita cultura ali. E uma das mais marcantes era um pop rock, romântico e extremamente instrumentalizado. Bailinhos mundo afora, até hoje, tocam Roxette, Air Supply e Phill Collins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, trouxe aqui as músicas que me aguçam os sentidos. Que causam em mim um festival sinestésico, do qual não consigo sair antes do último acorde. Que me deixam extático. Ei-las:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Power of Love (Jennifer Rush)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Lr0xJBsVbZY" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca cantou "O Amor e o Poder" pelo menos uma vez na vida que atire a primeira pedra. A versão brazuca, cantada por Rosana, que embalou as emoções da novela &lt;em&gt;Mandala&lt;/em&gt;, tiveram como referência essa canção de Jennifer Rush, que prezava pelo clima transcendente que, em seguida, marcou a versão da novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Take My Breath Way (Berlin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/DARX9nzNE3E" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema inesquecível do filme &lt;em&gt;Top Gun -&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Ases Indomáveis&lt;/em&gt; deu uma impressionante visibilidade ao Berlin, e a canção tornou-se um ícone nas paradas de sucesso durante e depois do filme. Todas as trilhas sonoras de vencedores do Oscar têm-na como faixa obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Matter of Feelings (Duran Duran)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/A07oZmlIYmw" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes dos Backstreet Boys, as boy-bands atraíam os gritinhos de adolescentes enlouquecidas. E, claro, não dá pra falar delas sem tocar no nome do Duran Duran. "Matter of Feelings" também vigorou entre as prediletas nas baladinhas. As meninas queriam agarrá-los, rasgá-los e beijá-los. Os meninos queriam sê-los, embora não admitissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Against All Odds (Phill Collins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/C-gI1UduHUw" frameborder="0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra falar de baladas dos 80 sem citar Phill Collins. O rei do romantismo oitentista figura aqui com um de seus clássicos. Aliás, difícil destacar uma dele que não seja um clássico, portanto a escolha não foi das mais fáceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Endless Love (Lionel Ritchie &amp;amp; Diana Ross)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Ewf0TnM4eKo" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema de &lt;em&gt;Amor sem Fim&lt;/em&gt; é uma das mais lembradas do consagrado Lionel Ritchie. A suavidade de sua voz, aliada num dueto belíssimo com Diana Ross ganhou mais e mais versões mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Heaven (Bryan Adams)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/s6TtwR2Dbjg" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre minhas favoritas está o tema de Babi na novela A Gata Comeu. Enquanto a patricinha ficava às voltas com seu amor pelo falso cego Zé Mário, o público se deleitava nos acordes de Heaven.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;It Must Have Been Love (Roxette)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/k2C5TjS2sh4" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificílimo pra mim ser imparcial quando o assunto é esse grupo sueco. Mais ainda, quando o assunto é Marie Fredriksson, a sueca que assume os vocais. "It Must Have Been Love" ainda hoje é tocada à exaustão em festas Ploc, e figura sempre em discos do tipo Good Times.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Listen to Your Heart (Roxette)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ktRsl2hAPhY" frameborder="0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente da maioria, que curte mais a música anterior, minha predileta do Roxette é aquela que embalou várias cenas da novela &lt;em&gt;O Sexo dos Anjos&lt;/em&gt;. Seu tom transcendente, ainda maior, tem cara de romances maiores que a vida. E nós lá, escutando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Making Love Out Of Nothing At All (Air Supply)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/6lE6Htee0sA" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o hour concours dessa lista. Para muitos, um atentado aos diabéticos. Para mim, a memória de um belo momento de minha vida: a primeira paixão adolescente. Tinha um CD pirarinha na minha casa, da qual esta era a segunda faixa. O disco furou de tanto ser escutado. Uma música com um clímax perfeito, instrumentalizado à exaustão, pronto para embalar um jovem coração apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra você, o que faltou na lista. Comente e opine! Abração!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5088348045140729776?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5088348045140729776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/04/affective-memory-as-melhores-baladas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5088348045140729776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5088348045140729776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/04/affective-memory-as-melhores-baladas.html' title='Affective memory: as melhores baladas românticas dos anos 80'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Lr0xJBsVbZY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1985726523627336661</id><published>2011-04-14T02:26:00.001-07:00</published><updated>2011-04-14T03:11:02.638-07:00</updated><title type='text'>São tantas emoções: a telenovela como expressão da felicidade</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5ZLdeH3-8FM/TabGWwZpoqI/AAAAAAAAAEQ/I6cGvTb02vg/s1600/falomermo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595377681306329762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-5ZLdeH3-8FM/TabGWwZpoqI/AAAAAAAAAEQ/I6cGvTb02vg/s320/falomermo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é de hoje que tenho revisto meus conceitos sobre novelas. Pra falar a verdade, essa reconceituação é um processo contínuo, embora tenha se agudizado de uns tempos pra cá, desde que resolvi começar a falar abertamente sobre o assunto através desse veículo de comunicação. Afinal, o que é possível expressar sobre a atual situação da teledramaturgia? Apenas lamentar o marasmo, dizer que não se produz nada de novo, que a TV se tornou um mausoléu de estilos cristalizados? É pouco. Já passei muito tempo fazendo isso, e acho que perdi momentos preciosos de minha tenra juventude, em vez de, humildemente, propor possibilidades de revisão da teledramaturgia. Nada de novo, apenas um convite a voltar a olhar para a telenovela como já se olhou no passado e - sem querer ser anacrônico - rediscutir o grande valor que permeou o folhetim desde seu surgimento que era o de... transmitir emoções. Pois bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muito se tem falado em técnica, em estilos, em fluidez nos diálogos, em dinamismo nas cenas. Muito se tem observado na expressividade dos atores, no figurino escolhido, no tom de voz usado para expressar-se nessa ou naquela cena. Nenhum pecado. De fato, o bom analista é aquele que vê a novela em seu todo, mas discutindo os detalhes. O grande problema é que nós (e me incluo nesse bolo), muitas vezes, achamos que analisar bem é criticar, apontar os defeitos, por mínimos que eles sejam, esquecendo-nos do mais importante que é esse TODO que constitui a telenovela, e no qual ator, autor e diretor pensam na hora de lançar o produto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Ah, mas esse olhar vai me recomparar ao público médio (ou ao sujeito ordinário?)", como se nisso habitasse o pior dos males para quem gosta de ver dramaturgia. Antes de qualquer outra coisa, meus queridos, fomos público médio, e gostamos muito de ser. E, acho eu, para sermos mais do que isso, temos que retornar, pelo menos um pouquinho, às emoções primárias vividas por esse público e, só a partir delas, fazermos nossas considerações. Ou isso, ou corremos o seríssimo risco de nos transformamos naqueles chatos, hieráticos, quadrados e saudosistas críticos de TV, que emos com tão maus olhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; DISPLAY: block; HEIGHT: 228px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595378357526291602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Qb5SMj-g9x4/TabG-HhDZJI/AAAAAAAAAEY/3kJjmoAVK8I/s320/jaqueline.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas, o que é fazer novela, então? Ou melhor, o que é fazer uma boa novela? Isso me inquietou por muito tempo. Justamente quando comecei a ver esse produto com um olhar mais apurado, passei a refletir o que constituia uma boa novela. E eis a surpresa: a resposta foi um retorno à mesmíssima visão que tinha quando assisti atrações como &lt;em&gt;Olho no Olho&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Cara &amp;amp; Coroa&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Explode Coração&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;História de Amor&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;O Clone&lt;/em&gt;: novela boa é aquela que me deixa feliz de ver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O texto é tatibitate, e daí? A protagonista é ex-BBB, algum problema? As cenas duram mais de cinco minutos, e eu com isso? Não sou obrigado a virar um refém da técnica e, pior do que isso, da crítica. Da mesma forma que acho que o grande problema atuais é que elas se tornaram reféns de uma burocracia televisiva. Os autores e diretores se sentem obrigados a serem dinâmicos, a valorizarem a ação de maneira exaustiva, a escrever em escala industrial, a ter diversos pudores em nome da audiência, sem notar que são justamente tais elementos que mais afastam nosso público.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Novela boa é novela feita com gosto. É aquela que o autor escreve dando uma banana pra quem o chama de fantasioso, delirante. "Eu quero inovar, escrever uma mocinha lésbica, um mocinho obeso, uma vilã de 6 meses de vida". Mas e a audiência, e o povão? Azar! Ou então: "Eu prefiro escrever um folhetim onde a mocinha é abandonada no altar, depois descobre que tem uma herança milionária, fica rica, dança numa boate, se vinga do inimigo e depois desvenda um assassinato". Mas e a crítica, que vai me chamar de folhetinesco e sem-vergonha? Que se dane!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As últimas novelas pelas quais realmente me apaixonei foram feitas com amor, sem ligar pro que muita gente diria. E, coincidentemente, foram sucessos de Ibope. Glória Perez fez ouvido de mercador de camelos quando geral dizia que Jade viajava trocentas vezes pro Brasil em &lt;em&gt;O Clone&lt;/em&gt;. Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari não ligaram pra quem dizia que estavam abusando das metalinguagens e da canastrice em &lt;em&gt;Ti-Ti-Ti&lt;/em&gt;: investiram com gosto. É esse ato de coragem, é esse fazer da arte uma grande farra, que acho que faz falta em muitos trabalhos, e que defendo como a boa dramaturgia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595378593847535778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vJwDI04U_fw/TabHL34baKI/AAAAAAAAAEg/aT-OpWZGFVM/s320/o-clone1.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acredito, sim, que as duas coisas são perfeitamente associáveis, mas se for obrigado a escolher entre ser partidário da técnica ou ser partidário da fantasia, fico com a segunda, sem culpa. Sei que posso ser achincalhado por essa opinião, mas acho que novela boa é aquela em que você dá asas à imaginação, seja lá o que ela lhe mande fazer. Você é louco, costuma ser chamado de esquizofrênico, cria estórias fantasiosas numa cabeça sem-noção? Largue as armas, meu irmão, e venha fazer novela. Tipos como você são necessários, e estão em falta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pronto, falei. Agora, que venham as pedradas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1985726523627336661?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1985726523627336661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/04/sao-tantas-emocoes-telenovela-como.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1985726523627336661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1985726523627336661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/04/sao-tantas-emocoes-telenovela-como.html' title='São tantas emoções: a telenovela como expressão da felicidade'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5ZLdeH3-8FM/TabGWwZpoqI/AAAAAAAAAEQ/I6cGvTb02vg/s72-c/falomermo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7860895587486234070</id><published>2011-04-08T03:54:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T04:20:19.305-07:00</updated><title type='text'>Eu, um contrasenso acadêmico</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-J-_CSAHUiq4/TZ7u87JO1sI/AAAAAAAAAEI/PABN_yhHAYI/s1600/contrasenso.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593170517676709570" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-J-_CSAHUiq4/TZ7u87JO1sI/AAAAAAAAAEI/PABN_yhHAYI/s320/contrasenso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cada dia que passa me faz olhar ainda mais pra mim mesmo. E isso é mais estranho do que parece. Talvez seja a idade chegando, e essa adolescência tardia e mal-realizada se transformando numa vida adulta ainda tão imatura. Mas eu já superei essa fase de incertezas quanto ao meu próprio perfil psicológico-comportamental: me assumi como um prenúncio do anti-social, apesar da necessidade de estar próximo de gente; como um "homem de gelo", apesar da necessidade de abraços constantes; como um racional, apesar desse romantismo latente. Enfim, me defini como um contrasenso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essas reflexões têm ganho projeção maior no ambiente acadêmico, onde tenho vivido um momento profundamente particular. Estar no Mestrado é um sonho que eu alcancei. Me refazer nele a cada dia é um desafio que me foi colocado. A cada dia, seja de aula, seja da convivência com os colegas - nunca imaginei que seria tão significativa - me vejo uma pessoa nova. Não na minha essência: continuo o mesmo do parágrafo anterior, só que diferente. Deu pra entender? Não? Tá, deixa pra lá. Prossigamos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem foi um dia desses, de desconstrução do Fábio de tantos anos, e de reconstrução de um outro, que nem ele mesmo conhecia. Ontem eu levei um tapa na cara. Um tapa de luva, tão leve, mas tão leve, que continua doendo até agora. Um tapa que me fez ir dormir sentindo-o. Sabe por quê? Por que me vi ante os meus preconceitos, e senti vergonha de mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu, que sempre estufei o peito para me dizer um "filho da História Cultural". E não deixei de ser. Mas, ao falar isso, empostava a voz, inseria nele uma empáfia voluntária, um quê superior. Sabe o "eu sou, vocês não são"? Pois é. Eu, que ironizei com o mundo, com o que lia, com o que via ou que ouvia em contrário. Eu, que me propunha alguém de mente aberta, um catalisador de ideias, me mostrava o mais inflexível dos metódicos. Mea culpa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ante o Certeau, o Burke, a Pesavento, o Nora, eu esquecia de tanta gente... Do Hobsbawn, que li com tanta avidez em suas reflexões sobre a Revolução Francesa; do Peregalli, e suas construções sobre o modo de produção tributário; e, por que não, do Ranke, que me ensinou o quanto a organização é necessária no fazer historiográfico. Perdão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Perdoem esse cara, que se achava tão pós-moderno, e se mostrava tão positivista. Perdoem esse poço de contradições. Perdoem quem criticou o reducionismo e determinou o mundo. Perdoem quem se negou a ler aquele que disse que a história acabou, por puro preconceito. E também àquele que renegou o resto da Escola de Frankfurt por ter medo de trazer a contradição pro seu trabalho. Eu errei. E seu que talvez não mereça o perdão. Mas eu juro que vou me esforçar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7860895587486234070?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7860895587486234070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/04/eu-um-contrasenso-academico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7860895587486234070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7860895587486234070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/04/eu-um-contrasenso-academico.html' title='Eu, um contrasenso acadêmico'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-J-_CSAHUiq4/TZ7u87JO1sI/AAAAAAAAAEI/PABN_yhHAYI/s72-c/contrasenso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-9089738586626853074</id><published>2011-03-30T01:51:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T02:58:29.404-07:00</updated><title type='text'>A única Maria do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H5_Z-LKVW2E/TZL30HdXYbI/AAAAAAAAAEA/gSMFVEx72JI/s1600/mariabbb11.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589802562247680434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-H5_Z-LKVW2E/TZL30HdXYbI/AAAAAAAAAEA/gSMFVEx72JI/s320/mariabbb11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem se deu a final do BBB mais miado de toda a história. O programa que, como sempre, iniciou-se sob expectativas e especulações em torno de seu novo elenco, decepcionou na escalação. Não faltaram tentativas da direção de alavancar a coisa, mas todas foram em vão: o BBB11 terminou com audiência medíocre, assim como seus participantes. Em meio ao marasmo, quais são as análises possíveis? Porque a edição não vingou? Quais foram os erros de Boninho e cia? Tudo isso, todas as possíveis considerações acerca do programa, servem, também, para refletir sobre sua final, e sobre a construção de sua campeã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já não é de hoje que uma das principais estratégias de Boninho na formação do time que entra na casa mais vigiada do Brasil tem seguido um critério-mor: escalar os mais bonitos e polêmicos. Essa tem sido uma máxima do programa, em especial da 9ª edição para cá. Queria-se um Big Brother mais jogado, mais estratégico, menos emotivo que os outros. Conseguiu-se? Sim, em termos. Vencedores como Max Porto e Marcelo Dourado destacaram-se como grandes jogadores e estrategistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Particularmente, como grande fã que sou do reality, comemorei quando a nova política da direção passou a ser essa. Já estava cansado de um Big Brother vencido por desmiolados, bam-bam-bans e superpobrinhos. Que vença o melhor jogador, pensei, assim como nas edições americana, alemã, etc. Não torci por Max, torci por Dourado e seu time... mas, entre erros e acertos de palpites, reconhecia méritos nesses BBBs em que se valorizava a inteligência em vez do carisma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, como que para me dar um sonoro tabefe, vem a 11ª edição, e me faz discordar de mim mesmo. A edição, mais do que nunca, privilegiava a escalação de participantes, como diria Maurício Stycer, "com os dois pés na baixaria": mais da metade ou tinha pousado sem roupa ou com pouquíssima roupa - isso sem contar os fetiches com máscaras de Darth Vader e, também, vidas pregressas, ligadas a prostituição. E, nos primeiros dias do programa, a grande estrela foi Ariadna, a "fábula do século XXI", transexual, que levantou grande discussão sobre o assunto em todas as mídias. A história de Ariadna parecia ser suficiente para garantir o sucesso do programa - não fosse o fato de que o público a eliminaria no primeiro paredão. Não conformado, o Big Boss criou uma estratégia para tentar reinfiltrá-la na casa, criando a nova Casa de Vidro. Mas não foi suficiente, e Ariadna foi preterida a Maurício. Fazer o quê? Vida, essa...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ariadna saiu, e a casa caiu no mais completo marasmo. A história que norteava a edição, e que fora a aposta de todas as fichas dos diretores, babou. Ficaríamos com a metralhadora verborrágica de Diogo, a apatia de Rodrigão, os surtos sem-noção de Michelly ("Eu tô de shorts!"), além de Cristiano se esfregando no casting feminino da casa, todo trabalhado no doce de leite. Não contente, e querendo consertar o Boeing em pleno voo, Boninho adapta o expediente americano do Entra-e-Sai, fazendo um paredão em que rodam dois e entram dois, ainda confinados: dessa maneira, entram no programa a miss Adriana e o médico Wesley, com a missão claríssima de botar fogo no jogo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De fato, Adriana e Wesley movimentam a casa. Adriana engrena um romance contraditório com Rodrigão, fala verdades na cara de algumas pessoas, e ganha um eleitorado forte, ao mesmo tempo em que seu jeito juvenil, e sua mendicância quanto ao amor do rapaz, criam rejeição tão ou mais forte quanto. Já Wesley ajuda a protagonizar uma das principais histórias da casa, que seria levada, enfim, à grande final: passar a cortejar Maria, recém-separada de Maurício, um dos últimos eliminados do programa. Eis que, quando o romance estava em vias de acontecer, MauMau volta da Casa de Vidro, causando um triângulo amoroso totalmente inusitado, e passando a ser vítima da perseguição implacável de uma dividida Maria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Maria se contradiz, age sem pensar, fala o quer e ouve (muito) o que não quer. Bebe, faz bobagens, se arrepende, chora. Bebe novamente, corre atrás de MauMau, é dispensada por ele. No dia seguinte, tome crises de consciência e ressaca moral. Ressaca não maior que as das bebedeiras astronômicas do tricotante Daniel, que engrena o mais peculiar caso amoroso do programa: com uma palmerinha (what?).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A grande final privilegiou os participantes que, de alguma forma, causaram no programa. Foi resultado da escalação equivocada de Boninho que, ao privilegiar a polêmica, esqueceu dos protagonistas. Afinal, o que marcou o sucesso de edições do BBB como a 3ª, a 5ª e a 7ª? A criação de personagens carismáticos, que despertaram o amor do público. E nisso, chamo a &lt;em&gt;mea culpa&lt;/em&gt;: eu, um dos maiores incentivadores desse novo BBB, clamo por um retorno a esse ponto ótimo perdido. O BBB que nos fez amar Manuela e Tyrso, Juliana Alves, Grazzi Massafera, Mariana Felício, Siri e Diego Alemão, Rafinha e Gyselle Soares. Antes o carisma, a construção do vencedor muito, mas muito antes do fim, do que a apatia que se observou esse ano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Daniel, Maria e Wesley fizeram uma final que coroou o programa em sua mediocridade. O discurso de Bial, ao anunciar Maria como a grande campeã, ressaltou seu passado, e o fato de ter mexido com o imaginário não só masculino, mas também, e principalmente, com a opinião das mulheres sobre si mesmas. Particularmente, embora não torcesse de fato por nenhum dos finalistas, votei pela vitória de Maria por dois detalhes básicos. Primeiro porque, há muito, queria ver Bial anunciar uma VENCEDORA do programa, uma vez que as únicas mulheres que chegaram a esse posto foram Cida e Mara, e, né? Em segundo lugar porque, se formos garimpar os protagonismos, Maria foi a grande estrela do programa. Levou-o nas costas, centralizou sobre si a história. No BBB mais over da história, Maria foi, sim, a melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-9089738586626853074?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/9089738586626853074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/unica-maria-do-mundo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/9089738586626853074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/9089738586626853074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/unica-maria-do-mundo.html' title='A única Maria do mundo'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H5_Z-LKVW2E/TZL30HdXYbI/AAAAAAAAAEA/gSMFVEx72JI/s72-c/mariabbb11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1468352835493023755</id><published>2011-03-23T02:25:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T07:08:06.224-07:00</updated><title type='text'>Perfumes, músicas e lugares de memória</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-27Kj-qE9rcI/TYnqf0RhVHI/AAAAAAAAAD4/753_KoK11Y8/s1600/cora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 325px; DISPLAY: block; HEIGHT: 248px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587254645058786418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-27Kj-qE9rcI/TYnqf0RhVHI/AAAAAAAAAD4/753_KoK11Y8/s320/cora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda parte"&lt;/em&gt; (George Sand)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Perfume... fragância de lembranças. Extrato sensorial, sinestésico, de uma parcela de nossa vida, que volta à tona quando o sentimos novamente. Ah, e que lembranças, que lembranças nos trazem, que sensações nos despertam, novamente e, às vezes, mais fortes que o momento original.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todas essas divagações são resultados da aula de ontem de História e Memória. Quando, ao discutirmos Jacy Seixas, em seus "Percursos de memória em terras de história", quando a relacionamos com teóricos das mais diversas áreas, como Halbwachs, Proust e Bergson, Paul Ricoeur, e, principalmente, quando a discussão estrapola o texto acadêmico e se configura em um passeio por nossos sentidos, percebemos que nossas memórias mantém-se presentes, vivas, em lugares específicos, sejam eles físicos ou não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perfumes... aqueles que nos trazem de volta lugares, momentos e, principalmente, pessoas. Aquele perfume inesquecível que ela usava, e que, usado por qualquer outra mulher, sempre será dela. Dela, e de mais ninguém. Ali, na minha memória, aquele odor será único. Unicamente dela. Aquele que, para sempre, me lembrará momentos na Praça Irmãos Dantas, naquele banco bem diante da Igreja de Nossa Senhora do Carmo (ou em qualquer outro), que me fará recordar, para sempre, aquele dia, em frente ao portão de sua casa, olhando as estrelas no céu. Que me obriga a rever, mentalmente, aqueles olhos de ressaca, olhos de Capitu, oblíqua, dissimulada, sempre escondendo muito mais do que mostrava...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Porque eu sei que é amor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Eu não peço nada em troca&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Porque eu sei que é amor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Eu não peço nenhuma prova&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Mesmo que você não esteja aqui&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O amor está aqui, agora&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Mesmo que você tenha que partir&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O amor não há de ir embora.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por que raios os Titãs me perseguem, em minhas lembranças?! Pô, sempre eles! E eles, sempre, e mais uma vez, me levam a lembrar. A lembrar dela. Já no fim do nosso romance, quando passeávamos pela mesma praça, quando sentávamos no mesmíssimo banco, quando conversávamos debaixo das mesmíssimas estrelas no céu. Enquanto a mãe dela ligava pro seu celular e a mandava entrar logo em casa. Naqueles dias, um romance que nasceu particular, nervoso, principalmente da minha parte, terminou, também, de maneira particular. Com um abraço, um carinho e, se eu não tivesse resistido em meus propósitos, um beijo, que o reiniciaria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A memória que, nesse caso, transformou-se em relicário. Guardada numa caixinha, como passado, por vezes presentificado, traz saudade. O mais engraçado de tudo é que a saudade, nesse caso, termina sendo melhor que o momento - esse recheado de nervosismo, inexperiência, uma certa angústia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como saber de que forma sentimos, de que forma encaramos e como convivemos com nosso passado e nossas percepções?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Provavelmente, nunca saberemos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1468352835493023755?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1468352835493023755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/perfumes-musicas-e-lugares-de-memoria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1468352835493023755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1468352835493023755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/perfumes-musicas-e-lugares-de-memoria.html' title='Perfumes, músicas e lugares de memória'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-27Kj-qE9rcI/TYnqf0RhVHI/AAAAAAAAAD4/753_KoK11Y8/s72-c/cora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-901279149824332886</id><published>2011-03-16T06:14:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T06:37:54.974-07:00</updated><title type='text'>Uma pausa para falar de nós</title><content type='html'>Pois bem. Chega a hora de refletir. O &lt;em&gt;SuperCult &lt;/em&gt;já é um blog com mais de um ano, então a gente pensa que é chegado o momento de discutir a relação. Não, nosso casamento não está em crise, muito pelo contrário. Nos damos bem, nos compreendemos (ou melhor, ele me compreende, porque eu mesmo nunca o perguntei o que ele achava de receber essa descarga de informações minhas em postagens períodicas), ele gosta dos meus amigos, e eu lhe apresentei amigos novos (um abraço ao &lt;em&gt;Melão&lt;/em&gt;, ao &lt;em&gt;Ta Fun&lt;/em&gt;, ao &lt;em&gt;Roteirizando&lt;/em&gt;, ao &lt;em&gt;EnTHulho&lt;/em&gt; e a outros amigos do meu blog). Talvez a DR não seja exatamente a máxima desse momento, mas sim as boas lembranças do passado, e as boas esperanças do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse na primeiríssima postagem aqui, o &lt;em&gt;SuperCult&lt;/em&gt; seria uma espaço de divagações do autor. Um blog de arte em geral, como bem definiu o Prof. Edwar, que não tem medo de falar de qualquer assunto que ocorrer a quem o dirige, de ceder à inspiração a mais bizarra, de parar para pensar, apenas. Um blog que se propõe, e tem cumprido, a função de ir da cozinha ao divã do analista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, em janeiro de 2010, não imaginava que ele ganharia a repercussão que ganhou. Muito menos que chegaria a pouco mais de um ano beirando os 8000 acessos (eu, que achava que seria o único a frequentar o blog!), e nada poderia me deixar mais satisfeito do que ver que aqui, um lugar para falar de coisas que interessam a um público seleto, é tão bem frequentado, seja no sentido quantitativo quanto, principalmente, no qualitativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo desse ano, falamos de cinema, em várias formas: listamos os grandes vilões de Hollywood, selecionamos os 10 mais do autor, diferenciamos a cinematografia erótica e pornográfica, discutimos cinema marginal e pornochancada. Fomos do trash aos clássicos [AlineDurelfeelings]. Além disso, divagamos sobre música e literatura: relembramos personagens do pop-rock nacional, degustamos as crônicas de Luis Fernando Veríssimo, relembramos as alegorias e o realismo fantástico em obras de Saramago e Érico Veríssimo (isso sem contar nosso "Prêmio Eguinha Pocotó", que dispensa comentários). Além de tudo isso, nos voltamos para aquele que uniu em torno de si a poesia, o cinema e a música, conseguindo transformá-los em uma coisa só: falamos de Torquato Neto, em sua "louca vida, vida breve", que nos legou tanto e nos negligenciou muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos, em especial, muita crítica de televisão. Tentamos fugir do paradigma do crítico, aquele que fala e não assiste. Sim, o &lt;em&gt;SuperCult&lt;/em&gt; acompanha com prazer novelas, minisséries e reality-shows. Analisa a audiência, a repercussão, quer ter parte no processo. Buscou, ao longo desse ano, demonstrar despretenciosamente suas opiniões, e, principalmente, compartilhar da opinião de outros tantos e tão caros. Nisso, tivemos a honra de entrevistar um dos arautos da dramaturgia virtual, o jovem e talentoso Eduardo Secco, e o grão-mestre dos Queridões de plantão, Vitor Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o &lt;em&gt;SuperCult &lt;/em&gt;atravessa uma nova fase de sua vida, o que coincide com um novo momento da vida de seu autor. Continua o mesmo, só que diferente, entenderam (Não? Bom... deixa pra lá). Aonde, afinal, está a diferença? E quem disse que eu sei? Só o tempo dirá. Aliás, acordar diferente é aquilo que nós - eu, vocês, o &lt;em&gt;SuperCult&lt;/em&gt; - temos feito todos esses dias, em mais de um ano. Essa é a nossa função. Somos subjetivos, muitas vezes inseguros, distantes e ao mesmo tempo pressionados pelo mundo prático. Somos angustiados, angustiantes, quase esquizofrênicos. Somos alegres de tanta timidez. Somos aqueles que não páram pra refletir - refletem 24 horas por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo nós, porque vocês (é, você mesmo) são meus cúmplices. Afinal, se não fossem vocês, eu nem sei se o blog ainda existiria, porque, apesar de ter sido essa a ideia original, eu não tenho vocação pra falar pruma parede. Se estou aqui, é porque sei que sou ouvido, lido, que compartilho meu sentimento com alguém. E espero que continuemos juntos, vivendo as agruras e delícias através de tantos bytes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, um abraço a todos: ao Vitor e ao Duh, meus entrevistados, que me honraram com palavras tão marcantes; ao Eddy, Evana, TH, Paulinho, Monique, Ivy, Walter, Vanessa, Helder, Jorge, Ivan, queridões de carteirinha que, através desses contatos virtuais, me ajudaram a construir minha sensibilidade televisiva. Ao xará Fábio Costa, ao Nilson Xavier, à Renata Dias Gomes que, grandes entendedores de dramaturgia que são, me deixam beber dessa fonte de conhecimento. Ao Hênio e ao Daniel, grandes amigos do litoral, que fazem da cultura sua arma de guerra. À Simone, grande amiga da terrinha, que vem esbanjar sua sutileza nas "Entrelinhas" do &lt;em&gt;SuperCult&lt;/em&gt; (rs). Ao meu pai que, apesar de frequentar pouco, foi e continua sendo o grande incentivador de todas as minhas empreitadas. Aos colegas e professores da gradução e do Mestrado, que vêem aqui constatar que minhas loucuras também se expressam na escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos vocês, obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-901279149824332886?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/901279149824332886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/uma-pausa-para-falar-de-nos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/901279149824332886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/901279149824332886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/uma-pausa-para-falar-de-nos.html' title='Uma pausa para falar de nós'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-3831249696180410230</id><published>2011-03-09T07:04:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T07:34:28.269-08:00</updated><title type='text'>Nos tempos em que o cão era menino...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gx_63AuqVVQ/TXed6UKOgAI/AAAAAAAAADw/NBeDmGEwalE/s1600/tempoqueocaoeramenino.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 256px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582103888318595074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-gx_63AuqVVQ/TXed6UKOgAI/AAAAAAAAADw/NBeDmGEwalE/s320/tempoqueocaoeramenino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Carnaval acabou! Começa meu esquindô, esquindô, proferindo graças ao (fim do) evento. Lindo, lindo, esse dia que amanhece com o único e exclusivo som do canto dos passarinhos. Ok, eu sei que isso terá um fim breve pra mim. Em alguns dia, cidade nova, cidade grande, e o burburinho dos carros tomará conta. Mas ainda dá pra aproveitar. Além do mais, minhas desculpas se fui antipáticos com posts recentes, principalmente no Facebook, sobre o assunto. Mas a "falta de sacanagem" desse pessoal que sai pulando de abadá (não, Evinha, pelo menos aqui tinha mesmo CARNAVAL 2011) suplanta a beleza desse evento de origem italiana, que se manifesta lindamente em cidades como Recife, Olinda, Rio e São Paulo (aliás, um abraço ao pessoal da Vai-Vai pelo título merecido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim. As bizarrices que a gente vê por aí nessa época me lembram as zil histórias contadas sobre a minha cidade. Histórias, como diz meu velho e sábio pai, "do tempo que o cão era menino". Ou seja, da época dele. Ou um pouco antes, mas ele fala com aquela propriedade, inventada ou não. Enfim: os fatos bizarros que se procedem no cotidiano real ou imaginário piracuruquense merecem destaques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das histórias que meu pai conta, em geral para deixar minha tia de 93 anos p*** da vida são de quando ela morava na Conceição, uma antiquíssima propriedade da minha família, onde ele costuma dizer que as coisas eram tão antigas, mas tão antigas, que a galera, nos idos de mil novecentes e nunca, jamais tinha visto um carro. E o primeiro que apareceu foi "morto" a pauladas da população que, imaginando ser aquilo um bicho qualquer (e solta fumaça, gente!) deveria ser eliminado. O duro, no fim, foi o motorista querendo sair, e tendo que ser tirado do veículo com a ajuda de um abridor de latas. Ou seja: TENÇO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, foi a vez de agirem as forças do além. No caso aqui, do "aquém". Por que, né? A pessoa não fez a passagem, embora todo mundo jurasse que sim. A mulher empacotou, fizeram a extrema-unção, trabalharam no formol e levaram pro velório. Chegando lá, o usual no evento: chororô, velas acedas, bolo e café passando, um ou outro contando umas piadinhas. Quando, de repente, a dona defunta levanta-se, olha pros lados e pede um copo d'água. Quer dizer... TODOS FOGE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou pensar em novas pra comentar com vocês, no futuro. Enquanto isso, "nozes" fazemos o Merchan das crônicas do meu pai, que fala de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.piracuruca.com/colunatexto.asp?codigo_=429&amp;amp;codigo_1=O Cronista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-3831249696180410230?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/3831249696180410230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/nos-tempos-em-que-o-cao-era-menino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3831249696180410230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3831249696180410230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/nos-tempos-em-que-o-cao-era-menino.html' title='Nos tempos em que o cão era menino...'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gx_63AuqVVQ/TXed6UKOgAI/AAAAAAAAADw/NBeDmGEwalE/s72-c/tempoqueocaoeramenino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-3096596432216783614</id><published>2011-03-03T02:02:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T02:23:04.169-08:00</updated><title type='text'>SuperCult entrevista o "Sr. Melão" Vitor Santos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SrEHhUlBtqY/TW9r2Xw8EAI/AAAAAAAAADg/-LtfF3JaXbw/s1600/Vitor%2Bentrevista%2Bpro%2BCult.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579797045171720194" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-SrEHhUlBtqY/TW9r2Xw8EAI/AAAAAAAAADg/-LtfF3JaXbw/s320/Vitor%2Bentrevista%2Bpro%2BCult.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-K_VW4xIKB-A/TW9qbaikTTI/AAAAAAAAADY/QzthIvuXNb0/s1600/Vitor%2Bentrevista%2Bpro%2BCult.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A televisão é uma constelação cheia de estrelas. Uma delas dá a esse blog a honra de entrevistá-lo. Acadêmico, telemaníaco inveterado e dono de um dos mais famosos (se não o mais famoso) blog sobre o tema na Internet (Eu Prefiro Melão - &lt;a href="http://www.euprefiromelao.blogspot.com/"&gt;http://www.euprefiromelao.blogspot.com/&lt;/a&gt;), Vitor Santos de Oliveira concedeu essa entrevista ao &lt;em&gt;SuperCult&lt;/em&gt; sobre todos esses assuntos, e também sobre sua nova empreitada no mundo televisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC – Desde quando surgiu sua paixão por novelas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Vitor - &lt;/strong&gt;Desde sempre, acho. Minhas lembranças mais remotas são o medo que tinha da Regina Duarte gritando em &lt;em&gt;Sétimo Sentido&lt;/em&gt; e da Tereza Rachel fazendo maldades em &lt;em&gt;Louco Amor&lt;/em&gt;. Eu ouvia todo mundo comentando o quanto ela era má e achava que a atriz era má de verdade (risos). Ainda nessa época, uma novela me fascinou, “Guerra dos Sexos”. Tinha 6 anos e lembro que brincava com meus vizinhos. Cada um interpretava um personagem na novela e pra mim não tinha ninguém mais bonito no mundo do que a Maitê Proença. Mais tarde, comecei a escrever minhas próprias tramas e as encenava com meus amigos (dava até nomes artísticos pra eles). Já adolescente, escrevi cadernos e cadernos com “novelas” por volta de 150 capítulos, onde cada página do caderno era um capítulo. Mais tarde descobri que o que eu fazia era muito parecido com o que chamamos de escaleta, que é uma espécie de resumo dos capítulos, ainda sem os diálogos. Enfim, desde muito cedo sou um telespectador assíduo e sempre sonhei com o mundo televisivo, mas por morar em Petrópolis e ser de família de classe média baixa, nunca pensei que esse sonho chegaria algum dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC – O interesse por escrever ficção na TV encontrou algum preconceito no meio acadêmico, do qual você também faz parte?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Vitor - &lt;/strong&gt;O meio acadêmico é, de fato, ainda muito conservador em se tratando de escrever ficção, inclusive televisiva. Lembro que, quando ingressei na faculdade de Letras, pensava que meu lado “escritor” seria super valorizado, mas não é o que acontece. Nada de romances, contos e poemas de sua própria autoria. Tudo o que não for escrita acadêmica, não interessa a eles. Mas, dentro dessa linha acadêmica, há espaços em que se pode falar de ficção televisiva, como o Núcleo de Dramaturgia da USP e o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Linguística Aplicada da UFRJ, do qual faço parte. Minha orientadora, Branca Falabella Fabrício, possui um projeto em que se estuda o discurso e as práticas sociais, inclusive o discurso midiático. Embarquei nessa e devo dizer que não sofri preconceito algum. Muito pelo contrário. Há muita curiosidade sobre esse universo. Portanto, é só uma questão de procurar e encontrar o lugar ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC – O universo ficcional de Vitor Santos tem alguma característica específica?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Vitor - &lt;/strong&gt;Embora já escreva há muuuito tempo, profissionalmente falando ainda sou iniciante. Mas posso dizer que gosto muito de escrever comédias românticas, estórias onde as relações pessoais sejam o foco. A temática da amizade e da família me perseguem um pouco. Não sei bem se essas características irão perdurar no decorrer de minha carreira, mas tenho uma preferência por estórias em que os personagens movam a trama e não o contrário. Gosto de focar no lado humano do personagem e evito ao máximo, estereótipos e tramas maniqueístas. Vamos ver. Só o tempo irá responder ao certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC – Além de roteirista e blogueiro, você é conhecido por ser fã inconteste de Betty Faria. A relação que você já estabeleceu com a atriz denotou alguma característica marcante desse “universo”?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Vitor - &lt;/strong&gt;Minha paixão pela Betty vem de longe e essas coisas a gente não consegue explicar muito. Acho-a linda e talentosíssima, como muitas atrizes são, mas ela consegue me cativar de uma maneira única. Não sei se é porque ela lembra muito a minha mãe (risos) ou se as personagens que ela interpreta são, em sua maioria, mulheres fortes, belas, intensas e batalhadoras. O fato é que Betty, pra mim, representa o protótipo de feminilidade da mulher brasileira. Nunca pensei que um dia fosse conhecê-la. Nesse dia, quando fui vê-la no teatro em São Paulo encenando “Shirley Valentine”, fiquei até meio bobo, enquanto ela, simpática e exuberante, me apresentou pra todo mundo e demonstrou muita alegria em me conhecer, já que ela sabia que eu era o criador de sua comunidade no Orkut e também comentarista constante de seu blog. A partir daí, nos falamos de vez em quando, mas sempre com muito carinho. Considero a entrevista que ela concedeu ao &lt;em&gt;Melã&lt;/em&gt;o, uma de minhas maiores conquistas. Quando ela me encontrou em um evento, fez questão de entrar de braços dados comigo. Na época, estava cursando a Oficina de Teledramaturgia da Rede Globo e ela me deu a maior força. O que mais me encantou foi que, pra mim ela continuou um mito, mas também se revelou um ser humano espetacular. Nem preciso dizer que meu sonho é escrever pra ela um dia, né? (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC – E o &lt;em&gt;Eu Prefiro Melão&lt;/em&gt;? Como, quando e por que o blog surgiu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vitor - &lt;/strong&gt;Sou blogueiro de longa data. Tinha com o Carlos Carvalho, meu companheiro, um blog de conteúdo geral chamado &lt;em&gt;Aqueles dois&lt;/em&gt; e logo depois criei um blog de cinema chamado &lt;em&gt;Cinema, etc – O Vitor viu.... &lt;/em&gt;Mais tarde, percebi que não tinha um veículo para falar sobre meu assunto favorito e sentia necessidade de falar para um número maior de pessoas do que há nas listas de discussões e comunidades das quais fazemos parte. Daí a ideia do blog. O nome é uma homenagem ao Cassiano Gabus Mendes. Faço uma alusão à famosa fala de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte) em &lt;em&gt;Meu bem meu mal&lt;/em&gt;, que após sofrer um derrame e ficar meses sem falar, ao ser perguntado pela enfermeira se preferia mamão ou melão dá essa resposta para surpresa dela e do público. Acho que muita gente que viu essa cena já imitou o Dom Lázaro com boca torta e tudo dizendo “eu prefiro melão”...(risos)! Só não esperava que o blog teria essa repercussão tão grande, inclusive obtendo o respeito e reconhecimento de profissionais que sempre admirei como Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Alcides Nogueira, meu querido Tide, muso absoluto do &lt;em&gt;Melão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC – Em sua opinião, os blogs e comunidades virtuais sobre televisão em redes sociais (das quais fazemos parte) atuam hoje como uma “crítica de TV paralela”? Se sim, qual é a sua repercussão?&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Vitor - &lt;/strong&gt;Sem dúvida. Antes da internet, a repercussão de uma novela (que é diferente de audiência) só podia ser medida pelo boca-a-boca e sempre dependíamos de meios institucionais para lermos a respeito. Infelizmente, são pouquíssimos os jornalistas que levam TV a sério (Artur da Távola era uma exceção). Por isso, acho importantíssimo o trabalho de pessoas que criam blogs e comunidades de discussão sobre teledramaturgia. Entre os blogs, há aqueles que se dedicam apenas a fazer “clipping” de notícias e há os que criam conteúdo próprio, como o meu, como o &lt;em&gt;Zappiando&lt;/em&gt;, do Paulo Ricardo Diniz e o&lt;em&gt; No mundo dos famosos&lt;/em&gt;, do Jeferson Balbino, por exemplo. Hoje em dia é possível medir a repercussão de uma novela em tempo real pelo Twitter. O que está acontecendo com a reprise de &lt;em&gt;Vale Tud&lt;/em&gt;o é um verdadeiro fenômeno. As pessoas repercutem cada cena e há os fakes que falam e reagem como se fossem os personagens da novela. É a prova de que a internet não tira audiência da TV. Pelo contrário, pode até fortalecê-la, pois o espectador de hoje pode dar conta de várias mídias ao mesmo tempo. A teledramaturgia atual precisa, não só ficar de olho com o que é veiculado em blogs e redes sociais, como também produzir cada vez mais conteúdo transmídia para um público ávido por esse tipo de interação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC – Recentemente, você se tornou um dos mais novos contratados da Rede Globo de Televisão. Qual é a sensação de chegar a um lugar ao qual tantos outros almejam? Pode falar de algum projeto?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A sensação é a mais maravilhosa possível, afinal verdade seja dita: não há lugar melhor no Brasil para um roteirista trabalhar do que a Rede Globo, que abarca em sua grade, produtos para todo tipo de público. Pra mim, é a realização de um sonho, pois como já disse, cresci assistindo às novelas da Globo e querendo fazer parte desse universo. Mas não teve nada de “Cinderela” nesse sonho. Muito pelo contrário, ele foi construído passo a passo, com muita luta, muito trabalho e, principalmente, muita determinação. Desde que resolvi ir abandonando aos poucos o magistério para fazer o que realmente gosto, em 2007, investi em cursos e tive professores maravilhosos como Margareth Boury, que me ensinou a carpintaria básica, Maria Carmem Barbosa, Marcílio Moraes e Max Mallmann. Aliás, foi através do Max e de meu querido Tide (minha gratidão eterna aos dois), que fui indicado para o processo seletivo da Oficina de Teledramaturgia no ano passado, que contou com centenas de candidatos. Consegui fazer parte da turma de 16 alunos e ser um dos contratados no final. Foi uma experiência riquíssima em todos os sentidos, pois além de aprender muito, fiz amigos incríveis e vivi as dores e delícias de se trabalhar em TV, com toda a pressão e suor a que se tem direito. Vencida essa batalha, tudo ainda está muito recente (tenho pouco mais de dois meses de contrato ainda). Estou fazendo pequenos trabalhos e ainda não posso adiantar as novidades. Sei que consegui uma vitória sensacional, que foi ter conseguido entrar, mas acredito que o verdadeiro desafio começa agora. Garra e vontade de trabalhar não me faltam. Vamos aguardar que, com certeza, vem coisa muito boa por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SC - Obrigado pela entrevista! Os leitores do &lt;em&gt;SuperCult &lt;/em&gt;agradecem sua amizade com esse espaço, e estão sempre de portas abertas para sua visita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eu é que agradeço, querido! É um prazer e um privilégio pra mim, pois além de um amigo querido, você conduz o &lt;em&gt;SuperCult &lt;/em&gt;com talento e inteligência. &lt;em&gt;SuperCult &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Melão&lt;/em&gt; são parceiros! Obrigado pelo espaço. Sorte e sucesso para nós! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-3096596432216783614?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/3096596432216783614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/supercult-entrevista-o-sr-melao-vitor.html#comment-form' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3096596432216783614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3096596432216783614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/03/supercult-entrevista-o-sr-melao-vitor.html' title='SuperCult entrevista o &quot;Sr. Melão&quot; Vitor Santos'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-SrEHhUlBtqY/TW9r2Xw8EAI/AAAAAAAAADg/-LtfF3JaXbw/s72-c/Vitor%2Bentrevista%2Bpro%2BCult.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7524529289494701191</id><published>2011-02-17T03:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T13:25:30.717-08:00</updated><title type='text'>O quê que há na pornochanchada</title><content type='html'>É de conhecimento geral da nação que sou um rapaz comportado. Comportado mesmo, o tipo respeitador, cavalheiro, pra casar. E sou, compenetro-me da condição. Mas é impossível, mesmo para tipos como eu, não desviar seus olhares para lados, digamos, "menos comportados" de outras facções da vida e, em especial, da arte. Porque a arte é, por sua essência, transgressora, atrevida e mal-comportada, graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar de cinema, que tem sido um dos meus assuntos favoritos nos últimos tempos (ao lado de BBB, literatura, neurociência, física quântica e outros assuntos metafísicos). Como já falei do cinema marginal, dedico-me, aqui, a uma outra faceta da sétima arte, não menos controversa: as pornochanchadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escandalosas, cômicas, divertidíssimas, elas eram tudo, menos pornográficas. Salvo, claro, algumas exceções, como o clássico &lt;em&gt;Ó, Rebuceteio&lt;/em&gt;, a pornochanchada é o que há de mais inocente em termo de material que tem em seu bojo principal o tratamento a questões da sexualidade, ou, pelo menos, da sensualidade, o que se mistura. Inspirados nas comédias italianas, e buscando atingir um maior público que o "cinema de conceito", em geral, se enquadram no chamado "erotismo softcore", com insinuação de sexo, porém sem explicitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que o governo da época, a década de 70 e o auge da Ditadura Militar, não entendeu a coisa dessa forma. Censurou, vetou e cortou sem dó nem piedade. Muitos dos filmes que chegaram a ser liberados tiveram cortes tão profundos que seu entendimento ficou seriamente comprometido. A visão da época, que distanciava a pornochanchada da arte cinematográfica dita "séria" fez com que o cinema brasileiro ficasse estereotipado como sinônimo de nudez, palavrões e toda sorte de baixarias. Injustiça? Em parte, sim. Principalmente porque comprometeu muita coisa boa, que poderia ser reverenciada até os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vão alguns exemplos de pornochanchadas que marcaram o cinema nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Super Fêmea (1973)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Pt7e2DfvLsk" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Fischer, aí como seus 22 aninhos, protagoniza o filme que teve como um de seus roteiristas Lauro César Muniz, vivendo uma modelo que faz propaganda de uma pílula contraceptiva masculina. Para conquistar a confiança do público-alvo, que teme que o produto cause impotência, as gravações do comercial contam com cenas pra lá de picantes. Hilária a cena em que Carlos Coelho tem de "arrebatar" a beldade, e é interrompido pelo diretor que acha que ele tem que ter mais, digamos, pegada na atitude. "Uma mulher boa dessas!", brada o diretor. Vale a pena conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Amante Muito Louca (1973)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Muito mais que pornochanchada, uma grande comédia de costumes da sociedade brasileira à época. Cláudio Corrêa e Castro é um gerente bancário de vida padrão, que tem uma mulherzinha submissa e dois filhos adolescentes. Também tem uma amante (Tereza Rachek), que entende de ir à praia na qual a família vai passar férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Árvore dos Sexos (1978)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/O-k421NiaCo" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse clássico, dirigido por Sílvio de Abreu, Nadia Lippi e Ney Santanna protagonizam a história passada numa cidadezinha com uma árvore que faz as mulheres engravidarem. Depois da descoberta, as mulheres do local passam a ter uma vida sexual, digamos, mais liberal, podendo depois botar a culpa na árvore. Isso sim, uma verdadeira sacanagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Snuff - Vítimas do Prazer (1977)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/afSUXOWAyC8" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estreia hoje o filme que mata!", anunciou o jornal Notícias Populares quando da estreia desse exemplar, em seu caderno de variedades. O enredo contava de dois diretores de cinema que contratam atores e equipes de filmagem para um suposto "filme pornográfico", quando a ideia é filmar um autêntico "snuff movie", com cenas de morter reais. Tenso. :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nos Embalos de Ipanema (1978)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/unfFTZSQ5Cw" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste, dirigido pelo hoje autor de novelas Antonio Calmon, André De Biasi é Toquinho, um garotão surfista que se prostitui para tentar conseguir realizar seu sonho de surfar no Hawaii. O ambiente do surf e o fundo musical "Sossego" de Tim Maia marcaram a vibe solar que caracteriza Calmon até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Histórias que Nossas Babás não Contavam (1979)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/AqXNK9jYUXU" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aqui, Costinha e Adele Fátima protagonizavam uma sátira ao conto de fadas Branca de Neve e os Sete Anões. Clara das Neves (Adele) é perseguida por sua madrasta má, que conta com a assessoria de um espelho mágico homossexual. A madrasta manda um caçador (Costinha, tinha que ser ele) matá-la. Mas ele, que não era bobo, troca aliberdade de Clara por "favores". Nem preciso entrar em detalhes. A morenaça foge para o meio da mata, até encontrar uma cabana onde vivem 7 anões. Ali sim, ela não escapa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Amor Estranho Amor (1979)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/eiODAY1_bvs" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chega a ser exatamente uma chanchada, por conter um conteúdo mais sério e dramático que os demais. Tornou-se, porém, uma lenda entre os aficcionados pelo gênero pela polêmica participal de Xuxa Meneguel, então com 16 anos, como Tamara, uma prostituta que teria sua falsa virginidade leiloada entre os ricos frequentadores do bordel onde também trabalha Anna (Vera Fischer), a amante do governador de São Paulo. Tamara, então, conhece, seduz e molesta o garoto Hugo (Marcelo Ribeiro que, há uns 4 anos, se aproveitando da fama infantil, deu entrevistas, lançou um livro e fez um filme realmente pornô). A Rainha dos Baixinhos foge da lembrança do filme como o diabo foge da cruz, chegando a entrar com uma liminar judicial, recolhendo fitas e cópias. Em vão. O filme foi lançado em DVD nos Estados Unidos em 2005, podendo ser adquirido em sites estrangeiros por importação. Ainda por cima, o Google (santo Google...) divulgou-o na íntegra no Youtube, dividido em cinco partes. É, Xuxa... teu passado te condena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fuscão Preto (1983)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Fecha nossa lista esse exemplo exemplar do início dos anos 80. Baseado na música homônima de Atílio Versuti e Jeca Mineiro, contou também com a participação de Xuxa Meneguel (ela de novo). A loira é Diana, uma patricinha que começa a ser perseguida por um Fusca (naquela vibe "Christine, o Carro Asssassino). Em vez de sentir medo, ela passa a ficar excitada com o veículo, ou seu motorista. E hoje posa de boa moça. Usando as palavras dela própria, "aham, Xuxa, senta lá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaram da lista? Se seu favorito faltou aí, diga qual ele é. Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS.: Os vídeos referentes a dois não foram postados graças a um problema técnico do blog. Mas no Youtube tem de todos. :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7524529289494701191?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7524529289494701191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/02/o-que-que-ha-na-pornochanchada.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7524529289494701191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7524529289494701191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/02/o-que-que-ha-na-pornochanchada.html' title='O quê que há na pornochanchada'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Pt7e2DfvLsk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1936128866847796895</id><published>2011-02-04T13:52:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T14:30:50.794-08:00</updated><title type='text'>Cinemar, (de)compor, escreviver: calidoscópios juvenis em perspectiva</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TUx88QZkQfI/AAAAAAAAACg/OowdOEvAXMY/s1600/cinema%2Bmarginal.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; DISPLAY: block; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569964213786657266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TUx88QZkQfI/AAAAAAAAACg/OowdOEvAXMY/s200/cinema%2Bmarginal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Leituras, leituras... a sina de um jovem e recém-graduado historiador em períodos de férias, no &lt;em&gt;intermezzo&lt;/em&gt; entre dois momentos cruciais de sua vida. Mudanças que se apresentam, e que se mostram em vias de concretizar, mas tudo a seu tempo. Enquanto isso, só resta esperar. E há formas melhores de esperar do que acompanhado de boas leituras? Pois é. E poucas leituras reuniriam mais os gostos do blogueiro que ora vos fala do que "História, Cinema e outras imagens juvenis", uma compilação de artigos reunidos pelo Prof. Dr. Edwar Castelo Branco, líder do grupo de pesquisa "História, Cultura e Subjetividade" no CNPq.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O livro reúne o resultado de pesquisas que versam sobre os mais diversos temas, que convergem nos interesses da juventude brasileira em diversas épocas, em especial nos anos 60/70. Abrange textos referentes à produção cinematográfica em super-8 no Piauí na década de 1960, bem como as temáticas ligadas a tais filmes. O experimentalismo marginal e sua relação conflituosa com os modelos comercialmente padronizados, bem como suas divergências com o chamado Cinema Novo e seus representantes. Fariam parte de uma mesma estética cinematográfica ou guardariam diferenças suficientes para sua segregação?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A juventude dos anos 60 e 70, dividida entre os pertencentes à sociedade-padrão aceitável, os panfletários marxistas e os anarco-marginais, foge aos estereótipos porventura construídos para ela. É possível encontrar nas letras pernambucanas de Jomard Muniz de Brito uma multiplicidade de estéticas, bem como uma busca constante por uma "revolição" cultural, fundamentada em uma desconstrução dos "monstros sangrados" da arte e da política brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se em 1968 as palavras se levantavam em protestos por parte dos estudantes da UNE, o desbunde era resultado de um processo sócio-histórico de transformação cultural do país. Teresina entrava em um circuito cultural que, no fim do século, ajudaria a configurar tal cenário. O cinema chegava, visto por muitos intelectuais da época como uma "invenção do diabo", trazendo novos costumes, maneiras de ver, vestir, amar as pessoas, sentir o mundo ao redor. Os escritos de Higino Cunha, Elias Martins e Clodoaldo Freitas divergiam quanto às contribuições da sétima arte à formação cotidiana teresinense.&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 199px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569965102767169554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TUx9wAHCYBI/AAAAAAAAACw/qSKvzEYAkbc/s200/raul-seixas.jpg" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A contracultura se apresenta em imagens, fotografias, conceitos e músicas. A arte musical e o surrealismo no rock de Raul Seixas deixa transparecer o esoterismo presente em sua filosofia hippie, a ideia de liberdade de atitudes, ao mesmo tempo em que, contraditoriamente, se mostrava moralista em termos sexuais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma amálgama de identidades se construiu em torno das juventudes de todas as épocas. Discursos dissonantes e aventuras culturais, desafiando as visões pragmáticas do homem, este ser complexo, em seu momento biológico mais particular. Um conjunto de imagens que se misturam numa sopa com pedaços de monturos, o vômito dos dogmas, a merda jogada sobre os monumentos. Uma poção mágica desafiadora, que traz a dúvida maravilhosa e revela os segredos do incerto. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1936128866847796895?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1936128866847796895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/02/cinemar-decompor-escreviver.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1936128866847796895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1936128866847796895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/02/cinemar-decompor-escreviver.html' title='Cinemar, (de)compor, escreviver: calidoscópios juvenis em perspectiva'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TUx88QZkQfI/AAAAAAAAACg/OowdOEvAXMY/s72-c/cinema%2Bmarginal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-6053960086565831972</id><published>2011-01-25T12:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T13:09:22.113-08:00</updated><title type='text'>O "Natal das Crianças" na Paróquia (ou Seria Cômico se Não Fosse Trágico)</title><content type='html'>Pode parecer um tanto elitista o que vou escrever aqui, mas não tem nada mais engraçado do que assistir auditivamente um evento para crianças. Sim, auditivamente. Porque se você estiver no lugar ficará angustiado com a bagunça generalizada e irá querer, você, fugir para as colinas. Não, melhor é ficar num lugar neutro, mas onde se possa ouvir com clareza, e ficar ali, imaginando a que ponto chega a civilização. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo num "triângulo religioso", entre duas igrejas evangélicas e o salão paroquial da Igreja Matriz católica da cidade. Sempre, ali no salão paroquial, nesses período de Páscoa, Dia das Crianças, Natal (datas onde crianças ganham presentes e/ou se empanturram) rola aquela festividade para as crianças carentes. Antes que me acusem de insensível em relação à realidade da infância brasileira, a miséria, etc, me apresso em dizer que o fato de serem crianças carentes ali é um mero detalhe. Crianças, de uma maneira geral, agem da mesma forma, seja saída da favela, seja dos Jardins, em São Paulo. Exceções são raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe (para ser mais específico, da sacada da minha casa), deitado numa rede, é possível escutar bem o que se passa através das reações da animadora do evento (em geral uma moça desapegada dos bens materiais, recheada de paciência e benevolência cristã, e que dali sairá para uma sessão de análise). Acompanhe o passo a passo. Em geral, acontece exatamente nesta sequência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º momento - A recepção acolhedora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Benvindos, queridos! Sintam-se todos à vontade! Essa festa foi feita para vocês! Divirtam-se!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º momento - As brincadeiras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Gente, vamos se organizar (se organizar?! Correção gramatical pra quê, né?) pras brincadeiras. (t) Hei, queridinho, pode levantar daí, sim? Gente, todo mundo aqui bem juntinho, e dêem aquele grito de oba! (Alguns gritam oba, outros gritam coisas impróprias pra esse blog) Cuidado com essa boca, queridinho! Deus castiga... (risinho falso da apresentadora)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º momento - O lanche está servido!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Gente, vamos lá que o lanche está servido! Muita coisa gostosa, feito com todo carinho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º momento - A chegada até o lanche&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Crianças, não precisam avançar. Tem pra todo mundo! (outro risinho falso) Vamos fazer uma filinha?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º momento - O fracasso da fila&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Gente vamos lá... gente vamos/ Eu já disse que não precisa avançar! (cara feia) Gente, pelo amor de Deus, educação, EDUCAÇÃO!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6º momento - Os hunos chegaram?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Hei, sai de cima dessa mesa! Alguém tira aquele moleque de cima do bolo! Hei, menina, cuidado pra não se afogar no suco! Cuidado, não come todos os pastéis, seu porco!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7º momento - O fundo do poço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Gente, ele tá vomitando! AQUELE MOLEQUE PORCALHÃO VOMITOU EM CIMA DO BOLO!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8º momento - Eu me rendo!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Socorro! Fujam pras colinas! O prédio vai cair! Estão comendo as paredes! Mei dei!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... deu pra entender porque eu prefiro escutar de longe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-6053960086565831972?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/6053960086565831972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/o-natal-das-criancas-na-paroquia-ou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6053960086565831972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6053960086565831972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/o-natal-das-criancas-na-paroquia-ou.html' title='O &quot;Natal das Crianças&quot; na Paróquia (ou Seria Cômico se Não Fosse Trágico)'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-9090414205383643257</id><published>2011-01-20T11:14:00.001-08:00</published><updated>2011-01-21T09:14:46.758-08:00</updated><title type='text'>BBB 11: perspectivas possíveis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blogna.tv/wp-content/uploads/2010/09/Big-Brother-Brasil-BBB-11-Inscri%C3%A7%C3%B5es-e-Participantes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 336px; height: 223px;" src="http://blogna.tv/wp-content/uploads/2010/09/Big-Brother-Brasil-BBB-11-Inscri%C3%A7%C3%B5es-e-Participantes.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que comentar a edição em voga do Big Brother Brasil é uma de minhas tarefas prediletas (em período de férias então, com as atividades reduzidas a um terço do normal, é um passatempo quase viciante). A observação da primeira semana da 11ª temporada do reality, como não podia deixar de ser, rende um comentário aqui neste espaço de divagações do blogueiro que ora vos fala. Pois bem. Vamos nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BBB 11 tem duas grandes possibilidades: estourar a boca do balão, visto que tem 11 semanas pela frente e 16 participantes com todo um potencial a explorar, ou afundar no marasmo semelhante à politicamente correta e modorrenta 6ª edição. Caminhos e descaminhos à qual todo reality está sujeito em momento semelhante, mas a situação na qual se encontra o programa neste momento mostra que há, sim, motivos para se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A final da 6ª edição do Big Brother Brasil, em 2006, levantou um sinal amarelo sobre os rumos que o programa tomaria a partir de então. Muito embora consolidasse o fenômeno de audiência, e se tornasse, finalmente,  a menina dos olhos de qualquer anunciante, a atrção evidenciava, também, uma característica que incomodava seus diretores: a tendência do povo brasileiro a beneficiar o desfavorecido, eliminar o polêmico e dar o prêmio ao bonzinho (e, por vezes bobinho) que, por ter menos, merecia mais a bolada que os outros. Assim venceram o BBB personalidades como Kléber Bambam, Cida e Mara. O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio a 7ª edição, inaugurando um expediente novo: chega de baixa renda! O BBB, como show, precisa de gente bonita, sarada e interessante. Gente desinibida, que esteja a fim de mostrar e fazer o que for preciso para chamar a atenção e vencer. Ponto positivo com a vitória de Diego Alemão em 2007, com as polêmicas do Dr. Marcelo em 2008, com a superexposição do corpo da mulher-picanha Priscila em 2009 (que bateu na trave na final mais apertada do programa), e na consagração do mais-que-polêmico Marcelo Dourado no ano passado. Aplausos para Boninho, o diretor que quer ver a coisa tremer, e que acha que vale tudo em nome do Ibope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, concordo com Boninho. O show deve prezar por gente que interessa (e nisso, talvez entre aqui o conceito meio elitizado de Goretti, a personagem de Regiane Alves em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tempos Modernos&lt;/span&gt;). E dá-lhe boazudas turbinadas na piscina, saradões malhando na academia, barraqueiras e barraqueiros de plantão, prontos para explorar até as últimas consequências seu ímpeto de causar. Conteúdo, sim, e polêmico: BBB bom é aquele que sabe que quanto mais se expôr, mais estará dando Ibope e grana ao programa. E mais aumenta as suas chances de vencer, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra o ponto neuvrágico da questão. Nem sempre o participante ideal para a direção do programa converge com aquele que o público deseja levar até o prêmio milionário. A edição, claro, é feita para favorecer aquele que mais se assemelhe aos objetivos da turma do Boninho, mas já ficou evidente que as pessoas pensam que as próprias cabeças, e fazem escolhas que, muitas vezes, divergem dos objetivos da direção de cúpula. Não fosse por isso, Gyselle Soares ou Marcelo Arantes teria vencido a edição de 2008, sendo os personagens em maior evidência;  Ana Carolina ou Naiá teria sido a grande campeã de 2009. O protagonismo sugerido pelos diretores de câmera e editores do programa ajudam a construir o campeão, mas estão longe de ser o único elemento neste processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteontem, a transexual Ariadna foi a primeira eliminada do Big Brother Brasil 11, levando, creio eu, a reuniões de cúpula ininterruptas na sala de J. B. de Oliveira, onde este deve, com grandes possibilidades de eu estar certo, esmurrado a mesa algumas vezes. Para piorar, o Ibope do programa tem despencado desde sua estreia, deixando claro à equipe produtora que os telespectadores estão insatisfeitos com a escalação feita. "O que tem acontecido com o público?", deve, agora, se perguntar Boninho. Talvez, o tabu social do transexualismo ainda seja mais forte para a sociedade do que aparenta. Ou isso, ou as pessoas não gostaram do fato de Ariadna ter se apresentado reticente em relação à sua condição, causando uma impressão incômoda de falta de ética por sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de muitas opiniões que tenho visto por aí expressas, não acho que a escalação do BBB 11 tenha sido ruim. Pelo contrário: a carpintaria de Boninho tem estado cada dia mais apurada para selecionar quem tem potencial a ser explorado. Falo em relação a muitos: aos "tricotantes" Daniel e Lucival, à dançarina Jaqueline, ao baiano hiperativo Diogo, além de Michelly (cuja infantilidade, bem como a Ana do BBB 9 pode ser uma característica que conquiste as pessoas), Rodrigão, Rodrigo e Talula. O que falta, como muito bem colocou Pedro Bial em seu discurso de eliminação, é a coragem e a honestida em evidenciar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma baita hipocrisia dos brothers em questão quererem se passar por puritanos. Além de Ariadna (que, apesar de esconder muito, deixou claro que de santa não tinha nada), os outros também tiveram uma vida pregressa bem, digamos, movimentada. Maria e Diana já posaram da forma que vieram ao mundo (Diana com máscara de Darth Vader. Fetiches, fetiches!), Rodrigo já expôs os seus "pertences" em revistas do ramo; Talula já foi Miss Chocolate e pousou com pouca roupa. Quer dizer... quem ali é inocente? Foram escolhidos justamente por seus perfis audaciosos, e o que menos têm de fazer ali é posar de certinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, Talula e Rodrigão apontam nas pesquisas como favoritos. Curiosamente, são eles os com perfil de bons moços: bonitos, contidos e aparentemente éticos. Diana segue por perto, considerada por muitos uma participante forte, por sua atitude. Diogo também, embora, para muitos, sua graça vai acabar rápido. Talvez, Paula (a Jabulani) possa despontar como uma grande jogadora, justamente por deixar à mostra suas opiniões, e não ter medo de mostrar quem é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente de quem ganhe no final, o que queremos é uma boa atração. O povo quer gente que jogue com o coração (quem puder, com o útero!), e não um poker face. Quer seres humanos, e não robôs feitos para jogar. Quer a força e a fragilidade postos numa balança, quer o carisma à flor da pele e a emoção de uma novela da vida real. É importante que os participantes do programa saibam por qual motivo estão ali. E que a direção saiba criar situações para que a novela não caia numa grande e desconfortável barriga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-9090414205383643257?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/9090414205383643257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/bbb-11-perspectivas-possiveis.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/9090414205383643257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/9090414205383643257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/bbb-11-perspectivas-possiveis.html' title='BBB 11: perspectivas possíveis'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-3258550435960505280</id><published>2011-01-15T11:41:00.000-08:00</published><updated>2011-01-15T12:29:42.420-08:00</updated><title type='text'>Enfim, o fim de Passione</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:MNoOeP-V78wv-M:http://rd1audiencia.com/wp-content/uploads/2010/06/Passione-Oficial.jpg&amp;amp;t=1"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 168px;" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:MNoOeP-V78wv-M:http://rd1audiencia.com/wp-content/uploads/2010/06/Passione-Oficial.jpg&amp;amp;t=1" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem, assistimos ao último capítulo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt;. Diferente de outras tramas policiais de Sílvio de Abreu, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Próxima Vítima&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Belíssima&lt;/span&gt;, o suspense sobre os assassinatos não causou o mesmo frissom. Sim, as revistas de fofoca comentaram o mistério. Sim, a novela marcou 52 pontos em seu fim, o que, pros dias de hoje, equivale a uma audiência de 74 pontos, por exemplo, segundo os critérios de medição de 10 anos atrás, quando foi transmitido o sucesso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Clone&lt;/span&gt; no horário nobre. Mas o sentimento do público (falo de mim e de vários com os quais já conversei) em relação a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt; é que faltou... não sei bem o quê. Começo esse texto com uma opinião ainda não construída sobre a novela, e espero chegar a alguma resposta em seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt; começou com muita expectativa do público. Terminava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt;, a novela que conseguiu diversos feitos, dentre eles afujentar as donas de casa da frente da TV às 21h e colocar um enorme e incômodo "senão" na obra até então elogiadíssima de Manoel Carlos. Queríamos uma novela das oito (no caso, agora institucionalmente, das nove) que acontecesse: um novelão cheio de entrechos cômicos, dramáticos e mistérios, não a modorrenta história que se resumia aos dramas da moça tetraplégica. E essa foi a proposta de Sílvio de Abreu ao apresentar a história de Bete Gouveia, na busca do filho italiano Totó, atrapalhada pelos golpistas Clara e Fred. Enfim, todos os elementos para prender a atenção de dez entre dez noveleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estreia da novela mostrou tudo isso. Antes mesmo do primeiro intervalo comercial, morre Eugênio Gouveia (Mauro Mendonça), não sem antes revelar a Bete (Fernanda Montenegro) que seu filho, que ela imaginava ter nascido morto há cinquenta anos, estava vivo, na Itália. O filho, Totó (Tony Ramos, alvo das brincadeiras sobre o apelido canino de seu personagem). Cada final de capítulo, nos primeiros dois meses, terminava não só com um, mas três ganchos, enquanto muitos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt; terminaram naquela vibe de "me passa o sal". Todos babaram com a novela, extremamente aplaudida pela crítica, especializada ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo passou, e os defeitos começaram a aparecer. Não em relação a Clara, uma construção excelente de Mariana Ximenes, provavelmente o papel de sua vida. Tampouco Tony Ramos que mostrou mais uma vez o grande profissional e ser humano que é, dedicando-se a cada trabalho com a mesma verve que dedicou ao primeiro. Mas, realmente, ouveram falhas crassas. A personagem Diana, de Carolina Dieckmann, não convenceu como mocinha, tampouco atraiu o público seu triângulo amoroso com Mauro (Rodrigo Lombardi) e Gérson (Marcello Antony). Não dá pra mentir, dizendo que a personagem deixou saudades após morrer de parto. Diana foi tarde, realmente. Em parte, talvez, pela atriz, mas acredito ser uma culpa menor. O texto e a construção da personagem foram a grande pisada de bola. Diana foi, realmente, um equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Montenegro, mesmo ela, parecia interpretar sua Bete Gouveia no piloto-automático. Não era ruim (é quase um sacrilégio criticar Fernanda Montenegro), mas não tinha metade da emoção de trabalhos anteriores. Pareceu bastante com aquela interpretação que a pessoa faz por amizade ao autor, à diretora, ao elenco, enfim. Nada que envolva emoção própria, doação, entrada de cabeça no papel, etc. Posso estar sendo injusto, mas foi essa a minha percepção. Caso semelhante se observou em Francisco Cuoco, e um Olavo da Silva com aquele riso frouxo que o ator tem teimado em demonstrar em todos os seus últimos trabalhos. Bruno Gagliasso, vindo do ótimo (e sequelado) Tarso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caminho das Índias&lt;/span&gt;, também forçou a barra com Berilo, tanto na safadeza do italianinho quanto no sotaque que estava, decididamente, ruim. E Reynaldo Giannecchini não conseguiu atrair para seu primeiro vilão, Fred, um terço da popularidade do cômico Pascoal, excelentemente interpretado por ele na última parceria com Sílvio de Abreu. Nesse caso, mais uma vez, não culpo o ator. Vilões masculinos não costumam ter grande repercussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que tenho, também, quem elogiar. Irene Ravache, depois de Mariana Ximenes, foi o grande nome da novela. Sua Clô foi uma inesquecível e grata surpresa, com um espalhafate bem construído e apaixonante. Realmente, é uma forte candidata ao prêmio de Atriz Coadjuvante do Ano de 2010 (numa séria disputa com a Jaqueline Maldonado de Cláudia Raia, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ti Ti Ti&lt;/span&gt;). Gabriela Duarte conseguiu, finalmente, livrar-se do carma de suas personagens boazinhas e politicamente corretas, e deu vida a uma Jéssica com muito fogo debaixo da camisola. Mais por ela que por ele, rendeu bons momentos na relação caliente com Berilo. No campo da terceira idade, merecem meus sinceros aplausos Leonardo Villar, Elias Gleizer (numa maré de bons personagens), Aracy Balabanian e Emiliano Queiroz. Mas aplaudo de pé mesmo é Cleyde Yáconis, e sua excelente dona Brígida, a irritante e irritável sofra de Bete Gouveia, uma construção impecável, que mostra que bons atores permanecem bons mesmo com o avançar da idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Passione se perdeu em seu meio. Confundiu o público com a sua teia extremamente incestuosa de poucos personagens. Necessariamente, alguém era primo de alguém, que era filho de alguém, que era sobrinho de alguém, que era irmão de alguém. Causou estranheza, afastou pessoas, que cansaram da novela, mudaram de canal pra TV paga, ou vieram para a Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione &lt;/span&gt;pegou mesmo no último mês, quando os entrechos finais conseguiram, finalmente, dar altos índices para o horário. Mas já era tarde, e a novela fechou com uma audiência média de 35,1 pontos, assumindo o posto de pior média do horário, ocupado anteriormente por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt;. Um posto, na minha opinião, injusto: apesar dos pesares, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt; teve muito mais história e uma condução mais competente (o que, convenhamos, não é grande esforço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução mistério final veio confirmar a falta de motivação, e mesmo de criatividade, de chocar o público. Com a exceção do mistério central de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Favorita&lt;/span&gt;, tivemos, em geral, assassinatos misteriosos cometidos pelo próprio vilão da novela, o que não poderia ser mais frustrante para os fãs do gênero policial. Clara matou Eugênio a mando de Saulo, e Saulo por vingança, bem como Laura matou Lineu Vasconcelos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Celebridade&lt;/span&gt;, Bia Falcão foi a responsável por prejudicar Júlia em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Belíssima &lt;/span&gt;e Olavo Novaes matou Taís em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paraíso Tropical&lt;/span&gt;. Preferia, sim, que fosse alguém inusitado: quem sabe, dona Brígida, Mimi ou mesmo Bete Gouveia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt;, mesmo com todos os problemas, passa o horário em alta para sua sucessora, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Insensato Coração&lt;/span&gt;. A próxima novela das nove (e a primeira que vem com essa alcunha) começa com pouca especulação e, talvez, uma história bem balizada. Se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione &lt;/span&gt;foi uma boa história contada de forma equivocada, esperamos sinceramente quem o mesmo não aconteça com a trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Se o assassinato do vilão Léo (Gabriel Braga Nunes) está previsto na novela, faço votos, desde já, para que Norma (Glória Pires) não seja assassina e, diferente do que tem feito ultimamente seus colegas de profissão, seus condutores me deixe boquiaberto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-3258550435960505280?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/3258550435960505280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/enfim-o-fim-de-passione.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3258550435960505280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3258550435960505280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/enfim-o-fim-de-passione.html' title='Enfim, o fim de Passione'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1014584153799038351</id><published>2011-01-06T07:26:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T03:53:32.517-08:00</updated><title type='text'>O que nos aguarda no BBB 11</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.eitapiula.net/wp-content/uploads/2010/11/BBB-11.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 230px;" src="http://www.eitapiula.net/wp-content/uploads/2010/11/BBB-11.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já é público para todos os leitores deste blog que sou fã de reality-shows, em especial do carro-chefe dessas atrações desde que estreou, seja pela estrutura da emissora que o transmite, seja pela repercussão mundial que o mesmo tem. Sou fã do Big Brother Brasil que, na próxima terça-feira, entra em sua 11ª edição. O que esperar dessa nova temporada? Quais características marcarão a edição e quais as novidades trazidas pelo elenco escalado por Boninho e cia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, tivemos uma edição do reality com pouquíssima especulação. Nada de pré-listas, pelo menos uma semana antes da estreia prevista do programa. Parecia que o interesse do público em relação a essa edição tinha caído após a vitória de Marcelo Dourado, que desagradou a muitos. Seria o fim do grande sucesso televisivo? Estaríamos diante do sinal de qu e o BBB já deu o que tinha que dar? Aparentemente, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a segunda-feira, dia 03 de janeiro, quando se imaginou que os nomes dos protagonistas dessa edição seriam divulgados, e Boninho começou a levar-nos em banho-maria, a apatia aparente mudou. A Internet virou palco das mais esdrúxulas listas de possíveis participantes, muitas delas contando com até 20 nomes. Dentre os mais cotados, celebridades do Twitter figuravam, dadas como "certas", até que seus perfis na rede de microblogs era atualizado e a expectativa em torno do nome ia por água a baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor do programa, então, afirmou no dia seguinte que faltavam ser escolhidos 6 participantes, e o martelo só seria batido na quinta-feira (ou seja, hoje), minutos antes dos nomes entrarem na mídia. Mas, como sempre, era uma despista. Ontem à tarde, a lista saiu no site oficial da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas meia hora depois, sites, portais, blogs e redes sociais já pululavam de informações rastreadas sobre os 17 participantes selecionados. O site da Globo ajudava a aumentar o "ti-ti-ti", com manchetes como "produtora fez topless de Darth Vader", "administrador posou nu para revista gay" e "Jaqueline foi dançarina do cantor Latino". E dá-lha críticas sobre o novo elenco. Para Maurício Stycer, da UOL, a Globo colocava, com o BBB 11, "os dois pés na baixaria", com um elenco demasiadamente apelativo no sentido de buscar corpões sarados e exibicionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, a produtora Diana, carioca de 29 anos, posou da forma que veio ao mundo, com uma máscara do vilão de Star Wars. O carioca Rodrigo, amigo das ex-sisters Elenita e Anamara, já fez o mesmo na G Magazine, periódico dedicado ao público homossexual. E Jaqueline, além de dançar pra Latino, também foi rainha do Carnaval, dançou no Caldeirão do Huck e participou do Bonde Faz Gostoso. Isso fora o baiano Lucival, com perfil bem visitado no Facebook, e Talula Pascoli, tida como a pré-favorita da edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o maior alvo de comentários foi a cabeleireira Ariadna Thalia Arantes. A figura, cujo perfil foi rastreado por toda a rede, é, segundo fotos extremamente comprometedoras em um site adulto espanhol, um travesti. E, segundo corre na boca-pequena, fez uma cirurgia eliminando, digamos, os vestígios de sua masculinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, outra novidade foi a estudante Paula, de Roraima, uma gordinha. Boninho, desde o ano passado, desejava escalar uma para o programa. Dessa vez, teremos uma participante acima do peso, e com um belo rosto. Sua personalidade, ao que consta em seu perfil no Orkut, é mais autoconfiante do que deveria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de muitos, que votaram e fizeram vencer o "sequelado" Kleber Bambam, o "caubói" Rodrigo, o "macunaíma" Dhomini, fora os "superpobrinhos", que eliminaram meio mundo, e chegaram a vencer o programa, unicamente por sua posição social desfavorecida, sempre fui a favor do "BBB Show", onde vale tudo para chamar a atenção. A turma do BBB 11 não parece ser plural como a do ano passado (que não ganhou esse título apenas pelos participantes gays, mas por conter, também, as celebridades virtuais, a intelectual e os ex-participantes), mas tem tudo para ser a mais polêmica. Em considerando a expressão "eu quero a vaia", do mestre Nelson Rodrigues, pro qual inquietar o público é a marca da arte, a nova edição parece que cumprirá com seu papel. Vejamos o que acontecerá. E, a julgar pelo Ibope em alta nesse início de ano, o BBB tem chances de começar com o pé direito, também nos números.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1014584153799038351?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1014584153799038351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/o-que-nos-aguarda-no-bbb-11.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1014584153799038351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1014584153799038351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/o-que-nos-aguarda-no-bbb-11.html' title='O que nos aguarda no BBB 11'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-4166439486750178457</id><published>2011-01-01T08:14:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T04:26:19.429-08:00</updated><title type='text'>Perspectivas televisivas de 2011</title><content type='html'>Buenas gauchada! Ops, desencarnando o Max Martinez aqui (instantes, por favor...). Pronto. Salve, leitores do Cult! Feliz 2011! Depois de um longo e tenebroso inverno sem postagens, aqui retorno para falar-lhes sobre as perspectivas em nossa televisão neste ano novo. Muita coisa vem por aí. Boas ou ruins, só o tempo dirá. Muito mudou no mundo televisivo desde os idos dos anos 70, quando 80 pontos era a média diária de uma novela das 8. Hoje, 40 pontos é ibopão, e, pela primeira vez, a atração máxima da emissora é anunciada como "a nova novela das 9". Sinais dos tempos, caros amigos.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.sabetudo.net/wp-content/uploads/2010/07/Estr%C3%A9ia-Da-Nova-Novela-Insensato-Cora%C3%A7%C3%A3o-Rede-Globo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Afinal, o que vem por aí? Cá estamos para falar-lhes. Começando pela Rede Globo, teremos um mês de janeiro bem movimentado. Dia 10, acontecerá o retorno de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Clone&lt;/span&gt;, sucesso inconteste de 2001, tentando recuperar o antigo fôlego do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vale a P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ena Ver de Novo&lt;/span&gt;. A fim de aplainar a preocupação dos fãs com os cortes sangrentos na parte mais forte da trama - a questão das drogas - Glória Perez e a Rede Globo se adiantaram a dizer que a novela passará praticamente na íntegra, com corte apenas do que REALMENTE for muito forte pro horário. Veremos. O que não dá é um equívoco feito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sete Pecados&lt;/span&gt;, que necessitou ser cortada numa média de 50% de sua exibição original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Aa4kstR3N-8/TRKi-g54fCI/AAAAAAAAJ9c/fdODJ43Ak2Q/s1600/o-clone.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 316px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aa4kstR3N-8/TRKi-g54fCI/AAAAAAAAJ9c/fdODJ43Ak2Q/s1600/o-clone.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, os fãs de reality shows encararão a 11ª edição do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big Brother Brasil&lt;/span&gt;. Depois do sucesso da edição comemorativa de número 10, e seu controverso vencedor Marcelo Dourado, vemos, talvez, a edição na qual enxergo a menor especulação de todas. Se isso terá algum efeito prático, ninguém sabe. A única informação até então são as reformas na casa, que agora será biplex, e terá um de seus pisos superiores feito em vidro, e a notícia de que a pré-seleção em muito agradou os diretores, o que significaria um bom elenco. Será? Esperança, pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 17, entra "a nova novela das 9", &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Insensato Coração&lt;/span&gt;. A trama, aparentemente simples e despretenciosa de Gilberto Braga e Ricardo Linhares tem uma das chamadas com o menor oba-oba que já vi no horário. Considerando que as expectativas foram grandes pra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt;, e deu no que deu, me animo com a falta de pretensão. Além do mais, tenho o maior respeito com a equipe que ali está, conseguindo pôr uma novela no ar com todos os problemas enfrentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda este mês, minisséries oriundas de filmes nacionais imperarão, numa média de 3 a 5 capítulos. São a versão seriada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Bem-Amado&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ch&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ico Xa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vier &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amor em 4 Atos&lt;/span&gt;. Vale a pena conferir, mesmo para aqueles que viram no cinema. Das séries, a mais cotada pro ano é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Batendo o Ponto&lt;/span&gt;, mas eu fico na torcida pra ver também na programação fixa a ótima &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diversão &amp;amp; Cia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.sabetudo.net/wp-content/uploads/2010/07/Estr%C3%A9ia-Da-Nova-Novela-Insensato-Cora%C3%A7%C3%A3o-Rede-Globo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 274px; height: 274px;" src="http://www.sabetudo.net/wp-content/uploads/2010/07/Estr%C3%A9ia-Da-Nova-Novela-Insensato-Cora%C3%A7%C3%A3o-Rede-Globo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do ano, as atrações vêm com novidades nos demais horários. Depois de uma experiência de época com os anos 50 e uma dinâmica novela contemporânea (dois sucessos), Thelma Guedes e Duca Rachid chegam com uma passagem pelo sertão nordestino. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cordel Encantado &lt;/span&gt;é a próxima das seis. Às sete, eu e muitos outros ficaremos órfãos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ti Ti Ti&lt;/span&gt;. Em seu lugar entra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morde e Assopra&lt;/span&gt; (ou seja lá qual for o título), de Walcyr Carrasco. Expectativas? Com uma mistureba de Japão, robôs e dinossauros, prefiro ver pra dizer qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do horário nobre em diante, dá pra dizer que o ano é de Aguinaldo Silva. Logo em abril, teremos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lara com Z&lt;/span&gt;, spin-off da otimamente sucedida &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cinquentinha&lt;/span&gt;, e estrelado por Suzana Vieira (sim, ela canta, mas também atua). E, após &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Insensato Coração&lt;/span&gt;, a seguinte das nove será, também, do autor: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fina Estampa&lt;/span&gt;. Pois é... minha expectativa era pra assistir algo como "As Aventuras de Aguinaldo Silva no Mundo Digital", mas, pelo visto, terei que esperar um pouco para ter meu sonho realizado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.oplanetatv.com.br/arquivos/Noticia/imagemSite/3e97dee844ae4b9804d28f1a61e06f6d.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 270px; height: 187px;" src="http://www.oplanetatv.com.br/arquivos/Noticia/imagemSite/3e97dee844ae4b9804d28f1a61e06f6d.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se no ano passado demos vivas à estreia do Viva, esse ano o canal pago trás ótimas novidades pro público saudosista. Ontem mesmo tivemos o retorno da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;TV Pirata&lt;/span&gt;,come seu humor ácido e inteligente. Por aí vem também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Rei do Gado&lt;/span&gt;, em substituição a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Amor&lt;/span&gt;, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vamp&lt;/span&gt; entra no lugar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quatro por Quatro&lt;/span&gt;. Lugar de novela boa é no ar. Parece que, finalmente, a Globo aprendeu isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo do âmbito global rumo ao SBT, teremos a estreia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amor e Revolução&lt;/span&gt;, de Tiago Santiago, contando com a colaboração de Renata Dias Gomes, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corações Feridos&lt;/span&gt;, de Íris Abravanel. Da minha parte, faço votos pra tio Sílvio não acorde "com a cabeça prum lado", disposto a mudar de planos. O núcleo de dramaturgia do canal agradece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Record, a "Malhação mexicana" &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rebelde&lt;/span&gt; (y soy rebelde... quando no sigo los demás...) ganhará versão tupiniquim, em mais uma parceria do canal do bispo com a mexicana Televisa. Já tive mais preconceitos com esse tipo de aliança, mas, apesar da minha antipatia com Edir Macedo e cia, a produção bacaninha de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bela, a Feia&lt;/span&gt; mostrou que a Record faz isso com mais competência que o SBT. Pra começar, não só traduzem o texto. O elenco de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rebelde&lt;/span&gt;, em boa parte oriundo das últimas temporadas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Malhação&lt;/span&gt;, guarda algumas surpresas positivas. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_y8B4H-HT-Fg/TKZbaxnNy7I/AAAAAAAAFNE/M2jjyltAMYI/s1600/REBELDE+RECORD.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 361px; height: 288px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_y8B4H-HT-Fg/TKZbaxnNy7I/AAAAAAAAFNE/M2jjyltAMYI/s1600/REBELDE+RECORD.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No mais, teremos a chegada de Hebe Camargo à Rede TV!, depois de mais de 20 anos no SBT. Bom pra emissora, que tem uma "prata da TV" em seu casting, e pra ela, num lugar em que chega com honras de rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://praticonormal.files.wordpress.com/2010/12/hebe_camargo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 287px; height: 284px;" src="http://praticonormal.files.wordpress.com/2010/12/hebe_camargo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De resto, é aguardar para saber qual influência tais novidades terão nos rumos de nossa televisão. Seja com novidades, retrôs, remakes ou qualquer outra forma de atração, ficamos na torcida para uma programação melhor, e uma liberdade de imprensa mais plena. Nisso, a esperança se defronta com um medo tremendo, but... é esperar as cenas dos próximos capítulos. Abração!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-4166439486750178457?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/4166439486750178457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/perspectivas-televisivas-de-2011.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4166439486750178457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4166439486750178457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2011/01/perspectivas-televisivas-de-2011.html' title='Perspectivas televisivas de 2011'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aa4kstR3N-8/TRKi-g54fCI/AAAAAAAAJ9c/fdODJ43Ak2Q/s72-c/o-clone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1916958641274349739</id><published>2010-11-30T12:30:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T14:56:22.225-08:00</updated><title type='text'>Das (in)contigências acadêmicas</title><content type='html'>Se embrenhar pelas matas obscuras do mundo acadêmico não é tarefa fácil. Pois é. Eu tenho tentado. São estranhos (des)caminhos, passagens incertas, pontes meio bambas, e, certas vezes, uma estrada meio invisível. Mas o lugar onde se quer chegar, esse sim, é possível observar de qualquer ponto do caminho. Isso, porém, não faz o percurso parecer mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob esta enxurrada de metáforas e eufemismos, o certo é que tenho trilhado o caminho dos tijolos dourados, rumo a um objetivo. A princípio, "caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento", "ao sabor do vento", e sem muita responsabilidade sobre a chegada. Mas a trilha foi se tornando mais clara, e as possibilidades de chegar ao destino desejado também. E fui me apaixonando por essa caminhada. Ao longo dela, fiz amizade com aqueles que, como eu, trilhavam o mesmo caminho. Muitos (e talvez eu mesmo) olhavam para os outros, a princípio, pensando em derrubá-los na próxima ponte cabaleante. Mas, quer saber? Melhor é caminhar junto, e compartilhar, ao longo do caminho, das paisagens e da expectativa. Que delícia é ter companhia pra passar nervoso, pra roer a unha, pra esperar por aquele que não marcou de vir (naquele momento)! Por vezes, quase caí na areia movediça. Mas me estenderam a mão: justo aqueles que poderia me deixar ali, sendo consumido pela terra traiçoeira. O que seria melhor pra eles, claro. Mas, talvez, aqueles que junto comigo faziam a travessia, estavam pensando como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da jornada, muitos foram eliminados. É como um grande Big Brother, com 85 participantes. É, um jogo duro, duríssimo! A diferença é que 23 ganharão o grande prêmio. A gente olha pra trás, vê quanta gente ficou pelo caminho, e já se sente vitorioso. Eu cheguei aqui! Justo eu, aquele que pensava que tudo não passaria de uma grande brincadeira (de ET)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chega um ponto em que todo o caminho foi percorrido, e a fortaleza de gelo (ou de cristal, ou de ferro, ou, quem sabe, de guloseimas, como a casa de bruxa em João e Maria...) está de portas fechadas, prontas para abrir apenas para os escolhidos. Ah, os escolhidos... aqueles que penetrarão num caminho ainda mais difícil e tortuoso. Aquele que navegará por mares nunca dantes navegados. Mas delicioso de tão enigmático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1916958641274349739?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1916958641274349739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/11/das-incontigencias-academicas.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1916958641274349739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1916958641274349739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/11/das-incontigencias-academicas.html' title='Das (in)contigências acadêmicas'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-3053322505882084375</id><published>2010-11-19T16:37:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T01:10:35.437-08:00</updated><title type='text'>Que saudade dos 80!</title><content type='html'>Coisa ruim é chegar na festa justo no fim... Pois é. Aconteceu comigo. A festa era ploc: tudo era colorido, os cabelos eram deliberadamente crespos. As mulheres usavam bustiês. As crianças dançavam músicas de Xuxa e Angélica, e nem elas nem seus pais estavam se importando com seu alto teor erótico. Na TV, em plena sessão da tarde, os peitos femininos pululavam no filminho. Noutra TV, um grupo de moleques jogava videogame num Atari. Bem ali, num cantinho escuro, os pré-adolescentes olhavam escondidos a playboy que mostrava Ísis de Oliveira, literalmente, de cabo a rabo. Na pista de dança, um grupo de adolescentes se requebrava ao som de Legião Urbana, Blitz, Kid Abelha, Barão Vermelho, Metrô... Mais tarde, as mamães se reuniam no sofá da sala para assistir (e comentar) a história de Jocasta, apaixonada por Édipo, que era seu filho.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_xRjmifkjU9c/SoICK1s-aSI/AAAAAAAADi4/tpd6AVdWKUA/s400/playboy03.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5yNEPuzutQw/SYUJnOASdSI/AAAAAAAAAsY/Lyob60Ux0j8/s400/isis%5B2%5D-1.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5yNEPuzutQw/SYUJnOASdSI/AAAAAAAAAsY/Lyob60Ux0j8/s400/isis%5B2%5D-1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nasci em 1989, justo no fim da festa que foram os anos 80. Tudo podia numa época que suscedia os duríssimos "anos de chumbo". O fim da ditadura trouxe ao Brasil o símbolo da liberdade (e, por que não, da libertinagem), expressa nos programas de TV, cada dia mais saidinhos, no colorido das roupas, nas atitudes, nos falares. Os pais de crianças nos anos 80 eram filhos de homens e mulheres conservadores, católicos fervorosos. Muitos, membros da TFP (sabe o significado da sigla? Não? Dá um Google, rapaz!). Depois de uma infância e uma adolescência regrada, restrita, resolveram "liberar geral". Seus filhos podiam tudo! E brincavam soltos, assistam, dançavam, cantavam, vestiam o que queriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As menininhas queriam ser a Xuxa - usar seus cabelos amarrados dos dois lados, usar seus microshorts e cantar o Ilariê. Os meninos também queriam Xuxa, mas em outro sentido... e nesse mesmo sentido, queriam também Sandra Bréa, Cláudia Raia, Luciana Vendramini,  Luiza Brunet, Cláudia Ohana... ai! Os mais novos, não tavam nem aí: queriam mais era assistir o Balão Mágico toda manhã. E o Bozo? Mania nacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_imsHT4KVJj8/TMiMYB2uD6I/AAAAAAAAAQ8/_FvGbeHkTCE/s400/bozo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_imsHT4KVJj8/TMiMYB2uD6I/AAAAAAAAAQ8/_FvGbeHkTCE/s400/bozo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aos domingos, todo mundo ia tomar suas doses diárias de cultura trash assistindo o Chacrinha, e acompanhando ele tocar uma corneta insuportável no ouvido dos calouros ruins, entregando-lhes um abacaxi. Todos adorávamos ver Elke Maravilha, as chacretes, e as novas bandas, que tiveram sua primeiríssima oportunidade no palco do Velho Guerreiro. Mais tarde, "é Fantástico!". Breguinha toda vida, as mulheres saindo de dentro d'água ao som da música de abertura que embalava os atores da Globo cantando sucessos nacionais, as novidades da ciência e o fim da corrida especial, em plena Guerra Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bobolhando.com.br/wp-content/uploads/2010/03/chacrinha2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 258px; height: 271px;" src="http://bobolhando.com.br/wp-content/uploads/2010/03/chacrinha2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esqueci de alguém? Claro! Ninguém também perdia os Trapalhões. E todos assistíamos às impagáveis peripêcias de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Só mais tarde percebemos que as verdadeiras estrelas, ao desaparecerem, deixavam outras sem luz própria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9be0YkAZ4sE/S-1ccZPxTSI/AAAAAAAAAaw/oPML9Fzqrjo/s400/Os%2BTrapalh%25C3%25B5es%2Bna%2BTV%2BVol%2B5%2BDVDRIP.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9be0YkAZ4sE/S-1ccZPxTSI/AAAAAAAAAaw/oPML9Fzqrjo/s400/Os%2BTrapalh%25C3%25B5es%2Bna%2BTV%2BVol%2B5%2BDVDRIP.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana, quando a noite chegava, mais uma vez, todos estavam diante da TV. E dá-lhe a melhor safra de novelas de todos os tempos: às 19h, acompavam-se os sucessos de Sílvio de Abreu e Cassiano Gabus Mendes. Quem não lembra da cena em que Charlô e Otávio se emporcalhavam na mesa de café-da-manhã em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guerra dos Sexos&lt;/span&gt;? Ou as alfinetadas de Jacque L'eclair e Victor Valentin na 1ª versão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ti Ti Ti&lt;/span&gt;? Quem não tentou sacudir o relógio igualzinho o Sinhozinho Malta, dizendo "tô certo, ou tô errado?". E quantos de nós nos dividimos entre a honestidade de Raquel Acciolli e as adoráveis sacanagens de Maria de Fátima, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vale Tudo&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cantinhodopassado.com.br/custom/guerra.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 339px; height: 258px;" src="http://www.cantinhodopassado.com.br/custom/guerra.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ah, os anos 80... quem era criança mal podia esperar as férias. Pé na tábua! Todos viajam para a casa da vovó, no interior, onde podiam correr com os pés descalços, banhar no rio, fazer brinquedo de papel, brincar de pega-pega ou de pique-esconde. E quando dava briga? Chororô geral, mas tudo se resolvi ali. Ninguém corria pra contar pro pai. E quando dava beijo? Era pêra, uva, maçã... mas tinha também quem escolhesse a salada-mista. Sorte dos garotos saidinhos quando aparecia uma menina espevitada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os desenhos? Quem nunca assistiu ao He-Man e à She-Ra? Aos Thundercats? Ao Capitão Caverna? Ao Manda-Chuva? À Família Buscapé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os jogos? Quem nunca bateu cabeça com o Genius? Quem não lembra do Odissey, concorrente do Atari?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DQwL36aINq0/SgHrEBGbaaI/AAAAAAAAGzQ/TdINvwTM1FE/s400/anos80.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 344px; height: 258px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DQwL36aINq0/SgHrEBGbaaI/AAAAAAAAGzQ/TdINvwTM1FE/s400/anos80.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E as lendas urbanas? Todo mundo tinha medo de ir no banheiro do colégio, temendo ser atacado pela loira do banheiro. Comer o pirulito do Zorro? Nunca! Quando os pais davam às costas, todo mundo ia rodar ao contrário o disco da Xuxa ou do Menudo, pra saber se tinha mesmo ali uma mensagem satânica. E quem tinha o boneco do Fofão mantinha-o bem longe da cama, à noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Acreditavam no Brasil. E todo jovem que era jovem era também engajado. Todo mundo cantou junto com Cazuza no Rock in Rio, quando esse enunciava "que o dia nasça feliz pra todo mundo amanhã". No amanhã que Cazuza previa, o Colégio Eleitoral elegeria Tancredo Neves, e a esperança da redemocratização tornava-se mais sólida. Todos queriam ser os descamisados do Collor, ou cantar o "Lula Lá". Dois anos depois, os mesmos que entoaram os jingles eleitorais entoavam o Hino Nacional, vestidos de preto e pintados de verde e amarelo, gritando "Fora Collor!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viveu os 80 jamais esquecerá os melhores anos de sua vida. Quem não viveu tem saudade. Saudade e inveja. Inveja daqueles que eram felizes e não sabiam. E têm de amargar uma época irritante de tão politicamente correta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-3053322505882084375?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/3053322505882084375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/11/que-saudade-dos-80.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3053322505882084375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3053322505882084375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/11/que-saudade-dos-80.html' title='Que saudade dos 80!'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5yNEPuzutQw/SYUJnOASdSI/AAAAAAAAAsY/Lyob60Ux0j8/s72-c/isis%5B2%5D-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1195871901085989334</id><published>2010-11-07T08:46:00.000-08:00</published><updated>2010-11-07T10:06:02.783-08:00</updated><title type='text'>"Clandestinos" - O teatro como a TV nunca viu</title><content type='html'>&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/arECYhv9eW8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/arECYhv9eW8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O palco é seu". Em noventa segundos, você tem a chance de mostrar o seu talento. Esse foi o princípio utilizado por João Falcão, em maio de 2008, para selecionar atores que estrelariam uma peça, então, em branco. Um trabalho que seria construído com e pelas histórias de cada um dos envolvidos no processo. Uma peça sobre os sonhos de centenas de amadores na selva de pedra que se tornou o mundo artístico. Loucura? Talvez sim. E muita gente pensou que fosse. Mas, na última quinta-feira, a "loucura" de João Falcão ganhou espaço na programação da Rede Globo em forma de série. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clandestinos - O sonho começou&lt;/span&gt; é a nova e inovadora série da emissora, que visa mostrar, com atores que interpretam a si mesmos, a história de centenas de sonhos em xeque, num palco, em noventa segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na metalinguagem proposta, Fábio (Fábio Enriquez) é o alter-ego do autor da série (escrita em parceria com Guel Arraes) que, com o sonho de escrever uma peça inovadora, conta com a ajuda da racional amiga e ex-namorada Elisa (Elisa Pinheiro). Selecionando atores, ele se depara com a vida e os sonhos de centenas de jovens, dos quatro cantos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas é Adelaide (Adelaide de Castro), mineira de Três Corações, a mais velha de sete irmãos, em uma família simples, que larga a cidade em busca do estrelato no Rio de Janeiro. Imaginando encontrar um artista em cada esquina, Adelaide depara-se com a impessoalidade da cidade grande. Acompanhada apenas de seu sonho e de seu saxofone, cai de cabeça no mundo-cão, que pode, porventura, transformar-se no céu cor-de-rosa que idealizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no primeiro episódio, revemos também Giselle e Michelle Batista, as "gêmeas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Malhação&lt;/span&gt;", e a dureza de duas atrizes gêmeas em um mundo em que "basta um". Nos seguintes, novos protagonistas surgirão: a nordestina Chandelly, que esconde a origem e o sotaque, temendo ver sua oportunidade ir pelo ralo; Emiliano, o Pedro Bala, por sua vez abusando da "baianicidade" pra virar artista; a já atriz da Globo, Nanda Costa, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia original, inovadora, tem muito daquilo que a televisão necessita nos dias atuais. O diálogo entre gêneros e mídias, que poderia ser a grande perdição do trabalho, mostrou, pelo menos no primeiro episódio, ser a grande vedete deste: a sensibilidade do teatro mostrada na massiva televisão, sem perder sua essência, mas tirando desse segundo meio aquilo que ele tem de melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonoplastia foi perfeita. A trilha sonora de cada personagem parecia descrevê-lo. Belchior na primeira cena, Gilberto Gil e seu "Lamento Sertanejo" embalando os passos de Adelaide rumo à cidade grande, e a bela nova voz feminina entoando "Se eu quiser falar com Deus", ao som do sax da grande mocinha nessa estreia, emocionaram, fazendo-nos torcer, levando-nos a ser parte deste grande sonho que começava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clandestinos&lt;/span&gt; me trouxe à identificação imediata desde suas chamadas. A estreia me levou a, se é que era possível, uma identificação ainda maior. Cada um de nós poderia estar retratado nos personagens da série: com nossos sonhos, pelos quais lutamos, pelos quais temos as maiores expectativas. Quantas vezes não ficamos nervosos, esperando a ligação que nos trará a boa ou má notícia? Preferimos esquecer que ligariam... Também é horrível viver à sombra dos outros. Por outro lado, ainda há pessoas com desprendimento para abrir mão dos próprios sonhos em prol dos nossos. Devemos ou não aproveitar essa oportunidade? Quantas vezes nos pegamos desesperados, tocando nossos saxes imaginários, procurando falar com Deus, nosso único esteio em momentos difíceis? Não vale tudo para se alcançar nossos objetivos, mas vale sonhar alto. Um dia, o sonho pode se tornar realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1195871901085989334?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1195871901085989334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/11/clandestinos-o-teatro-como-tv-nunca-viu.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1195871901085989334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1195871901085989334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/11/clandestinos-o-teatro-como-tv-nunca-viu.html' title='&quot;Clandestinos&quot; - O teatro como a TV nunca viu'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-2464399715535704609</id><published>2010-10-30T08:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T09:57:08.464-07:00</updated><title type='text'>10 filmes que você não pode deixar de ver</title><content type='html'>Salve, salve, leitores do Cult! (Sim, hoje vim na vibe Pedro Bial. Porque o "garoto" de Serginho Groisman já é mesmo meu jargão, por isso resolvi variar. Ou não.) Venho novamente falar de cinema. Por mais que parece chover no molhado, afinal todos vocês já sabem quais as minhas preferências cinematográficas, não custa relembrar alguns. Hoje em forma de lista - mais uma coisa que eu adoro fazer. Seguem abaixo os 10 filmes que, na humilde opinião do blogueiro que vos fala, você não pode morrer sem ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;10. Instinto Selvagem (1992)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tKmUDz6xZMk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tKmUDz6xZMk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém precisa dizer o óbvio. Desde a primeiríssima cena, está estampado na cara que a amoral Katherine Tramel (Sharon Stone, cuja beleza dispensa comentários) é a responsável pelo assassinato. Mas nada melhor do que vê-la enlouquecendo Nick Curran (Michael Douglas, no lugar que eu gostaria de estar) com seu ar blasé, fazendo seu enigmático cruzar de pernas, povoando cabeças cheias de hormônios acariaciando outra mulher na boate e protagonizando uma das cenas eróticas mais marcantes de nosso cinema. O filme, apesar dos pesares, mostrou que é possível trabalhar o erotismo sem apelações. E deixa-nos com mais dúvidas do que respostas no final. A sequência filmada em 2006 deixou muito a desejar, mantendo do original apenas a sensualidade à flor da pele da agora quarentona Sharon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;9. Rei Leão (1994)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YO3NEhIz-Ws?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YO3NEhIz-Ws?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clássico da Disney é uma das mais belas produções que a película dos irmãos Lumiére já transmitiu. Emocionante e contagiante, é impossível ficar indiferente às clássicas cenas que retratou: a apresentação de Simba ao "reino", a morte de Mufasa, o reencontro com Nala. Timão e Pumba são um capítulo à parte, ganhando filme, série e toda uma gama de produtos próprios. A trilha sonora de Elton John marcou época, em especial a mais que tocante "Can You Feel The Love Tonight".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;8. Tempos Modernos (1936)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XFXg7nEa7vQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XFXg7nEa7vQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clássico de Charles Chaplin encanta com palavras de menos e significados de mais. As impagáveis peripécias de Carlito na fábrica onde trabalhava eram um reflexo do taylorismo, tendências mecanista vigente na Revolução Industrial que se vivia. Mesclando momentos cômicos e dramáticos, nos emocionamos com o relacionamento do adorável vagabundo e uma jovem pobre. Tudo ao som da belíssima "Smile", de autoria do próprio Chaplin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;7. Grease - Nos Tempos da Brilhantina (1978)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FpJUrt0O7uY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FpJUrt0O7uY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro musicais! E esse é, sem dúvida, um dos mais adoráveis de todos os tempos. O casal-ternurinha formado por John Travolta e Olivia Newton-John eram o adorno para uma história recheada de toda a magia dos inocentes anos 50. Na trilha sonora, a mais marcantes de todas é "Summer Nights", cantada por praticamente todo o elenco do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;6. Hair (1979)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gM5dU-oKFes?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gM5dU-oKFes?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro musical para a minha lista de prediletos. Enquanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grease&lt;/span&gt; enfocou os anos 50, aqui tínhamos os Estados Unidos, dividido entre o dever cívico de lutar na Guerra do Vietnã e o ideal hippie do "faça amor, não faça guerra". A trilha não ficava atrás, com a excelente "Age of Aquarius" da abertura, e "Let the Sunshine In" do final. Por trás da comicidade e das situações surreais retratadas, havia uma grande mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;5. O Último Tango em Paris (1973)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3x4UOsLC0OE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3x4UOsLC0OE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa vibe mais clássica que a de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Instinto Selvagem&lt;/span&gt;, e visivelmente mais erudita, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Último Tango em Paris&lt;/span&gt; escandalizou o mundo em 1973, anos de seu lançamento. O filme de Bernardo Bertolucci causou com a polêmica cena da manteiga, onde Marlon Brando descobre que existem outros meios de se "confraternizar-se" com Maria Schnneider. Aqui, também, a pornografia ficou de lado, e o alto teor de sensualidade em nada fazia do filme algo promíscuo. Boa pedida para qualquer amante da sétima arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;4. O Nome da Rosa (1986)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0sEblPq5iU8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0sEblPq5iU8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, você vai dizer que o livro foi melhor. E eu concordo. Mas enquanto a obra de Umberto Eco valorizava a erudição, trazendo à luz elementos da intelectualidade perdida nos calabouços da Idade Média, o filme francês de Jean-Jacques Annaud valorizou seu caráter de suspense. O thriller tomou conta, e fez de Guilherme de Baskerville e Adson (Sean Connery e Christian Slater) alter-egos de Sherlock Holmes e Watson. No mais, o clima noir da abadia beneditina onde a história se passava, a trama diabólica que a lógica do frade franciscano fez desvendar, e as considerações de Adson, dividido entre o amor divino e o amor carnal, valem a pena todo o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;3. Ben-Hur (1959)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OPNojA5Zi7M?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OPNojA5Zi7M?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protagonizado por Chalton Heston, o queridão dos épicos da década de 50, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ben-Hur&lt;/span&gt; é um clássico pela opulência de sua produção, em uma época em que efeito especial era feito no braço, não nos cliques de um computador. A história, baseada no clássico da literatura, contava a história de Judah Ben-Hur, de judeu influente a escravo nas galés romanas, e desta função a um retorno triunfal, marcado por uma emocionante corrida de bigas. Todos os elemento, responsáveis pelos absurdos 11 Oscars, são mais que suficientes para passar mais de três horas diante da tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;2. A Bela e a Fera (1991)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3MAhtpxNmnQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3MAhtpxNmnQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o maior clássico da Disney em todos os tempos. Venceria obras e obras cinematográficas com atores. História forte e envolvente, marcações expressivas de interpretação (sim, se Bela fosse interpretada por uma atriz real mereceria o Oscar de Melhor Atriz pela cena em que fala "venha para a luz" à Fera), uma trilha sonora de arrasar quarteirão e alguns dos diálogos mais geniais da história. Para contar, o melhor de todos, no qual a Fera, insegura sobre a forma como conquistar Bela, pede conselhos ao candelabro Lumiére, que lhe responde: "Ora, o de sempre: flores, galanteios, promessas que você não pode cumprir..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;1. Cinema Paradiso (1988)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wEFugVbzsSo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wEFugVbzsSo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem comparações. A emocionante história de Salvatore, um cineasta conceituado na Itália, rememorando sua infância, onde era um jovem pobre conhecido como Totó, e sua lírica amizade com o cinematógrafo Alfredo. Talvez o filme mais sensível que já assisti em toda a vida. Fez parte de um momento marcante de minha vida acadêmica, que ficará para sempre na memória, e espero poder compartilhar, através destas imagens, com todos os leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-2464399715535704609?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/2464399715535704609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/10/10-filmes-que-voce-nao-pode-deixar-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/2464399715535704609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/2464399715535704609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/10/10-filmes-que-voce-nao-pode-deixar-de.html' title='10 filmes que você não pode deixar de ver'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-6593919682379839388</id><published>2010-10-04T15:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T01:56:21.983-07:00</updated><title type='text'>Como é que se diz "vote em mim"?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://speaktopower.org/wp-content/uploads/2010/07/vote-769378.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 323px; height: 234px;" src="http://speaktopower.org/wp-content/uploads/2010/07/vote-769378.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Estamos no segundo turno das eleições presidenciais, e em alguns estados (inclusive o meu) teremos a oportunidade (ou obrigação?) de ir às urnas novamente. Nesse contexto politizado, me vejo no dever de postar sobre política. Eu sei, você está cansado das promessas, da demagogia, da cara "óleo de peroba" de muitos que se elegeram por aí. Mas, né? Precisamos discutir isso, por mais chato que pareça. É o futuro do nosso país. Votar bem é escolher os rumos dessa nação que nasceu torta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nesse momento, a democracia apresenta um de seus artifícios mais interessantes, e o que de fato fica desse momento: o marketing político, o andamento das campanhas, os debates, enfim. A palavra de ordem não é mostrar o candidato como ele é, e sim "vendê-lo" ao eleitor da melhor forma, levando a ser aquilo que o eleitor quer (ou pensa querer) que ele seja. Já tivemos as mais variadas formas de ganhar votos, dentre as quais se destacou a famosa "vassourinha" de Jânio Quadros, em 1960. Aqui vem uma análise sucinta das campanhas presidenciais no Brasil desde a redemocratização até as eleições de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1989 - Eu quero ser candidato a presidente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Em 1989, o Brasil e os brasileiros estavam todos trabalhados no otimismo. Saíamos de uma ditadura, que exilava e matava inimigos, censurava a imprensa e impedia o aparecimento de partidos políticos. Estávamos com um sorriso de orelha a orelha por poder votar a presidente da República. No fundo, poucos estavam se importando com os reais problemas do país. A inflação chegava a proporções astronômicas, o desemprego rolava solto, o "milagre econômico" era uma falácia. Nessa festa que se estabelecia, todos queriam ser presidentes. As coligações praticamente inexistiram, e os partidos queriam lançar a todo custo representantes próprios na eleição majoritária. Tivemos, então: Ulysses Guimarães (PMDB), Luís Inácio Lula da Silva (PT), Leonel Brizola (PDT), Mário Covas (PSDB), Aureliano Chaves (PFL), Guilherme Afif Domingos (PL), Paulo Maluf (PDS), dentr outros. Até mesmo Sílvio Santos ("quem quer dinheiro aí?"), ele mesmo, articulou sua candidatura, sendo impugnado por problemas no registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um momento de indefinição. Enquanto muitos rejeitavam Ulysses, então presidente da Câmara dos Deputados, e Brizola, por seu tom esquerdista, o candidato mais cotado a ganhar a eleição era Lula, operário e sindicalista, defensor dos direitos dos trabalhadores. A direita não gostou nada, e veio com sua ofensiva: lançou um nome praticamente desconhecido nacionalmente, Fernando Collor de Mello, o jovem e arrojado ex-governador de Alagoas, candidato pelo PRN (Partido da Reestruturação Nacional. Ideologia? A gente não se vê por aqui...), que começou a ganhar espaço no cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4g-Fcwi4QLI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4g-Fcwi4QLI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula pautava sua campanha na causa esquerdista. Seu programa no horário eleitoral lançou a TV Lula (imitando o JN e a TV Pirata da Globo) e o jingle "Lula Lá", entoado por jovens e artistas em todo o país. Enquanto isso, Collor, arrojado, preparado pelo marketing, investiu na figura de "caçador de marajás" e "defensor dos descamisados", ganhando o eleitorado jovem. Muitas mulheres, à época, votaram em Collor por acharem-no "lindo" (ai, meu saco...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9sOaJ27M1-A?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9sOaJ27M1-A?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collor e Lula foram para um apertado segundo turno. Mas o primeiro tinha "a força". A força da imprensa. Forte apoio da Rede Globo, demonstrado no último debate, ajudou a construir e maquiar Collor. A edição do debate no JN simplesmente retratou os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Some-se isso ao fato político encontrado por Collor, de uma filha bastarda do sindicalista, que contribuiu para uma rejeição das famílias ao candidato. Deu no que deu: Collor se elegeu com 49% dos votos no 2º turno, contra 44% de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1994 - "Avançar, seguir em frente"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Menos movimentada e emocionante que a de 1989, a eleição ficou polarizada entre Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT). Ela era um resultado do conturbado período anterior, marcado pelo impeachment de Collor e a subida ao Planalto de Itamar Franco, seu vice. A palavra de ordem dessa eleição era a economia, e Fernando Henrique, ministro de Itamar, tinha ajudado a barrar a inflação com o arrojado Plano Real, feito a várias mãos e coordenado por FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lWWgD22Pekc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lWWgD22Pekc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na campanha, imperou o lema "avançar, seguir em frente" de FHC. O Brasil precisava de estabilidade, e ele era a figura que podia oferecê-la: essa era a imagem vendida. Também mostrou sua figura, de doutor em sociologia e professor universitário, sua relação com a família, sua esposa Ruth, igualmente socióloga e professora. O contexto era desfavorável a Lula, que continuava pregando o decreto de moratória à dívida externa. PSDB e PT, antes partidos com a mesma base esquerdista, iniciavam uma rivalidade histórica na política nacional. O resultado desse primeiro embate, no entanto, deu Fernando Henrique: 54% dos votos garantiram sua eleição no 1º turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, Enéas Carneiro, do PRONA, lançava novamente sua candidatura a presidente. Com seu bordão "Meu nome é Enéas!", chamou a atenção pelo exotismo. (Vergonha própria: eu, então com cinco anos de idade, tinha medo mortal de Enéas! Meus pais precisavam desligar a TV na hora do horário político, senão o choro rolava!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1998 - Plano Real versus Lulinha Paz-e-Amor&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ervKRr09y2k?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ervKRr09y2k?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mais uma vez, a eleição foi decidida no 1º turno. FHC arrebanhou 53% dos votos, na onda da estabilidade econômica alcançada pelo país em seu governo, muito graças ao Plano Real estabelecido anos antes. Quanto a Lula, percebeu que seu posicionamento radical não cabia mais e resolveu adotar uma postura mais moderada. Surgia, assim, o chamado "Lulinha Paz-e-Amor". A terceira via, dessa vez, ficou por conta de Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, remanscente do PSDB e um dos criadores do Plano Real, que se filiara ao PPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2002 - Onde o marketing faz a diferença&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Em 2002, o contexto do Brasil era outro. O antes popular governo FHC perdia espaço, graças à postura neoliberal, materializada nas privatizações. O alto nível de desemprego, advindo da crise econômica, também não colaborava e, mesmo tendo como seu candidato o ex-ministro da saúde José Serra, responsável pela criação dos remédios genéricos, PSFs e a quebra de patente dos medicamentos contra a AIDS. Além disso, meses antes das eleições, ajudou a derrubar a pré-campanha da então aliada Roseana Sarney (PFL) com os escândalos de corrupção envolvendo Jorge Murad, seu marido. Para referendar as alianças tortas, o PSDB formou chapa com Rita Camata, do PMDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QX3aZCF9sFI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QX3aZCF9sFI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a base de governo implodia em crises de coligações, o PT encontrava o flanco para, finalmente, chegar à alta magistratura do Brasil. Lula, antes um metalúrgico socialista que defendia a moratória, assumiu de vez o Lulinha Paz-e-Amor. Firmou apoio com o empresariado, tendo como vice o senador José Alencar (PL). Tendo seu marketing elaborado pelo publicitário Duda Mendonça, Lula mudou de cara. Sua propaganda, apresentando uma proposta por dia, mostrava uma equipe técnica de seu partido em uma sala de reunião, "discutindo o Brasil". Queria passar confiança ao povo brasileiro, e conseguiu: em segundo turno contra José Serra, após passar para trás Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB), elegeu-se presidente com 61% dos votos válidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2006 - A "avalanche lulista" versus o "Brasil decente"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Em 2006, o Brasil acabara de passar pelo escândalo do mensalão, uma crise legislativa e executiva sem precendentes. No entanto, a alta popularidade do governo se fazia sentir por conta do Bolsa Família, programa de redistribuição de renda que fez a popularidade do presidente, em especial pelas alas mais pobres da população. Nesse contexto, seria possível vencê-lo? O PSDB achou que sim: após enorme disputa interna, José Serra abdicou da corrida presidencial e Geraldo Alckmin foi a bola da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pzEWjpxy3W4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pzEWjpxy3W4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Lula pautava sua campanha nos programas sociais de seu governo, Alckmin fazia oposição, usando como espelho o trabalho feito pelo seu governo e o de Mário Covas no governo paulista. A coligação "por um Brasil decente", também enfrentava as candidaturas alternativas de Heloísa Helena (PSOL), ex-petista que fora expulsa do partido, e Cristovam Buarque (PDT), ex-ministro da Educação demitido pelo presidente petista. A eleição de Lula em 1º turno, dada como certa, sofreu um tiro no pé com o escândalo dos dossiês, dando fôlego à campanha tucana: no 1º turno, Alckmin alcançou 41% dos votos válidos, contra 47% de Lula. No 2º turno, porém, a "avalanche lulista" saiu vencedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em 2010, vemos uma disputa nova. O resultado que teremos permanece um mistério, a ter novos desenhos nos próximos dias. Aqui, portanto, vai mais um pedido de voto consciente. O Brasil precisa de um eleitorado crítico, e não de pessoas que se deixam levar por campanhas, propagandas e marketing. Dado o recado!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-6593919682379839388?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/6593919682379839388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/10/estamos-no-segundo-turno-das-eleicoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6593919682379839388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6593919682379839388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/10/estamos-no-segundo-turno-das-eleicoes.html' title='Como é que se diz &quot;vote em mim&quot;?'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-673535003055675037</id><published>2010-09-26T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T01:58:21.746-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com Eduardo Secco, autor de A Estreia, a mais nova minissérie da Internet</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAJ7ekjSB2BWfsH7vOfuTOI7fV283ezcP36Cg0ZnYT74zflFuuXGgI8TQqf9-XXI0D3XKRgtD_wlNW1csLjxWUrgAm1T1UEwcX3-MFJIq8dyGTPgfSYCBqtSN.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 224px; height: 202px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAJ7ekjSB2BWfsH7vOfuTOI7fV283ezcP36Cg0ZnYT74zflFuuXGgI8TQqf9-XXI0D3XKRgtD_wlNW1csLjxWUrgAm1T1UEwcX3-MFJIq8dyGTPgfSYCBqtSN.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CFELIPE%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5CFELIPE%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5CFELIPE%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman","serif"; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} a:link, span.MsoHyperlink 	{mso-style-priority:99; 	color:blue; 	mso-themecolor:hyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	color:purple; 	mso-themecolor:followedhyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	font-size:12.0pt; 	mso-ansi-font-size:12.0pt; 	mso-bidi-font-size:12.0pt; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page WordSection1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.WordSection1 	{page:WordSection1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ele cresceu assistindo novelas e seriados, influenciados pela família, em especial pela madrinha. Curioso do assunto, desde cedo começou a reunir material sobre diversos autores de novela, em especial Walther Negrão. Já colaborou com o renomado site Teledramaturgia (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.teledramaturgia.com.br/"&gt;&lt;span style=""&gt;www.teledramaturgia.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;), de Nilson Xavier. Foi vencedor do &lt;i style=""&gt;Video Game&lt;/i&gt;, quadro do &lt;i style=""&gt;Video Show&lt;/i&gt; apresentado por Angélica. Agora, depois de tempos como roteirista amador, Eduardo Secco, o Duh, 23 anos, estreia em com sua primeira série &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;para a Internet, &lt;i style=""&gt;A Estreia&lt;/i&gt;. O projeto,  no ar no site &lt;a href="http://www.canalcasablanca.com.br/"&gt;www.canalcasablanca.com.br&lt;/a&gt;, fala sobre jovens e suas relações, um dos temas prediletos do autor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;Às vésperas da estreia do seriado, Duh concedeu essa entrevista ao &lt;i style=""&gt;SuperCult&lt;/i&gt;, onde fala da “transpiração” que é escrever roteiros, do processo de produção e da inspiração para falar de um tema literalmente temperamental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;SC – Duh, esta minissérie é a concretização de um sonho seu, e seria a de qualquer autor em início de carreira: escrever com produção. Como está a sua expectativa para essa estreia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;É a concretização de um sonho mesmo, Fábio. Um sonho que eu julgava distante, mas que, felizmente, virou realidade, mais cedo do que eu&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; esperava (rs). Minha expectativa é a melhor possível. Creio eu que fizemos um bom trabalho, tanto de texto, quanto direção, produção e elenco. Me sinto contente também por estar envolvido em uma produção cuja exibição vai se dar na internet. A internet é um mercado em expansão, principalmente para produções dramatúrgicas. Basta ver o sucesso que as tramas da Globo fazem na rede. A emissora já sacou isso e agora produz conteúdo extra para suas produções na internet. É uma iniciativa inovadora. Assim como, de certa forma, &lt;i style=""&gt;A Estreia &lt;/i&gt;também é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;SC – De onde surgiu a ideia para escrever a minissérie?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;A ideia partiu da encomenda. Sabíamos que a mi&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;nissérie era a etapa final de um curso de interpretação que estava rolando em Curitiba. Os alunos se prepararam durantes meses e aqueles que mais se destacaram ao longo desse tempo, formariam o elenco da minissérie (acabou que encaixamos praticamente todos os alunos no projeto, em participações ao longo dos capítulos). Como a faixa etária dominante entre os alunos era ali, entre 20 e 30 anos, já tínhamos noção de que a trama deveria ter personagens em torno desta idade. Paralelo a isso, acho que rolou, principalmente de minha parte, uma influência por conta da fase que estava vivendo durante a concepção da sinopse. Saindo da faculdade, sem saber o que fazer da minha vida, com medo do desemprego.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; É uma fase em que o jovem está em uma falta de perspectiva tremenda! Para atravessar essa fase, me apoiei na família e nos amigos. As oportunidades foram surgindo, um bico de vez em quando, a vontade de investir. Essa é ideia central da minissérie. São jovens em início de carreira, loucos pra progredir profissionalmente e se livrar dos estágios não-remunerados (rs). Enquanto não conseguem sair dessa vida de estudante, eles dividem seus dilemas com os que estão ali, próximos, os amigos e tal. Reflete um pouco também a trajetória dos alunos que formam o elenco, começando uma nova etapa após o curso e a gravação da minissérie. Daí, veio a ideia. Para ligar todos esses jovens, precisávamos de uma trama&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; romântica. Raphael &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Paiva, coautor da trama]&lt;/span&gt; foi quem desenvolveu um primeiro argumento. Fomos criando até chegar em Celo e Mônica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAJY9A2aKx-Z9A5kb1Ye8lZFBhyWxD8g9__fQrDn0fAP0li487-JEd784bM1CUTPWO1UeCJIfK0ofnKxyeLh_PcMAm1T1UBEXiPwGXIt9Iso2GGhugYOLB06_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 365px; height: 303px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAJY9A2aKx-Z9A5kb1Ye8lZFBhyWxD8g9__fQrDn0fAP0li487-JEd784bM1CUTPWO1UeCJIfK0ofnKxyeLh_PcMAm1T1UBEXiPwGXIt9Iso2GGhugYOLB06_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;SC – Os jovens e o cont&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;exto que&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt; os cerca p&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;arecem ser os seus temas favoritos. Por quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Não sei se são meus temas favoritos. Gosto de falar, antes tudo, das relações humanas, sejam elas entre os jovens ou entre indivíduos de outras faixas etárias. Gosto de tramas simples, bem ao estilo Walther Negrão e Ivani Ribeiro. Nada muito pretensioso. &lt;i style=""&gt;A Estreia&lt;/i&gt; tem muito dos jovens pelas questões que já comentei na resposta anterior. E acho que por ainda ser jovem (só 23 anos), eu me sinto mais a vontade escrevendo tramas voltadas para esse universo. As situações estão mais próximas das que eu vivencio com meu grupo de amigos, com a minha família. Acho que isso torna a criação mais fácil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;SC – Pra você, qual a importância do diálogo com a equipe de direção/produção? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;É vital! Dividi a coautoria da minissérie com um grande amigo, o Raphael Paiva. Foi ele quem recebeu o convite da produtora e me chamou para colaborar. Com o desenrolar do projeto, dividimos as tarefas por igual, o que implicou na coautoria. Sempre tive contato com a direção também. Troca de e-mails constante. Nisso, discutimos desde o ritmo do projeto até a escolha do título. A abertura que tivemos é sem igual!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;SC – Como é o seu ritmo de trabalho? Tem uma rotina disciplinada ou faz o tipo caótico?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Nesse primeiro trabalho, em especial, foi caótico! (rs) Tentei ser disciplinado, mas não deu muito certo. Quer dizer, até a entrega da sinopse, foi tudo bem. Mas quando começamos os roteiros... (haha) Eu e o Raphael conversávamos o tempo todo, via e-mail ou MSN. Tentávamos organizar tudo, mas a rotina de ambos andava meio complicada no período em que estávamos trabalhando. Precisei conciliar os roteiros com o estágio da faculdade (em ortopedia ainda por cima, o meu fantasma!) e a execução da minha monografia. Foi uma loucura! Só conseguia me organizar nos finais de semana. Passava o dia em frente ao computador. Quando não estava escrevendo, selecionava músicas que possuíssem uma identificação com as personagens ou com a situação em voga. Não consigo escrever sem música! E não consigo sair do MSN, mesmo quando estou escrevendo, o que contribui pra esse ritmo louco. No final, deu tudo certo, graças a Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;SC – Em sua opinião, a entrada da Internet em meios que se popularizaram através da televisão – como a dramaturgia – pode aumentar a migração de público para este veículo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Eu acredito que exista público para todos os veículos. Quem cresceu vendo televisão, por mais que acompanhe uma coisa ou outra via internet, não vai abrir mão de assistir suas atrações preferidas na TV. Outros passam o dia na internet, trabalhando ou mesmo matando tempo, o que torna mais cômodo o acesso a atrações do gênero via rede. Esse tipo de público é cada vez maior. Basta ver o número de acessos aos capítulos das novelas da Globo, crescendo cada dia mais. A internet possibilita uma experimentação que já não cabe mais na televisão, por conta das medidas absurdas tomadas nos últimos tempos, envolvendo classificação indicativa e coisas do tipo. As medidas têm seu lado positivo, mas contribuíram e muito para uma estagnação da TV. A internet está no sentido oposto. Permite novas experiências a cada dia. Acho que aí é que o público foge pra rede. Eu, particularmente, me divido entre os dois veículos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E espero continuar produzindo para a internet, ao mesmo tempo em que pretendo, um dia, ingressar na televisão (se Deus quiser!).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;SC – O que as pessoas podem esperar, ao assistirem sua série?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Sinceramente, não sei. Acho que cada pessoa vai ver de uma forma. Os jovens podem se identificar com os conflitos abordados; os mais velhos podem entender a mentalidade dessa juventude incompreendida. A minissérie oferece tudo o que uma boa minissérie deve oferecer: muito romance; uma pitada de suspense; situações engraçadas. Eu espero que, ao assistirem, as pessoas se envolvam com a história. Que o número de acessos seja alto e os comentários positivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Duh – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Posso agradecer? Antes de tudo, Deus e meus pais. Depois, ao Raphael, pessoa que amo de todo o meu coração e a quem sou eternamente grato por estar comigo nessa jornada, e a direção, pela confiança em duas pessoas quase que inexperientes, e por terem feito o melhor possível para a realização dessa minissérie. Ao pessoal do Chat Memória da TV (em especial, Gui Staush, Paulinho Diniz e Ivan Gomes); amigos queridos, como Walter de Azevedo, a primeira pessoa que me incentivou a escrever; Eddy Fernandes, que, assim como o Walter, se propôs a ler os roteiros e dar um parecer; e Vitor Santos e Renata Dias Gomes, que me deram várias dicas sobre a técnica dos roteiros, quando me vi em apuros. E a você, responsável pela minha primeira entrevista com roteirista! Sucesso a você e ao &lt;i style=""&gt;SuperCult&lt;/i&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;b  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;SC &lt;span style="font-style: italic;"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Quem agradece sou eu, Duh! Eu e todos os leitores do &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: georgia; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;SuperCult&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;" &gt; que, com certeza, terão o maior prazer de acompanhar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;A Estreia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;" &gt; via Internet. Temos certeza que essa será apenas a sua porta de entrada nesse louco e fantástico mundo da dramaturgia!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-673535003055675037?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/673535003055675037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/09/entrevista-com-eduardo-secco-autor-de.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/673535003055675037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/673535003055675037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/09/entrevista-com-eduardo-secco-autor-de.html' title='Entrevista com Eduardo Secco, autor de A Estreia, a mais nova minissérie da Internet'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5403508961305536491</id><published>2010-09-10T17:58:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T02:26:28.816-07:00</updated><title type='text'>Janete Clair: o "temperinho de mãe" que fez história na teledramaturgia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://geraldofreire.uol.com.br/janete_clair.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 259px; height: 189px;" src="http://geraldofreire.uol.com.br/janete_clair.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou conhecida como "Maga da Oito" e "Usineira de Sonhos". Escreveu alguns dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira em todos os tempos. Fez história quando sua novela, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Selva de Pedra&lt;/span&gt;, marcou 100% de audiência, consolidando a telenovela como uma paixão nacional. Trouxe os homens para frente da TV, assistindo todos os dias às viradas dramatúrgicas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Irmãos Coragem&lt;/span&gt;. O mito que se formou em torno de seu nome faz de Janete uma das figuras mais reverenciadas da arte brasileira em todos os tempos. Mas existia uma mulher por trás do mito. Havia a esposa, a mãe, a avó, a amiga. Quem era, afinal, Janete Clair?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nasceu Janete Stocco Emmer, em Conquista (MG), apaixonou-se por arte. Amava música, chegando a incluir "Clair" em seu nome artístico, em homenagem ao "Clair de Lune", de Debussy. Casada com Dias Gomes, considerado um dos maiores teatrólogos brasileiros, teve quatro filhos: Guilherme, Alfredo, Denise e Marcos Plínio. E, mesmo casada, mãe e esposa, Janete conseguiu exercer sua paixão pela dramaturgia. Expressa, primeiro, nas atuações em radionovelas da Rádio Tupi-Difusora e, em seguida, na escrita destas para a Rádio Nacional, conquistou espaço e público para um veículo que viria, rapidamente, a tornar-se o mais visto do país: a televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV Tupi, de São Paulo, escreveu suas primeiras novelas. O universo dramatúrgico, ainda preso às histórias passadas em países distantes, foi o local onde Janete exercitou uma função mágica: a de convencer pessoas, dia após dia, a acompanhar uma história, contada em pedaços, encerrada todo dia com uma situação sensacionalmente atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O talento da ainda jovem escritora a levou até a Globo, onde fora chamada para apagar um grande incêndio. Este incêndio chamava-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anastácia, a Mulher sem Destino&lt;/span&gt;, novela escrita por Emiliano Queiroz que, cara e lotada de personagens, tinha audiência decadente. Janete foi chamada para dar uma solução rápida para aquela história. Causou um terremeto, destruindo a ilha onde a história se passava, matando a maioria do personagens e fazendo a trama avançar 20 anos, contando-a a partir dos descendentes dos personagens restantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Globo, neste momento, via sua dramaturgia transformar-se fatalmente. A estreia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beto Rockfeller&lt;/span&gt;, na Tupi, em 1968, virava de ponta-cabeça tudo que já havia sido feito em termos folhetinescos no país. A história se passava em São Paulo, tinha diálogos coloquiais e personagens parecidos com os telespectadores. O sucesso imediato invadiu a TV como tsunami, e atingiu Glória Magadan, então diretora de dramaturgia da Globo, e afeita das latinas e chorosas novelas de então. Janete, junto com Dias Gomes, Vicente Sesso, Walther Negrão e Bráulio Pedroso, foram responsáveis por trazer aquela revolução na linguagem novelesca à emissora carioca. Janete veio com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Véu de Noiva&lt;/span&gt; (1969), adaptação de uma de suas radionovelas, e mostrou que sim, podia escrever histórias com aquele teor cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, os grandes sucessos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Irmãos Coragem&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Selva de Pedra&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Homem que Deve Morrer&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Semideus&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pecado Capital&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Astro&lt;/span&gt;, apenas para citar alguns. Seja escrevendo novelas que, sucessivamente, estreavam no horário nobre com seu nome na autoria, seja alternando-se com outros autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Janete não era só uma mulher de sucesso. Sua vida como autora era, na verdade, um reflexo de sua vida pessoal, familiar. Escrevia enquanto cuidava dos filhos e do marido. Em entrevista divulgada no livro "A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo", Glória Perez  reproduziu uma de suas afirmações a respeito: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se os homens ficam nervosos, estressados, todo mundo entende. Mas estresse de mulher no trabalho é chilique ou falta de homem"&lt;/span&gt; (p. 123).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janete era dona de um despudor único como dramaturga. Conhecia como ninguém o folhetim, e tratava-o sem amarras, sem vergonhas. Na mesma entrevista, Glória depõe sobre Janete, sem dúvida sua maior referência: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"As pessoas a criticavam muito. E de modo grosseiro, até. 'Louca', 'delirante' [...]. Agora virou &lt;/span&gt;cult&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Todo mundo a respeita, mas, na época, ela foi muito achincalhada. Um dos poucos que conseguiam enxergar sua estatura foi Nelson Rodrigues. Janete escreveu grandes cenas do folhetim"&lt;/span&gt; (p. 128).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a crítica negava-se a enxergar o talento de Janete Clair, o público a brindava com uma massiva audiência. Suas novelas batiam recordes. Eram, sem dúvida, as mais assistidas e comentadas da emissora. Janete tinha um diferencial em relação a qualquer outro autor. Em muitos depoimentos pessoais, aqueles que a conheceram afirmam que Janete tinha um "tempero de mãe" em seu texto. Algo inexplicável, mas que influenciava de forma decisiva as sensações das pessoas envolvidas na produção, e no público, que apaixonava-se pelos seus personagens e situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias e Janete conviviam na mesma casa. Já eram, a esta altura, consagrados como dois dos maiores novelistas da época. Mas tinham estilos distintos. Enquanto Dias escrevia novelas intelectuais, Janete era uma autora popular. Dias retratava, em seus supostos estereótipos, a realidade brasileira. Fazia de uma aldeia o mundo. Janete, por sua vez, levava ao grande público a realidade que este gostaria de viver. Fazia da fantasia e dos sonhos suas grandes armas, que a aproximava do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os apaixonados por telenovela têm Janete, no mínimo, como uma parada obrigatória, algo que devem sempre considerar, estudar, reverenciar. Para muitos, além disso, ela é um exemplo. Uma referência maior, que sempre será atual, como sempre serão atuais o folhetim e os dramas humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5403508961305536491?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5403508961305536491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/09/janete-clair-o-temperinho-de-mae-que.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5403508961305536491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5403508961305536491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/09/janete-clair-o-temperinho-de-mae-que.html' title='Janete Clair: o &quot;temperinho de mãe&quot; que fez história na teledramaturgia'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-8842283620270162939</id><published>2010-09-07T03:56:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T04:05:32.608-07:00</updated><title type='text'>Momento Merchan - I Seminário de Administração de Piracuruca</title><content type='html'>&lt;a style="color: rgb(102, 102, 102);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TIYcXhgC3aI/AAAAAAAAABk/IAPJdw4vvB4/s1600/Sem+T%C3%ADtulo-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 295px; height: 178px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TIYcXhgC3aI/AAAAAAAAABk/IAPJdw4vvB4/s200/Sem+T%C3%ADtulo-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514125984217095586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, inicia-se em Piracuruca a primeira turma de Administração de Empresas, trazida através da UAPI, Universidade Aberta do Piauí, que, juntamente com Sistema de Informação, e as licenciaturas em Física e Química, foram os primeiros cursos via EaD a funcionarem na cidade. O curso vem a corroborar com o aprendizado de quem pretende participar ativamente da economia do país, seja como empreendedores, seja na administração pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo da necessidade de ampliar as discussões a respeito dos problemas e necessidades existentes na cidade e no Estado, no tocante às questões de gestão, e buscando viabilizar a troca de conhecimentos e experiências dos acadêmicos de Administração com professores e empresários, a turma do pólo Território dos Cocais realiza o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I Seminário de Administração de Piracuruca&lt;/span&gt;, onde serão debatidos temas de grande relevância local e regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento será realizado nos dias 17 e 18 de setembro de 2010. Todos os interessados, sejam bem-vindos ao evento. Para inscrições, entrar em contato com os alunos do curso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-8842283620270162939?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/8842283620270162939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/09/momento-merchan-i-seminario-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8842283620270162939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8842283620270162939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/09/momento-merchan-i-seminario-de.html' title='Momento Merchan - I Seminário de Administração de Piracuruca'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TIYcXhgC3aI/AAAAAAAAABk/IAPJdw4vvB4/s72-c/Sem+T%C3%ADtulo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5903788462051032147</id><published>2010-08-25T16:35:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T08:37:50.328-07:00</updated><title type='text'>Sobre eleições, campanhas e a pirotecnia das propagandas políticas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.portalrondonia.com/web/arquivos/imagens4/17B_votoconsiciente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 367px;" src="http://www.portalrondonia.com/web/arquivos/imagens4/17B_votoconsiciente.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tava aqui lendo Roberto Pompeu de Toledo na última edição da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt; (Tudo bem, é de direita, mas vou fazer o quê? É um dos últimos redutos de vida inteligente...), e constatando a quantas andam a campanha eleitoral de 2010. Não, antes que me perguntem, não ando muito animado com os resultados que apontam os rumos do Brasil daqui em diante. Diferente do Tiririca (Florentina, Florentina, lembra?), candidato a deputado federal por São Paulo, não compartilho da opinião de que "pior não fica". Ah, fica sim. Bem, algumas considerações minhas sobre o que se processa na atual campanha eleitoral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Pirotécnicas propagandas eleitorais - &lt;/span&gt;Propostas? Quem precisa disso quando se tem nas mãos dinheiro e tempo na propaganda suficiente para se fazer um show hollywoodiano de imagens em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;high definition&lt;/span&gt;? São imagens rápidas, que vão do Oiapoque ao Chuí, discursos belíssimos sobre crescimento, a grandiosidade de obras por todo o país, as estatais funcionando a pleno vapor. Muito bem! Se eu fosse um dinamarquês, ao ver essa propaganda, acreditaria que o Brasil está bem próximo de ser não só a maior economia, como também o maior IDH do mundo! Palmas pros marqueteiros! Aliás, tem muitos aí que eu, pobre aspirante a roteirista, adoraria como diretor de fotografia de uma novela minha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Candidatos exóticos - &lt;/span&gt;Onde quer que esteja, o saudoso Dr. Enéas Carneiro deve estar de alma lavada. Ele, que sempre foi chamado de esquisito (para dizer o mínimo), chegou a responder à altura um jornalista que o chamou de exótico, afirmando que "exótica é a senhora sua mãe". Hoje, Enéas seria considerado o que há de mais normal e sóbrio dentre aqueles que aspiram um lugar ao sol. Ou melhor, um lugar no legislativo. E mesmo no executivo. Eu nem vou citar os exemplos mais sórdidos, porque a urticária já está subindo pelos dedos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Musiquinhas infames - &lt;/span&gt;Ah, as boas e velhas musiquinhas. Alguns jingles não são dos mais novos (Ey-Ey-Eymael... inesquecível), outros são recauchutagem de músicas de nossa MPB (ou quem quer que considere o tecnobrega e o forró eletrônico como "popular brasileira"), mas alguns foram encomendados especial e exclusivamente para os atuais queridões da República. O mais tenso é ver aquela turma desdentada, as banhas saltando pela camiseta curtinha, ali, cantando junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Promessas de campanha -&lt;/span&gt; Tá sem emprego? A gente arranja! Tá sem dente? A gente arranja também! E por aí vai. O céu é o limite para o que os candidatos prometem. A sua conta de luz, que você pediu pra ele pagar, então, é fichinha diante do que muitos estão prometendo por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Recauchutagem no visual - &lt;/span&gt;É incrível como essa turma de políticos, que a gente tá mais velho assim de ver todo dia, fica mais bonito, bem vestido e sorridente nesse período. Nem parece aquela criatura suada, amarrotada e mal-humorada do dia-a-dia. Ali tá todo mundo de dentão branco, olhar de pai que revê o filho depois de anos, a camisa mais bem passada, o blaser escolhido para a ocasião, etc. Enfim, um desfile de beleza, dentro do possível. Porque né? Tem coisas que são impossíveis de mudar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, depois dessa listagem, de tom cômico, vamos falar sério? Tempo de eleição é tempo de pensar. Não só naquilo que vai fazer bem pra você, mas naquilo que é o melhor para a sua população. Não só naquele candidato que lhe favoreceu, dessa ou daquela forma, mas no que ele fez para favorecer a maioria. Melhores hospitais? Melhores escolas? Melhores estradas? Nisso, nisso, nisso. Eleição é tempo de analisar propostas, biografias e posturas administrativas. É tempo de pegar o currículo dessa galera que pede nosso voto todo dia na TV e vê-lo sem paixões. Ficha limpa, experiência e obras concretas que sirvam de provas daquilo que seu candidato fez são as melhores opções. Discursos extremistas e radicalismo ideológico também não fazem bem nesse período, afinal, no mundo real, o melhor caminho é sempre o do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense nisso. E vote consciente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5903788462051032147?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5903788462051032147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/08/sobre-eleicoes-campanhas-e-pirotecnia.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5903788462051032147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5903788462051032147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/08/sobre-eleicoes-campanhas-e-pirotecnia.html' title='Sobre eleições, campanhas e a pirotecnia das propagandas políticas'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7481563420784915657</id><published>2010-08-16T13:58:00.001-07:00</published><updated>2010-08-16T14:54:47.432-07:00</updated><title type='text'>Músicas da minha vida - Versão Internacional</title><content type='html'>Pegando carona num dos últimos posts do Walter de Azevedo no Histórias de Tatu, também vou fazer aqui meu playlist, as músicas internacionais que marcaram minha vida (curta, mas com boa trilha sonora). Parte delas, momentos românticos e amores platônicos (ou não), outros, músicas que marcaram momentos importantes, não-românticos. Bem, aí vai a lista e os respectivos comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;She Will Be Loved&lt;/span&gt; (Marron 5)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nIjVuRTm-dc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nIjVuRTm-dc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A primeira música do Maroon 5 que eu escutei me marcou, antes de tudo, pelo clipe. A história da mulher maltratada pelo marido, e objeto de desejo do mocinho/vocalista me sensibilizaram. A melodia perfeita caía como uma luva no ponto alto, onde falava "I don't mind spending every day / Out on your corner in the pouring rain... And she will be loved". Aí acabava tudo. rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Making Love Out Of Nothing At All&lt;/span&gt; (Air Supply)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JGjisD_MhH4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JGjisD_MhH4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa eu escutei no CD estilo "Good Times" de uma amiga minha, e lá estava a representação melódica de minha paixão aos 14 anos (naquele momento em que as paixões são avassaladoras), por uma menina do colégio. Acho que o CD ralou de tanto eu escutar vezes seguidas. Óbvio que não sou da época áurea do Air Supply, mas um amigo do meu pai costumava dizer que nos bailinhos dos anos 80 se xavecava, namorava e terminava com a menina, de rostinho colado, só durante essa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Can You Feel the Love Tonight &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Elton John)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PkGDrV_2ehI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PkGDrV_2ehI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é memória sentimental da infância. O tema de O Rei Leão, cantado por Elton John, ecoava por dias a fio no som da minha casa. Tinha num CD com clássicos do Oscar que meu pai havia comprado. Não me esqueço da versão em português, e do clipe romântico entre Simba e Nala durante o filme. Há coisas que, realmente, são eternas.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Save You&lt;/span&gt; (Simple Plan)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/B5JXktq8G40?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/B5JXktq8G40?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música que dava gás à luta contra o câncer pegava de jeito o aspirante a politicamente correto aqui. Gosto de grupos que adotam essas causas, e o Simple Plan marcou um gol, não só com a bela letra quanto com o ótimo clipe e seu merchan social bem feito. Utilizei-a como fundo de um clipe que fiz sobre a África para a universidade, e que ficou bem bacana.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goodnight, goodnight &lt;/span&gt;(Maroon 5)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uNSBq6hvU1s?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uNSBq6hvU1s?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma do Maroon 5, sem dúvida um dos meus grupos favoritos. E a música também contava com um clipe bem interessante, a tela dividida entre uma situação que começava e a outra que iniciava-se exatamente com o seu fim. O término das duas coincide com o entendimento do início, meio, fim e recomeço de uma história de amor. Enfim, romantismo em alta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaram da seleção? Assim como o amigo Walter, peço aos que comentem que tragam também algumas das músicas de sua vida aos comentários. Abraços a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7481563420784915657?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7481563420784915657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/08/musicas-da-minha-vida-versao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7481563420784915657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7481563420784915657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/08/musicas-da-minha-vida-versao.html' title='Músicas da minha vida - Versão Internacional'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-4233936462808544555</id><published>2010-08-07T04:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T04:49:10.193-07:00</updated><title type='text'>Tim Burton - Onde a esquisitice ganha sentido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Ae7RSqFrvw/SoP_K_TkxSI/AAAAAAAAPx0/bt2p3VFQAME/s1600/tim-burton.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 340px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Ae7RSqFrvw/SoP_K_TkxSI/AAAAAAAAPx0/bt2p3VFQAME/s1600/tim-burton.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, visitei a locadora de DVD (Sim, eu vou à locadora. Como rapaz politicamente correto, não saio por aí comprando DVD pirata, bando de corruptos), com o intuito de alugar o mais novo blockbustter &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/span&gt;. Não apenas para relembrar o clássico da Disney, e a história apaixonantemente surreal de Lewis Carrol, mas para constatar que ninguém dirigiria melhor uma película com tais características quanto Tim Burton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tido por muitos como estranho, sombrio e sociopata, Burton é caracterizado, como todos sabem, por suas temáticas soturnas. Seus filmes possuem um tom noir, mas não o daqueles grandes suspenses do passado (não, não é Hitchcock, tampouco Polanski). O horror de Burton é aliado a um tom cômico, que lhe dá leveza, quase uma inocência infantil. Os olhares de seus personagens variam entre o piedoso e o psicótico, fazendo o público enxergar ali suas próprias neuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca registrada do diretor fica clara em alguns filmes típicos. Seja em roteiros originais, seja em adaptações (sempre o chamam quando querem exatamente este tom para uma obra já existente), Burton consegue imprimir ao personagem retratado - ideal ou real - um ar de quem dialoga, na dúvidas de sua existência efêmera, com os problemas do interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://siteits.files.wordpress.com/2010/02/edward-maos-de-tesoura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 252px; height: 336px;" src="http://siteits.files.wordpress.com/2010/02/edward-maos-de-tesoura.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A obra de Burton é recheada de casos assim. Seu personagem mais famoso é Edward, o estranho e infeliz produto de uma invenção com pedaços humanos. Sendo um arquétipo de Frankstein, Edward tem como característica mais marcante - fora suas costuras no rosto e no corpo - as mãos de tesoura, o "aleijão" que o afasta dos demais humanos. É ele, também, uma metalinguagem de Pinóquio, o boneco que queria ser menino de verdade. Edward, o mãos-de-tesoura, queria apenas uma vida normal, amigos, namorada, família, vida. Mas as dificuldades de convivência o tornam um anti-social amargurado, irrustido como seu criador (o diretor Burton, não o inventor maluco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na continuação de sua obra temos as adaptações. Os grandes personagens que ganharam vida e características novas nas mãos indecifráveis do cineasta. Antes de Alice, o cavaleiro das trevas Batman também foi uma de suas cobaias. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Batman&lt;/span&gt;, de 1989, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Batman Returns&lt;/span&gt;, de 1992, porém, não era o Homem-Morcego o alvo das discussões existenciais do diretor. Eram, estes sim, os vilões da obra. O Coringa, vivido por Jack Nicholson, traz em seus problemas mentais a essência do palhaço infeliz criado pelo diretor. O Pinguim, encarnado por Danny DeVito três anos depois, é uma recriação do mito da não-aceitação pela diferença e estranheza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://tatianna.zip.net/images/willywonka.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 348px; height: 228px;" src="http://tatianna.zip.net/images/willywonka.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, Burton viria a ser, também, o responsável pelo remake de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Fantástica Fábrica de Chocolates&lt;/span&gt;, baseado no livro homônimo de Roald Dahl. Nesta versão, o grande protagonista não é Charlie, o garoto pobre que ganha um cartão para visitar a fábrica das maravilhas, e sim Willie Wonka, seu estranho e anti-social proprietário. As perturbações de Wonka, também assolado pela não-aceitação perante a sociedade, se figuraram na interpretação de Johnny Depp, recorrente no "sentimental casting" do diretor. A história infantil ganha contornos psicológicos densos ao analisarmos o homem que construiu um império mágico para suprir o vazio de família e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contar histórias não é apenas escrevê-las. Diretores, como sabemos, têm profunda participação em seus contornos, com a escolha da fotografia, do elenco, das cores, da trilha sonora. Burton, sem dúvida, é um dos mais prolíficos e marcantes de Hollywood. Cabe a nós, cinéfilos analíticos, buscarmos em sua obra os elementos de sua personalidade controversa, de seu "eu" investido de caráter relacional manchado. Cabe encontrar ali sua busca por aceitação, família e amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-4233936462808544555?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/4233936462808544555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/08/tim-burton-onde-esquisitice-ganha.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4233936462808544555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4233936462808544555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/08/tim-burton-onde-esquisitice-ganha.html' title='Tim Burton - Onde a esquisitice ganha sentido'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Ae7RSqFrvw/SoP_K_TkxSI/AAAAAAAAPx0/bt2p3VFQAME/s72-c/tim-burton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-6725615181029417227</id><published>2010-07-31T02:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T03:21:41.400-07:00</updated><title type='text'>Torquato Neto - O piauiense que inventou a Tropicália</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jornaloexpresso.files.wordpress.com/2009/10/toquato.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 261px;" src="http://jornaloexpresso.files.wordpress.com/2009/10/toquato.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É tão estranho... os bons morrem jovens..."&lt;/span&gt; Nada define melhor certas verdades do que este trecho de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Love in the Afternoon&lt;/span&gt;, de Renato Russo. As grandes cabeças, pessoas que criaram ideias, e fizeram-nas acontecer, para revolucionar o mundo, em geral, não têm tempo de ver sua obra concluída. Nada define melhor Torquato Neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouquíssimo conhecido no circuito nacional, Torquato Pereira de Araújo Neto nasceu no Piauí, em 9 de novembro de 1944. Filho de um promotor público e de uma professora primária da capital piauiense, mudou-se muito jovem para Salvador (BA), onde estudou no Colégio Nossa Senhora da Vitória, com Gilberto Gil. Neste período, o então jovem de 16 anos, era sujeito em um contexto histórico repressivo: a ditadura militar no Brasil. Com uma alma contestadora, Torquato e vários outros jovens com quem convivia começaram a participar ativamente do cenário artístico bahiense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1962, junto com amigos que viriam a se tornar os grandes nomes da música popular brasileira à época - Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia - muda-se para o Rio de Janeiro, onde sua atividade cultural torna-se mais intensa, tendo como primordial atuação cultural na Cidade Maravilhosa as publicações nos jornais Correio da Manhã, Jornal dos Sports e Última Hora. Mas foi uma coluna assinada no Jornal do Brasil que fez seu nome e sua arte ganharem espaço de destaque e influenciarem diversos outros pensadores da época. Tal coluna, intitulada Geleia Geral, era um manifesto juvenil por um novo tipo de arte, uma quebra com os ideais pregados pelo governo vigente, a busca por uma literatura, música, teatro e cinema contestadores, iconoclastas e marginais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de Torquato viria a ser a precursora do que ficou conhecido no Brasil como poesia e cinema marginal. Eram poemas com estilo livre, cuja única regra eram ter regra alguma, geralmente publicados com a tecnologia de um mimeógrafo. Os filmes, por sua vez, eram aquilo que ficou conhecido, futuramente, como cinema trash, feito com câmera caseira e atores amadores, publicado em fitas sem tratamento editorial, onde a busca maior era pelo conteúdo, não pela estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torquato é autor de uma gama imensa de poemas e músicas que eternizaram-se no cenário nacional. O próprio lançamento da Tropicália, a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Geleia Geral&lt;/span&gt;, é de sua autoria, onde canta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O poeta desfolha a bandeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a manhã tropical se inicia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Resplandente cadente fagueira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No calor girassol com alegria&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na geleia geral brasileira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que o Jornal do Brasil anuncia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ê bumba iê iê boi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ano que vem, mês que foi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ê bumba iê iê iê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É a mesma dança meu boi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Característica essencial em sua obra era uma implícita crítica ao regima vigente. Outros versos da mesma canção trazem, sob um olhar conotativo, tais referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(é a mesma dança na sala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;no canecão na TV&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e quem não dança não fala&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;assiste a tudo e se cala&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não vê no meio da sala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as relíquias do Brasil:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;doce mulata malvada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um elepê do Sinatra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;maracujá mês de abril&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;santo barroco baiano&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;superpoder do paisano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;formiplac e céu de anil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;três destaques da Portela&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;carne seca na janela&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;alguém que chora por mim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um carnaval de verdade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;hospitaleira amizade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;brutalidade no jardim)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua alma contraditória fez de Torquato um poeta que vivenciava o conflito da existência. Queria conhecer quem era, e por que aqui estava. Seu poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Let's play that&lt;/span&gt; (uma intertextualidade com uma famosa obra de Chico Buarque) também o define:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu nasci&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um anjo louco muito louco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;veio ler a minha mão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não era um anjo barroco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;era um anjo muito louco, torto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com asas de avião&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eis que esse anjo me disse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;apertando a minha mão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com um sorriso entre dentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vai bicho desafinar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o coro dos contentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vai bicho desafinar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o coro dos contentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;let's play that&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O decreto do AI-5, em 1968, levou ao exílio alguns dos maiores amigos e parceiros de composições de Torquato, como Gilberto Gil e Caetano Veloso. Por um breve período, ele também, e sua esposa, Ana Maria, viveram em Londres, retornando ao Brasil no início dos anos 70. Não resistindo às pressões e inconstâncias de sua própria vida, Torquato se suicidou em 1972, no dia de seu 28º aniversário, deixando uma obra incompleta e centenas de resquícios incômodos de injustiças editoriais feitas a seu nome. Explico melhor: uma vastíssima obra da Tropicália, em especial música, foram registradas como direitos autorais de certos compositores, possuem possuam estilo e proximidade absoluta com a obra de Torquato Neto sem, portanto, estarem devidamente caracterizada como obra SUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos definem Torquato, como poeta e como homem de seu tempo. O historiador piauiense Edwar de Alencar Castelo Branco, autor da obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos os dias de paupéria: Torquato Neto e a invenção da Tropicália&lt;/span&gt;, assim afirma sobre ele, em um de seus artigos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nos poemas iniciais, o poeta aparece como um sujeito dilacerado em meio aos curto-circuitos que compõem uma realidade estilhaçada [...] e procurará se compor sujeito a partir da resistência a uma realidade que lhe dobra"&lt;/span&gt; (CASTELO BRANCO, E. A. Toda palavra guarda uma cilada: Torquato Neto entre a vertigem e a viagem. IN: Revista de História e Estudos Culturais, 4(4), Abril/Maio/Junho, 2007, p. 10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência de sua obra é observável sobre vários autores, no Brasil e mesmo no Piauí, sua terra natal, como mostra a também historiadora Claudete Dias, ao afirmar que: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"No Piauí, não foi diferente, toda uma geração cuja poesia ainda se faz ouvir nos quatro cantos do Piauí, como Ana Miranda, Kenard Kruel, Cineas Santos, William Soares, Ramsés Ramos, Chico Castro e Alcenor Candeiras Filho, tido como pioneiro na publicação de livros no sistema mimeógrafo, para citar alguns dentre outros"&lt;/span&gt; (DIAS, C. M. M. O Piauí que o Brasil não Vê: História, Arte e Cultura. IN: VÁRIOS AUTORES. Apontamentos para a História Cultural do Piauí. Teresina: FUNDAPI, 2003. p. 224-225).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apaixonante personagem e seu contexto tornaram-se tema de meu pré-projeto de mestrado. Mas não só por isso venho aqui falar de Torquato Neto. Venho, principalmente, para ressaltar a figura de um personagem nacional, criador de um dos maiores movimentos culturais existentes em nosso país, e cuja memória ficou relegada, dentro dele, à de mero coadjuvante. A história de Torquato precisa ser revista. Sua obra precisa ser reanalisada. Sua alma estilhaçada precisa ser objeto de estudos, em busca de fazer jus à sua genialidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-6725615181029417227?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/6725615181029417227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/07/torquato-neto-o-piauiense-que-inventou.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6725615181029417227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6725615181029417227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/07/torquato-neto-o-piauiense-que-inventou.html' title='Torquato Neto - O piauiense que inventou a Tropicália'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1163736167292700271</id><published>2010-07-16T05:42:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T07:09:17.204-07:00</updated><title type='text'>E o "Prêmio Eguinha Pocotó" vai para...</title><content type='html'>Saudações, leitores do Cult. Hoje, resolvi falar sobre o contra-cult, algo que vai de total oposto ao objetivo deste blog. Dizem que existem coisas que de tão ruins que são, viram boas. É tão ruim, mas tão ruim, que ultrapassa a linha do mau-gosto e se transforma em kitsch. O problema, neste caso, é a tenuidade desta linha, que pode fazer o kitsch voltar a ser mau-gosto em uma fração de segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta bagatela de conceitos filosóficos sobre beleza e bom-gosto se enquadram perfeitamente na música. E a música brasileira está cheio de kitschs. E mais cheia ainda do mais profundo mau-gosto, resultado de composições com o claro objetivo comercial, sem preocupações com conteúdo. E o pior de tudo: você vai ouvi-las uma, duas vezes, e ela não sairá mais de sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o Prêmio Eguinha Pocotó das piores letras vem com alguns de seus representantes máximos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Eguinha Pocotó&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_jDa4Gvd5XbA/R9s4tvrPi1I/AAAAAAAAADk/3eZfv_WliE4/s400/O%2Bcheiro_de_egua.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 233px; height: 242px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jDa4Gvd5XbA/R9s4tvrPi1I/AAAAAAAAADk/3eZfv_WliE4/s400/O%2Bcheiro_de_egua.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A primeira, claro, tinha de ser a própria. Agora sem trema, por conta da nova ortografia. A letra é uma ode. Remete à relação do "eu-lírico" com seu equino. Transpira sentimento, lirismo, ao cantar: "Vou mandar um beijinho / pra filhinha e pra vovó / só não posso esquecer / da minha eguinha pocotó / Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó / Minha eguinha pocotó". Além de tudo, é uma exaltação à família. Tem coisa melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Vai, Lacraia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pJU3I57wTT4/RxQCFcN6hTI/AAAAAAAAARk/uWQ5iWuTArQ/s400/lacraia2oy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 167px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pJU3I57wTT4/RxQCFcN6hTI/AAAAAAAAARk/uWQ5iWuTArQ/s400/lacraia2oy.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quase um pout-pourri da primeira, é uma exaltação à figura feminina (?!) do dançarino híbrido que, junto com o Mc Qualquer Coisa entoava a canção. A letra é de tal profusão que seu único verso lembrável é o "Vai lacraia, vai lacraia!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Morango do Nordeste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://conversademenina.files.wordpress.com/2010/02/morango.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 321px; height: 214px;" src="http://conversademenina.files.wordpress.com/2010/02/morango.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sucesso mastodôntico de Lailton dos Teclados, na voz de Frank Aguiar, é a maior representação da arte dadaísta que, segundo a definição de Tristan Tzara, seria uma montagem de palavras tiradas aleatoriamente de um saco. A letra do "Morango" é isto. Não existe encadeamento entre os versos, tampouco um sentido total. Começa como referência a uma suposta nave espacial ("Estava tão distante quando ela apareceu...") e prossegue como uma música romântica de bar da esquina ("Meus amigos falam que eu sonho demais / Mas é somente ela que me satisfaz"). E termina com uma referência à violência entre países ("Com essa mulher eu vou até pra guerra!"). Ou seja, a vastidão de conteúdo toma conta.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Segura o Tchan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7r_ZsRkYGeg/SnuY6vuhOMI/AAAAAAAABD0/lsdYBnb8-Ss/s320/e-o-tchan_danca-do-ventre3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 297px; height: 315px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7r_ZsRkYGeg/SnuY6vuhOMI/AAAAAAAABD0/lsdYBnb8-Ss/s320/e-o-tchan_danca-do-ventre3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sucessão dos anos 90, com a então banda Gera Samba (posterior É o Tchan, com o sucesso blockbuster do jingle), marcou com sua letra de duplo (e, às vezes, até triplo) sentido. Olha o tom da coisa: "Tudo que é perfeito a gente pega pelo braço / Joga lá no meio, mete em cima, mete em baixo / E depois de nove meses você vê o resultado". Toda trabalhada na sensualização.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;5. Lá vem o Negão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O grupo Cravo e Canela gravava esta composição que também exaltava o lirismo em torno da sensibilidade masculina frente às mulheres. Veja como a letra é uma representação clara da vassalagem amorosa: "Lá vem o negão / Cheio de paixão / Te catar, te catar, te catar". Sensibilidade - e principalmente timidez - do Negão a toda prova.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Eu sou Stefhany&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7B73882789-1D00-471D-8590-4B4EA9DDC7F8%7D_crossfox.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 233px;" src="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7B73882789-1D00-471D-8590-4B4EA9DDC7F8%7D_crossfox.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essa é uma representante piauiense em nosso seletíssimo grupo. Famosa por sua versão abrasileirada de um enlatado americano, Stefhany ficou famosa com seu vídeo na Internet, chegando a participar de programas como o Caldeirão do Huck e do Superpop (gente, pára tudo!). O tom da música é de "ode a mim mesmo". Veja só: "Eu sou linda / Absoluta / Eu sou Stefhany... / No meu Cross Fox / Eu vou sair / Vou dançar / Me divertir" E vai embora. Vruuuum....&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;7. Dança do Créu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Herdeira em estilo da Eguinha Pocotó, o Créu foi a sensação de 2008. MC Créu e suas mulheres-fruta fizeram escola com sua letra profundamente sexualizada. Uma pergunta... alguém, na prática, já chegou à velocidade 5?&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Chupa que é de uva&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Tosqueira toma conta quando a ideia é fazer a coisa com conotação sexual. Dessa vez, o buraco foi, literalmente, mais embaixo. O conteúdo do sucesso entoava: "Na sua boca eu viro fruta / Chupa que é de uva / Chupa, chupa, chupa que é de uva". Enfim, a pureza e castidade letrificadas. Não suficiente, fizeram uma segunda versão, alterando a posição. Agora o tom era de "Senta que é de menta". E eu pra aguentar...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;9. Rebolation&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Essa é saída do forno. Ou não. Quer dizer, sei lá. Esse mundo de letras sem nexo é muito volúvel. Enfim... o Parangolé ganhou o Brasil com seu Rebolation. A letra tem, no máximo, dez palavras, dentre as quais a repetida 1.942.725 vezes bem contadas é "Rebolation-tion... rebolation-tion..." E a galera lá, dançando.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Dança da Bundinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.youtube.com/vi/tch7lPWHnIE/0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 346px; height: 259px;" src="http://img.youtube.com/vi/tch7lPWHnIE/0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não podia faltar, né? É uma música sinestésica. Quem se lembra da letra quando a imagem que se vem na cabeça é do dourado bumbum de Carla Peres no close das câmeras de Gugu, Faustão e cia., nos idos de 99, 2000? Mas tinha letra, ou algo que arremedasse. Era algo como "Bota a mão no joelho / Dá uma abaixadinha / Mexe, mexe, gosto / Com a mão na bundinha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussões à parte sobre o que é essência e o que é aparência, acho que estas músicas conseguiram atingir o difícil patamar de unanimidade. Eram ruins, ponto. Acredito que seus próprios compositores e intérpretes saibam disso. Se alguém perguntar para eles o que acham disso, diriam: "Mas vendeu, não vendeu". Vendeu. E que sentido tinha aquilo tudo. "E eu sei?", diria o autor. É duro notar que a mesma MPB de Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, Chico Buarque, Lenine e cia. criou tais aberrações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, está montado nosso top 10. Faltou algo? Comente e poste. Estamos abertos aos comentários. E viva à (falta de) qualidade da música brasileira!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1163736167292700271?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1163736167292700271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/07/e-o-premio-eguinha-pocoto-vai-para.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1163736167292700271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1163736167292700271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/07/e-o-premio-eguinha-pocoto-vai-para.html' title='E o &quot;Prêmio Eguinha Pocotó&quot; vai para...'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jDa4Gvd5XbA/R9s4tvrPi1I/AAAAAAAAADk/3eZfv_WliE4/s72-c/O%2Bcheiro_de_egua.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1662368783163618288</id><published>2010-07-09T02:05:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T02:27:14.997-07:00</updated><title type='text'>Hair - "a década que nunca acabou" e seus filhos</title><content type='html'>Saudações, leitores! Venho pedir desculpas (isto está se tornando uma constante...) pelo atraso das postagens. Realmente, meu dia-a-dia não tem sido nada tranquilo, e tenho estado atarefado nesse fim de semestre. Mas tais questões não vêem ao caso. Ou vêem, neste caso. Consta que ontem, um filme que vi na universidade influenciou o post de hoje. Trata-se de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hair&lt;/span&gt;, o clássico dos anos 70, que eu ainda não tinha assistido, apesar de todas as indicações. E depois de vê-lo, confesso que ainda não parei de refletir sobre seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://faggiani.files.wordpress.com/2006/11/cover-hair.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px; height: 500px;" src="http://faggiani.files.wordpress.com/2006/11/cover-hair.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O filme, baseado no musical &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hairspray&lt;/span&gt; da Brodway, narra o contato de Claude (John Savage), um interiorano, vindo de Oklahoma para Nova York, com um grupo de hippies, liderados por Berger (Treat Williams), que o adotam na cidade. Os valores trazidos por Claude, que vinha alistar-se no exército americano, que iria para a Guerra do Vietnã, chocam-se com o ideal da liberdade pregado por Berger e seus amigos. A relação, porém, ao contrário do que poderia se imaginar, gera uma grande amizade, no mesmo turno em que Claude conhece e se apaixona por Sheila (Bervely D'Angelo), uma rica e mimada jovem da sociedade nova-iorquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha sonora do filme, marcada por clássicos como "Age of Aquarius" e "Let the Sunshine In" marcou uma época. Não só por retratar jovens em suas situações peculiares na década de 60, mas por trazer consigo a reflexão da quebra de paradigmas. A contracultura hippie contrastava com a hipocrisia da sociedade americana da época, que acompanhava o dia-a-dia tenso da Guerra Fria. A sinceridade nos atos e palavras ficava por conta daqueles negavam-se a participar de tudo aquilo, e a viver sua vida alternativa. Uma amizade que leva Berger e seus amigos a procurarem Claude no campo de treinamento, e a trocar de lugar com ele no mesmo, chegando a ir para a guerra em seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre, sou um jovem que imagina ter nascido na época errada. Tenho saudade do tempo que não vivi. Me identifiquei com Claude, o cara certinho que vê diante de si uma nova forma de viver. O romantismo hippie guardava consigo muito mais que inconsequência juvenil. Era um sincero grito de protesto contra a realidade de sua época. Os cabelos black-power e as roupas coloridas tinham um significado maior do que meramente contrastar com suas famílias ou exaltar sua rebeldia. Tinham um significado dignificante. Eram uma arma letal contra os fundamentos de um mundo dividido. Levantavam uma bandeira ora branca, ora multicolorida, entre os panos oficiais, americanos e soviéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diziam "faça amor, não faça guerra". E com isso, diziam muito, muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1662368783163618288?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1662368783163618288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/07/hair-decada-que-nunca-acabou-e-seus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1662368783163618288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1662368783163618288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/07/hair-decada-que-nunca-acabou-e-seus.html' title='Hair - &quot;a década que nunca acabou&quot; e seus filhos'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7750671080090734990</id><published>2010-06-23T07:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T11:00:59.845-07:00</updated><title type='text'>Será que vai dar tititi?</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ec2a1d9dc3a7f626" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v21.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dec2a1d9dc3a7f626%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331280578%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D26FC0526F42072B5FD335E57348A0A44204BC375.7CA646FAC56D3766A309DC98F143C3F0D0ECC107%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dec2a1d9dc3a7f626%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DhWAvsH0EZDOb-8a7_jfYYJGxdzQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v21.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dec2a1d9dc3a7f626%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331280578%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D26FC0526F42072B5FD335E57348A0A44204BC375.7CA646FAC56D3766A309DC98F143C3F0D0ECC107%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dec2a1d9dc3a7f626%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DhWAvsH0EZDOb-8a7_jfYYJGxdzQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flashes, holofotes, glamour. Modelos, maquiagens, roupas das melhores grifes do mundo. É a São Paulo Fashion Week, evento que atrai todos os olhos do mundo da moda para o Brasil, no mês de junho. Em meio ao burburinho fashion que agitou São Paulo, era possível ver uma figura no mínimo inusitada: a modelo Leandra Borges, personagem vivida por Ingrid Guimarães para quadros de humor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fantástico&lt;/span&gt;, que entrevistava pessoas ligadas a este universo, como o maquiador Fernando Torquato e a atriz e ex-modelo Ana Furtado, indagando sobre o que causa os "tititis" do mundo da moda. O motivo: a campanha de lançamento da nova novela das 7 da Rede Globo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ti Ti Ti&lt;/span&gt;, releitura do sucesso de Cassiano Gabus Mendes em 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hábil com temas relacionados a corte-e-costura, Cassiano já havia escrito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plumas e Paetês,&lt;/span&gt; cinco anos antes. Dessa vez, em 2010, Maria Adelaide Amaral, famosa por suas minisséries épicas, retorna às telenovelas com uma adaptação das duas obras de Cassiano, sob o título de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ti Ti Ti&lt;/span&gt;. Segundo a autora, será um mix entre as duas tramas. De &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ti Ti Ti&lt;/span&gt;, o entrecho cômico, em especial a oposição entre os costureiros (vividos originalmente por Reginaldo Faria e Luiz Gustavo). De &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plumas&lt;/span&gt;, a trama romântica, em torno da qual a história girará em torno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na novela, um acidente de carro une a vida de Marcela (Ísis Valverde) com a família de Bruna (Giulia Gamm), uma mulher rica. No acidente, morre Osmar, filho de Bruna, e sua noiva grávida. Marcela é, então, confundida com a noiva, e levada para a casa de Bruna, onde começa a desfrutar das regalias da família rica. Grávida, e querendo fugir do passado em Minas Gerais, ela encontra, ali o lugar perfeito para um disfarce. Mas tudo balança quando ela se apaixona por Edgar (Caio Castro), outro filho de Bruna, e dono de uma produtora de modelos, lançando-a no volátil mundo da moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mundo também é mexido com o aparecimento de dois novos nomes. Tratam-se de André Spina (Alexandre Borges) e Ariclenes Almeida (Murilo Benício), inimigos desde criança, e que sempre disputaram tudo. Vivendo de trambiques, Ariclenes resolve entrar para o universo fashion lançando-se como um personagem irresistível: o costureiro espanhol Victor Valentim, que abre um ateliê na Lapa. Enquanto isso, André também havia criado um "tipo" glamouroso para ganhar espaço: o afetado francês Jacques LeClair, tornando-se um mito com seu espaço no Tatuapé. Trocando farpas, os dois passam a disputar clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente da primeira versão, os estilistas não serão, necessariamente, estereótipos gays. "Victor Valentim será mais macho que nunca e Jacques Leclair será menos afeminado", afirmou a autora do remake. "Pois o fato de serem dois heterossexuais num meio onde a maioria é de homossexuais exercerá grande fascínio nas personagens femininas da história". O mundo da alta costura também será substituído pelas passarelas, uma vez que o universo da moda mudou ao longo dos anos. "Imagino que a moda de Jacques Leclair, que guarda no início da história muitos traços dos anos 1980, será um tipo de mistura de Karl Lagerfeld, Oscar de la Renta e um toque de Donna Karan. A moda de Victor Valentim terá uma exuberância próxima ao estilo de Christian Lacroix", ressaltou Adelaide, que também explicou que estes detalhes serão todos, na verdade, definidos pela figurinista Marília Carneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova trama, dirigida por Jorge Fernando, tem a árdua missão de recuperar a audiência do horário, perdida com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tempos Modernos&lt;/span&gt;. Contará com um elenco estelar formado, também, por Cláudia Raia, Malu Mader, Christiane Torloni, Nicette Bruno, Humberto Carrão, Juliana Paiva, Tato Gabus Mendes e Guilherme Winter. Fora estes, como homenagem ao autor das tramas originais, Ti Ti Ti trará a participação especial de personagens marcantes de Cassiano, de outras novelas, vividos por seus intérpretes originais. Reveremos o Mário Fofoca (Luis Gustavo, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elas por Elas&lt;/span&gt;), Rafaela Alvaray (Marília Pêra, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brega &amp;amp; Chique&lt;/span&gt;) e Kiki Blanche (Eva Todor em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Locomotivas&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O merchandsing também lançará produtos com a marca da novela. A exemplo da primeira versão, onde o batom Boka Loka, de Victor Valentim, virou sucesso entre a mulherada, desta vez, Globo e uma grande marca de cosméticos (provavelmente Avon) lançarão o Batom Tititi no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno da trama animou o público, mas vem causado desconfiança por sua mistura e as modificações feitas para o remake. Ao que se sabe, não é intenção de Adelaide criar uma versão fiel à trama de Cassiano, e sim uma novela nova, atualizada e dinâmica. Os pontos de comparação serão inevitáveis (inclusive seu tema de abertura será "Tititi", originalmente cantada pelo Metrô, e agora numa regravação feita por sua compositora, Rita Lee). Resta saber se a novela dará continuidade aos baixos índices do horário e causará rejeição, ou se será um sucesso, assim como suas versões originais, e fará jus ao novo slogan de que "vai ser o maior tititi".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7750671080090734990?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7750671080090734990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/06/sera-que-vai-dar-tititi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7750671080090734990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7750671080090734990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/06/sera-que-vai-dar-tititi.html' title='Será que vai dar tititi?'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-8692785920038380231</id><published>2010-06-14T08:27:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T14:10:37.671-07:00</updated><title type='text'>Cinco coisas que fazem sua fama de cult</title><content type='html'>Saudações! Desta vez, minha função aqui é exercer um trabalho social digno de meu amigo Eddy Fernandes, do Tá Fun (Não conhece? Tá perdendo tempo! Acesse já ao http://ta-fun.blogspot.com). Como o SuperCult é a casa da variedade de conhecimento, eis aqui elementos que fazem você exibir, perante a sociedade, uma figura de inteligente, cult. Quase nerd, mas com classe. Se você deseja esbanjar seu vasto conhecimento horizontal, matando de inveja amigos e (des)conhecidos, mas ainda não terminou o Ensino Fundamental, eis as dicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;1. Ler Friedrich Nietzche&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jornale.com.br/horoscopo/wp-content/uploads/2009/10/nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 316px;" src="http://jornale.com.br/horoscopo/wp-content/uploads/2009/10/nietzsche.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se escrever seu nome é um atento aos dedos no teclado, ler sua obra é uma tarefa não menos dispendiosa. Para os leigos: Nietzche é um influente filósofo alemão do século XIX, cujo conjunto de ideias pautou-se na crítica à sociedade ocidental de sua época e à religião, juntamente com todo seu embasamento dogmático e moral. O mundo judaico-cristão viu com ele alguém que não tinha medo de criticar suas ideias, chegando inclusive a decretar "a morte de Deus" (Aos religiosos de plantão, calma. Deus não morreu, mas se algum atentado fosse registrado, pode apostar: Nietzsche era o suspeito número zero). O niilismo, corrente filosófica surgida com ele, pauta-se em obras como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Gaia Ciê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ncia &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim Fa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lou Zaratrusta&lt;/span&gt;. Dissertar sobre ele numa roda intelectual atrai olhares de admiração e inveja. Colocar uma de suas frases no Orkut pode: 1) levar as pessoas a pensarem que você está querendo aparecer ou é louco; 2) levar as pessoas a pensaram que você anda estudando demais, dedicando seu precioso tempo à filosofia cética e, por isso, começa a querer aparecer ou está ficando louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;2. Assistir "O Último Tango em Paris"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.gorila.sk/i/imgs_orig/847/38847.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 309px; height: 475px;" src="http://www.gorila.sk/i/imgs_orig/847/38847.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Filmes cult sempre deixam você bem na fita. Portanto, assistir ao clássico de Bernardo Bertolucci, de 1972, sobre um homem de meia-idade que busca prazer com uma jovem francesa é uma excelente pedida. Fora isto, a famosíssima "cena da manteiga" entre os protagonistas Marlon Brando e Maria Schnneider vale a pena muito do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Ter na estante livros com fotografias de anônimos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.abril.com.br/blog/viver-a-vida-novela/files/2010/01/lacerda-menino-farol.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 387px; height: 258px;" src="http://www.abril.com.br/blog/viver-a-vida-novela/files/2010/01/lacerda-menino-farol.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não, não estou falando de nenhum tipo de pornografia. Mas estão em voga a produção de livros de fotografia que retratam o cotidiano de pessoas, fazendo as mais diversas coisas (indo à padaria, correndo na praia, saindo da favela, etc.). Melhor ainda se for de um país de Terceiro Mundo (um africano com baixo IDH), demonstrando seu interesse pelos "sem voz" do mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Preocupar-se com o meio ambiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.treehugger.com/images/2007/5/24/carbon%20bubble%20excerpt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 377px; height: 359px;" src="http://i.treehugger.com/images/2007/5/24/carbon%20bubble%20excerpt.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A política ambiental tornou-se a menina dos olhos do século XXI. Por isso, demonstrar e efetivar sua preocupação com o meio ambiente leva você a ser tido em alta conta perante a comunidade cult. Dar um de James Cameron, participar de eventos, comunidades virtuais, abaixo-assinados e similares, relacionados com a proteção de uma área ambiental em risco (a Amazônia e a Mata Atlântica, acredite, são as melhores pedidas) estão definitivamente em alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;5. Ouvir Vanessa da Mata, Osvaldo Montenegro, Maria Gadu, Ana Cañas e Arnaldo Antunes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://thexic.files.wordpress.com/2008/02/vanessa-da-mata-279-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 341px; height: 227px;" src="http://thexic.files.wordpress.com/2008/02/vanessa-da-mata-279-2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ou qualquer outro cantor da MPB com voz suave. Um som ambiente é o que pode haver de mais cult. Nada de barulheira em casa, muito menos uma banda de forró que compara a mulher a uma vaca, ou um funk que repete a mesma palavra 39 vezes. Na nova safra da MPB, "Boa Sorte/Good Luck", de Vanessinha da Mata, é uma beleza para ter no playlist, bem como "Pra Você Guardei o Amor", da parceria de Ana Cañas e Nando Reis. Dos mais clássicos, João Gilberto, Tom Jobim e Chico Buarque jamais sairão de moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostou das dicas? Antes que pensem que o tom de ironia desmerece qualquer uma delas, deixe-me explicar. Este tom é apenas para dar mais leveza e diversão ao leitor do texto. Particularmente, concordo com tudo, ou quase tudo com o que está disposto acima. Menos colocar Nietzsche no Orkut, que, de fato, está ficando batido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, você saberá o que lhe afasta do Cult. Aguarde!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-8692785920038380231?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/8692785920038380231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/06/cinco-coisas-que-fazem-sua-fama-de-cult.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8692785920038380231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/8692785920038380231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/06/cinco-coisas-que-fazem-sua-fama-de-cult.html' title='Cinco coisas que fazem sua fama de cult'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-2253430630874860670</id><published>2010-06-13T09:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T10:22:29.520-07:00</updated><title type='text'>Todos os olhos voltados para a África</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://namesadobigbrother.files.wordpress.com/2009/11/worldcup-south-africa2010.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 403px;" src="http://namesadobigbrother.files.wordpress.com/2009/11/worldcup-south-africa2010.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, sei que no mundo inteiro não sou a pessoa mais indicada para falar de futebol. Mas venho aqui tratar da Copa do Mundo por ser, neste momento, um grande evento digno de nota para o público cult (e ai de qualquer piadinha ligando futebol ao Sócrates, que eu bato!). Como evento mundial, como ponto de convergência de notícias, como veículo de difusão de valores esportivos, e como ponto de ancoragem para discursos políticos, o Campeonato Mundial de Futebol merece minutos de nossa atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de Robinho, Kaká, Messi e cia., a Copa do Mundo é um evento responsável por reunir nações diversas, com interesses, culturas, línguas, formas políticas as mais divergentes. Dentro de campo, as divergências históricas, as diferenças de língua, o abismo geográfico ou social na realidade de cada um dos países fica para trás. Estão todos em pé de igualdade. E em ambiente de harmonia esportiva, de competição a mais saudável e justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o clima de Copa do Mundo toma conta das conversas muitos meses antes do evento. São a preparação, as eliminatórias, a convocação do técnico. É o ritmo dos jogadores, seu condicionamento físico, seu grau, sua capacidade. Os craques estarão faiscando, ou "bichados" por alguma contusão? Nada é maior do que o clima de tensão pré-jogo, e lá se vão quilos de unhas roídas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as atenções do país se voltam para a Copa, prepara-se no Brasil um outro grande evento: as eleições estaduais e nacionais. O que se espera da nação é o mesmo patriotismo e garra demonstrado na Copa para escolher nossos representantes. Podemos fazer, agora, um gol de placa, ou amargar quatro anos esperando no chuveiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-2253430630874860670?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/2253430630874860670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/06/todos-os-olhos-voltados-para-africa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/2253430630874860670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/2253430630874860670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/06/todos-os-olhos-voltados-para-africa.html' title='Todos os olhos voltados para a África'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1037107674370441272</id><published>2010-05-28T04:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T08:35:56.821-07:00</updated><title type='text'>"Escola da Vida": uma história de exemplo para os educadores</title><content type='html'>Saudações a todos! Antes de mais nadas, sinceras desculpas por tanto tempo sem uma postagem sequer. Mas volto hoje para comentar, talvez, um dos meus filmes prediletos. Assisti três vezes em DVD e uma na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sessão da Tard&lt;/span&gt;e, da Rede Globo (que, finalmente, transmitiu um filme bom...), e confesso que nunca me canso de vê-lo uma vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://pedagogia.zip.net/images/escoladavida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 400px;" src="http://pedagogia.zip.net/images/escoladavida.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre sonhei em ser professor. Mais que isso, sempre sonhei em ser educador, senti vocação. Mas nada se comparou à imensa inspiração para entrar na sala de aula após assistir a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escola da Vida&lt;/span&gt;, um grande exemplo para educadores de todas as áreas. No filme de 2005, somos convidados a entrar na Fallbrock Middle Scholl, uma escola secundária dos Estados Unidos. Nela, um velho professor de História tornou-se uma lenda entre os alunos. O "Tormento" Norman Warnner era um educador antigo, mas vigoroso, inteligente e encantador, que atraía a atenção e o respeito de seus alunos, tendo ganhado por 43 anos o prêmio de "Professor do Ano". No dia que receberia seu 43º prêmio, porém, Norman sofre um ataque cardíaco e morre, em pleno púlpito, na formatura da nova turma de 8ª série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano letivo seguinte, seu filho, Matt Warner, de Biologia, sonha em ser o novo "Professor do Ano", e manter o prêmio em família. Mas seu sonho se transforma em pesadelo quando entra para substituir Norman um professor jovem, simpático e informal. Ele é Michael D'Angelo. Com suas jaquetas, seu jeito despojado, e sua transpirante juventude, Michael (ou Sr. D, como começa a ser chamado pelos pupilos) se torna a nova sensação da escola, com seu método inovador, pulsante, de levar os alunos a não só decorar, mas "viver" a História. Admirado por todos, menos por Matt Warnner, que vê nele a ameaça ao seu prêmio, e passa a usar dos mais mirabolantes métodos para competir com Michael e descobrir algum deslize do colega, garantindo os momentos mais divertidos do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é uma grande lição de vida. Serve de exemplo para vários professores que negam-se a renovar e permanecem em suas aulas, que se transformam, muitas vezes, em chatos suplícios para os alunos. Sem dúvida, o Sr. D incomodava alguns colegas com seu método inovador, o que não deve, nem de longe, servir como obstáculo ao professor que deseja "balançar a estrutura" da sala de aula e atingir seu maior objetivo: fazer com que os alunos encantem-se com a disciplina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1037107674370441272?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1037107674370441272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/05/escola-da-vida-uma-historia-de-exemplo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1037107674370441272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1037107674370441272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/05/escola-da-vida-uma-historia-de-exemplo.html' title='&quot;Escola da Vida&quot;: uma história de exemplo para os educadores'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7996895294451212473</id><published>2010-05-14T04:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T06:14:42.152-07:00</updated><title type='text'>Que venha Passione!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OdhUrbmbwXI/S8W-mGWJPBI/AAAAAAAACsc/JgjCg5zltts/s1600/20101703+-+Passione+-+MS+-+346-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 304px; height: 452px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OdhUrbmbwXI/S8W-mGWJPBI/AAAAAAAACsc/JgjCg5zltts/s1600/20101703+-+Passione+-+MS+-+346-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt;, última atração do horário nobre global, terminou ontem, e não deixou saudades nem no público e tampouco na emissora. A novela, que fecha com uma das piores médias do horário em todos os tempos (36 pontos) apostou no estilo cotidiano de Manoel Carlos, nos diálogos, nas relações interfamiliares e nas polêmicas. A dosagem, porém, diferenciou-se dos outros trabalhos do autor, não agradando ao público, que espera, ansioso, pelo próximo trabalho no horário. E ele, finalmente, está chegando: segunda-feira, dia 17, estreia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atração é assinada por Sílvio de Abreu, responsável por grandes sucessos nos horários das 19h e 20h, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jogo da Vida&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guerra dos Sexos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sassaricando&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Próxima Vítima&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Belíssima&lt;/span&gt;. Sua marca, o tragicômico e o policial, segundo ele, engendram-se nesta nova trama, um folhetim desbragado, que reúne todos os velhos clichês da dramaturgia com um tempero especial e um elenco de peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passion&lt;/span&gt;e, Fernanda Montenegro é Bete Gouveia que, com a morte do marido Eugênio (Mauro Mendonça), tem nas mãos a responsabilidade de dotar a nova presidência de sua empresa, a Metalúrgica Gouveia, uma grande fábrica de bicicletas, dividida entre seu filho mais velho, o prepotente Saulo (Werner Schunneman) e o honesto executivo Mauro Santarém (Rodrigo Lombardi), filho do motorista da família e melhor amigo de Gerson (Marcello Antony), seu caçula. No passado, Bete engravidara de outro homem, antes de casar, e, até onde seu sabe, seu filho morrera ao nascer. À beira da morte de Eugênio, porém, este fez a Bete uma grande revelação: seu filho está vivo, e fora dado por ele aos antigos empregados da família, que foram embora para a Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho de Bete foi criado na Toscana, e vive como um pacato camponês italiano. Ele se chama Antonio Matolli, ou Totó, como é conhecido (mais uma bela construção de Tony Ramos), expansivo, bom, honesto e crente no ser humano. Decidida a encontrar seu filho, e dar-lhe tudo que ele tem direito, Bete embarca para a Itália, onde baterá de frente com Gema Matolli (Aracy Balabanian), filha mais velha do antigo casal de empregados, que criara Totó como seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o segredo de Bete foi descoberto por Clara (Mariana Ximenes), enfermeira de Eugênio que, junto com o namorado Fred (Reynaldo Giannecchini), planejam dar um golpe perfeito nos Gouveia. A dupla embarca para a Itália e chega a Totó antes da matriarca, levando o homem crédulo a apaixonar-se perdidamente por Clara, casando-se com ela. Com isso, intentam conseguir com que esta herança que pertenceria a Totó passasse toda para as suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a trama também conta com o núcleo cômico dos "reis do lixo", vividos por Francisco Cuoco e Irene Ravache, ricos emergentes que estão casando, a contragosto, sua filha Jéssica (Gabriela Duarte) com o malandro italiano Berilo (Bruno Gagliasso), grávida de nove meses e prestes a ter o bebê em pleno altar. Enquanto isso, na Itália, o carteiro Mimi (Marcelo Médici) intercepta as cartas de Berilo a sua esposa, Agostina (Leandra Leal), visando conseguir conquistar o coração da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bella&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O slogan de lançamento da novela enuncia que "será paixão à primeira vista". A produção grandiosa da diretora Denise Saraceni (responsável por primores como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Muralha&lt;/span&gt;) condiz com a expectativa de sucesso, de um trabalho no qual a emissora aposta suas melhores fichas. Necessariamente, traz elementos que em muito diferenciam-se daquilo que não deu certo em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt;: Passione promete ser uma trama com ritmo e dinamismo, sempre evitando as famosas "barrigas" nas quais caem muitos trabalhos do gênero. Para tanto, Sílvio de Abreu promete uma grande reviravolta no entrecho cômico-dramático, por volta do capítulo 100, que traria um suspense policial apresentado de forma inusitada - uma morte cujo mistério seria conhecido pelo público, e desconhecido pelos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amantes da teledramaturgia, um brinde ao fim de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver a Vida&lt;/span&gt;. E outro ao início de um novo tempo. Que venha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passione&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7996895294451212473?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7996895294451212473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/05/que-venha-passione.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7996895294451212473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7996895294451212473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/05/que-venha-passione.html' title='Que venha Passione!'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OdhUrbmbwXI/S8W-mGWJPBI/AAAAAAAACsc/JgjCg5zltts/s72-c/20101703+-+Passione+-+MS+-+346-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5461625957484117886</id><published>2010-05-12T07:49:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T08:17:49.197-07:00</updated><title type='text'>Onde está Carmen Sandiego?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ryanericsongcanlas.files.wordpress.com/2009/03/carmensandiego.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 284px; height: 361px;" src="http://ryanericsongcanlas.files.wordpress.com/2009/03/carmensandiego.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem foi criança (ou pré-adolescente) no meio dos anos 90 lembra-se, certamente, de um dos maiores clássicos entre os desenhos animados nas manhãs do Angel Mix (saudosismo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mode on&lt;/span&gt;), na Globo, e, posteriormente, do Disney Club e do Disney CRUJ, no SBT. Tratava-se de uma sedutora ladra internacional, perseguida pela Interpol. Inteligentíssima, cool, ela utiliza a tecnologia e seus conhecimentos para executar fugas triunfais para diversos países do mundo. Rufem os tambores! O SuperCult tem o prazer de reverenciar a maior gênia do crime, que invadiu nossa infância. Falaremos hoje de Carmen Sandiego!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmen Isabela Sandiego era a personagem principal de um jogo de computador, produzido pela Broderbund Software, lançado inicialmente para Apple II e, posteriormente, para IBM PC XT. Seu lançamento, em plena década de 80, causou furor num mundo ainda restrito de proprietários de computadores. No enredo do game, o jogador é um detetive responsável a juntar pistas pelo mundo todo e solucionar o caso, encontrando e prendendo a criminosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso foi tanto que Carmen foi parar na TV. O desenho animado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where on Earth is Carmen Sandiego&lt;/span&gt; (em bom português, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde Está Carmen Sandiego&lt;/span&gt;) era protagonizado por Ivy e Zack, dois irmãos pré-adolescentes, que viajavam no tempo e no espaço em busca de Carmen. Suas pistas, espalhadas pelos mais diversos países do globo, era uma verdadeira lição de geografia e história, sem o didatismo da sala-de-aula. No final do episódio (quase sempre por um triz), a ladra escapa entre os dedos dos nossos mocinhos, criando um expediente nada comum em nossas mentes infantis: pela primeira vez, torcíamos pela vilã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenho, sem querer-querendo, terminava trazendo diversas referências ao próprio mundo dos desenhos animados. Um deles, talvez o maior, era o nome do QG de detetives do qual Ivy e Zack participavam: a ACME (alguém lembrou de Pernalonga, Patolino e o Coiote?). Além do mais, os crimes de Carmen não eram nada infantis: roubo de jóias caras, fraudes bancárias, roubo de material histórico, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que viveram e puderam assistir Carmen, minhas saudações! Aos que não tiveram, o Youtube é a porta que encurta as distâncias. Procurem e sigam as pistas para descobrir onde está Carmen Sandiego!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5461625957484117886?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5461625957484117886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/05/onde-esta-carmen-sandiego.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5461625957484117886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5461625957484117886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/05/onde-esta-carmen-sandiego.html' title='Onde está Carmen Sandiego?'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-3925734578407628665</id><published>2010-04-19T09:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T09:26:56.367-07:00</updated><title type='text'>Grandes personagens do Rock Brasil - um retrato da "geração perdida"</title><content type='html'>&lt;a href="http://pokemusic.ipcweb.net/var/ezflow_site/storage/images/top/pop/vegas-garota-dourada/2412-1-por-BR/Vegas-Garota-Dourada_large.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://pokemusic.ipcweb.net/var/ezflow_site/storage/images/top/pop/vegas-garota-dourada/2412-1-por-BR/Vegas-Garota-Dourada_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recentemente, Roberto Pompeu de Toledo, em um ensaio publicado na Revista Veja, escreveu sobre “grandes personagens da MPB”. Tratavam-se de figuras, “eus-líricos”, retratados em músicas consagradas de nossa música popular, e que, de uma certa forma, traçavam um perfil bem brasileiro, chegando, inclusive, a concorrer com Aquarela do Brasil como fortes candidatas a serem elevadas ao nosso “hino nacional”. Pois bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de Toledo me inspirou a intertextualizá-lo. Não tratando de personagens da MPB – e, necessariamente, da genialidade de seus compositores – mas de outros, figuras que despontaram no final dos anos 80, início dos anos 90. Grandes personagens do rock brasileiro, nascido nos versos de jovens, ora irados, ora apaixonados, alienados, apolíticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feministas, as meninas do grupo Sempre Livre (marca de absorvente, genial!) gravaram Eu &lt;em&gt;Sou Free&lt;/em&gt;, com letra da atriz e roteirista Patrícia Travassos. Dulce Quental invocava a mocinha que só estudara em escola experimental, cujo pai era surfista profissional e a mãe fazia mapa astral. Sua biografia não era das mais comuns. Ela passara a infância em Cochabamba, “transando muamba, driblando a alfândega”. Não é do tipo que faz comício, e tem horror a compromisso. Uma típica filha de pais que foram jovens na geração de Woodstock, pregavam a liberdade – e criavam os filhos com uma visível libertinagem. A menina dos anos 80 é aquela que já achava casar virgem brega (na verdade, achava brega casar). Gosta de curtir. “Você pode fazer o que quiser comigo, eu não ligo”. É free, é livre. De uma liberdade cheia de cores, bustiês, pernas à mostra. Uma delícia de liberdade, para os rapazes que as observavam e, entre encantados e escandalizados, apreciavam seu desprendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Kid Abelha de Paula Toller, George Israel e, em seu início, Leoni, cantava adolescentes bem mais inseguros. Na maioria garotos, que não sabiam se aproximar de suas amadas. Em &lt;em&gt;Educação Sentimental&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Fórmula do Amor&lt;/em&gt; (esta em parceria com Léo Jaime), os personagens recorrem a filmes e manuais que ensinam as técnicas de sedução. Mas, na hora H, tudo vai por água abaixo. “É sempre a mesma cena, é só te ver no corredor. Esqueço do meu texto, eu fracasso como ator. Só dou vexame, fico olhando pros seus peitos. Escorrego na escada, acho que assim não vai dar jeito”. O de &lt;em&gt;A Fórmula do Amor&lt;/em&gt; é bem mais ensaiado. Ele sabe o gesto exato, sabe como andar. Aprendeu nos livros e filmes, pra um dia usar. Preserva um ar cruel, “de quem sabe o que quer”. Tem tudo planejado pra impressionar: um bom papo, o rosto em contra-luz, a pose exata pra fotografar. Nada! Mais uma vez, dá com os burros n’água e esbarra na própria timidez. “Não posso compreender, não faz nenhum efeito. A minha aparição, será que errei na mão? As coisas são mais fáceis na televisão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais melancólicos e envoltos em dúvidas existenciais, os personagens das músicas de Renato Russo contém um lirismo especial. João Roberto, o garoto mais bonito e popular da escola era o Johnny, que sabia tudo sobre Jannis, Led Zeppellin, Beatles e Rolling Stones. Dono de um Opala metálico azul, era apaixonado por carros, gostava de rachas, era desejado pelas meninas. Mas andava triste, quieto demais, quando decidiu participar de um pega na Curva do Diabo, em Sobradinho. Na Estrada da Morte, Johnny sobra na pista. “Só deu pra ouvir foi aquela explosão e os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão”. O garoto que morreu ainda jovem é o tema de &lt;em&gt;Dezesseis&lt;/em&gt;. Todos chocados, acreditam que Johnny era experiente o bastante pra acabar assim, e acreditam que tudo foi resultado de um coração partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rock dos anos 80/90 retratou um perfil do jovem brasileiro. Depois de anos de Ditadura, vê florescer a democracia. É apolítico, quer se divertir, e termina sendo contaminado pela própria juventude. É a garota free, de Patrícia Travassos, cantada por Dulce Quental, em sua liberdade cor-de-rosa. É o garoto inseguro de Leoni, ainda levando nas costas o arcabouço de responsabilidades cobradas do homem num relacionamento. É Johnny, o “João Roberto maioral” de Renato Russo, escondendo sobre a beleza e a segurança um garoto triste, depressivo. Se fôssemos defini-lo, seria um quadro surreal de Dali, uma mistura. Um jovem com muito mais facetas do que qualquer outro, dos que vieram antes e dos que estão depois. Ainda hoje, enfim, gostaríamos de ouvir, por puro saudosismo, uma escola inteira cantando “Strawberry Fields Forever”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-3925734578407628665?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/3925734578407628665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/grandes-personagens-do-rock-brasil-um.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3925734578407628665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3925734578407628665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/grandes-personagens-do-rock-brasil-um.html' title='Grandes personagens do Rock Brasil - um retrato da &quot;geração perdida&quot;'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-5556398798442606517</id><published>2010-04-13T02:51:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T03:03:34.463-07:00</updated><title type='text'>"Ponto de Mutação" - diálogos da busca ao conhecimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.quebarato.com.br/photos/big/C/A/24CCA_3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.quebarato.com.br/photos/big/C/A/24CCA_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A construção do conhecimento pode seguir caminhos diversos e vertentes heterogêneas, que variam de acordo com a formação e o contexto sócio-cultural no qual o indivíduo está inserido. Discutir questões relacionadas ao mundo implica em trazer à tona clássicos que, há séculos atrás, já travavam discussões sobre as constantes transformações operadas no mesmo. Tais discussões, numa abordagem interdisciplinar, podem relacionar-se com diversas áreas ou enfoques, e seus resultados tendem a condizer com os processos e as histórias pessoas de vida de quem os observa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O filme &lt;em&gt;Ponto de Mutação&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Mindwalk&lt;/em&gt;, 1990), baseado no livro homônimo de Fritjof Capra, e dirigido por Berndt Capra, tem como pano de fundo o diálogo entre uma física nuclear, um poeta e um político americano, ex-candidato a Presidência. O livro tem seu título baseado em um termo do I Ching, a partir do qual o método científico cartesiano é confrontado com outras correntes de pensamento, como a visão sistêmica (pregada como uma teoria da administração), e aplicada a diversas questões presentes na sociedade atual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os três protagonistas vivem situações de vida e têm visões do mundo distintas. O ponto de encontro dos três é um castelo medieval na França, onde ela passa férias com a filha. As duas não conseguem ter uma boa relação, dadas as constantes reminiscências da mãe e a preocupação excessiva dela com questões teóricas, esquecendo o mundo prático. O político e o poeta, por sua vez, são grandes amigos, embora de concepções divergentes, que resolvem deixar o mundo para trás e, por alguns dias, viverem naquele ambiente propício à reflexão. Lá, encontram a física que, decepcionada com a utilidade dada às invenções dela e de sua equipe, refugia-se num mundo paralelo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A partir de um grande relógio, os três constroem juntos um conjunto de considerações acerca do universo. O relógio como metáfora que, para os primeiros grandes intelectuais da Renascença e da Ilustração, levou a uma nova consideração sobre Deus: o grande relojoeiro, arquiteto do universo. O diálogo entre os três, partido de Descartes e sua visão do mundo a partir de dois eixos, chegamos a Newton e dele passamos a Aristóteles e outros pensadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para traçarmos uma melhor visão acerca do filme, partiremos de perguntas e expressões colocadas, a partir da qual é possível traçar uma análise das opiniões construídas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“O homem é uma ilha”. O poeta traz uma visão do homem como um elemento que não pode viver isolado do mundo. Ser uma ilha significa estar à parte do que ocorre no mundo. A “ilha” de cada ser humano deve estar interligado ao “continente”, a sociedade na qual ele está inserido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"O sistema da vida no universo. A essência da vida é a auto-organização”. De acordo com a visão da física nuclear, o universo segue uma lógica própria. O homem, como seu integrante, deve estar conectado com as transformações sofridas nele, seguindo os seus padrões. É esta a auto-organização, que se processa de forma constante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Nossas casas estão cheias de peles mortas”. De forma metafórica, é possível trazer o conceito biológico das “células mortas” para a transformação das ideias. As “peles mortas” poderiam, no caso, significar os conceitos, valores, crenças e ideias que ficam para trás, quando debatemos e criamos novas concepções.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“A dinâmica evolutiva básica não é a adaptação, é a criatividade”. A expressão dá a entender que o dinamismo do mundo em que vivemos faz com que as atitudes criativas – seja em relação à condução pessoal, seja em relação a questões sociais, políticas, econômicas ou ambientais – determinam a necessidade humana de encontrar formas de relacionar-se com o novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Não evoluímos no Planeta, mas com o Planeta”. Como ser integrante do universo, o homem passa a evoluir em conjunto com ele. Sofre alterações que o levam, necessariamente, a conviver com os contextos impostos pelas mudanças universais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No filme, são discutidas questões que permanecem extremamente atuais, como o desgaste ambiental sofrido pelo planeta, a situação político-econômica de alguns países, onde podemos destacar as considerações da física nuclear sobre o Brasil, que destrói suas grandes florestas, consideradas “o pulmão do mundo” numa concepção eurocêntrica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cada um dos personagens do filme pode trazer ensinamentos para a relação do homem com o conhecimento produzido por ele mesmo; e com os mistérios do universo, discutidos seja no campo científico, seja no campo metafísico. Tudo que existe interliga-se de forma direta ou indireta, criando um campo sistêmico, uma “teia” universal de relações. Tal conhecimento pode-se aplicar à produção científica, no ato de relacionarmos, de forma interdisciplinar, os conhecimentos e conceber, a partir desta relação, uma ideia que traga contribuições para a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-5556398798442606517?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/5556398798442606517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/ponto-de-mutacao-dialogos-da-busca-ao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5556398798442606517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/5556398798442606517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/ponto-de-mutacao-dialogos-da-busca-ao.html' title='&quot;Ponto de Mutação&quot; - diálogos da busca ao conhecimento'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-6373885644141867280</id><published>2010-04-11T02:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T07:39:38.442-07:00</updated><title type='text'>Luis Fernando Veríssimo: um gourmet das palavras</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/blogs/outroladodanoticia/files/2009/11/aaaaaaverisssmo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.vermelho.org.br/blogs/outroladodanoticia/files/2009/11/aaaaaaverisssmo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Não sou um gourmet, mas gosto da minha sauce bernaisezinha"&lt;/em&gt;. Quem melhor para retratar os prazeres, os paladares, as indecências, os vícios, os falares, os costumes, os medos e tudo que é de mais rasteiro e mais profundo na psiqué humana que Luis Fernando Veríssimo? Nas palavras de Maria Clara Machado, Luis Fernando é "bom de ouvido", ao perceber nas entrelinhas do quotidiano o insólito, o inesperado. Um estrato sutil e particular da alma humana. Um "gigolô das palavras", como ele mesmo se define.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Filho do magistral nome da literatura brasileira, Érico Veríssimo, Luis Fernando, na juventude, recebeu muitas alcunhas de seu pai, das quais a mais branda era "irresponsável". Sem muito compromisso com estudo, trabalho e a vida em geral, o jovem Veríssimo passava seus dias (e suas noites) tocando saxofone ou se divertindo com os amigos, seja pela boa Porto Alegre, seja em Washigton, San Francisco e Los Angeles, cidades americanas onde passou parte da infância e adolescência, por conta do trabalho do pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Veríssimo é o responsável pela criação de diversos personagens memoráveis, como o Analista de Bagé, a princípio criado para um quadro do humorístico de Jô Soares. Apesar de se considerar "mais ortodoxo que caixa de maizena" e "freudiano barbaridade", o analista já conseguiu revolucionar a psicanálise com suas práticas. Quase sempre cortando as unhas a facão ou curando bicheira, ele recebe seus pacientes e trata de seus problemas com o eficiente método do "joelhaço", o que levava a maioria deles a repensar a importância de suas dúvidas existenciais. O cidadão, que chegava angustiado, achando que a inferioridade, a finitude, etc, eram pior que qualquer coisa, depois de receber o golpe do analista, recebia, também, a pergunta: &lt;em&gt;"É pior que joelhaço?"&lt;/em&gt;. Não era. Rapidamente chegava a cura. Isso, claro, quando o paciente era homem. E quando era mulher? Nesse caso, o analista tinha outro &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;: seu divã transformava-se em uma bela cama...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 354px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.zabazuba.com/wp-content/uploads/2009/04/03-dia-27042009-contos-do-analista-de-baga.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não menos impagável é a Velhinha de Taubaté, considerada "a única no país que ainda acredita no governo". Sempre com uma resposta que justifique as maracutaias, por mais injustificáveis que sejam, a velhinha tornou-se alvo dos cuidados de Deputados e Senadores, sempre preocupados com sua saúde, e considerando-a um verdadeiro patrimônio nacional. A Velhinha achou justificativas para o sobe-e-desce de preços no governo Sarney, para o confisco de poupanças no governo Collor, para o escândalo dos Anões do Orçamento e o suposto suburno de parlamentares para a aprovação da reeleição de FHC. Mas seu coração começou a fraquejar com o "oba-oba" do governo Lula. E, no dia 25 de agosto de 2005, foi anunciado o seu falecimento, diante da televisão, assistindo às últimas notícias sobre o escândalo do mensalão. &lt;em&gt;"Ela morreu na frente da televisão, talvez com o choque de alguma notícia. Mas a polícia mandou os restos do chá que a Velhinha estava tomando com bolinhos de polvilho para exame de laboratório. Pode ter sido suicídio"&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://literal.terra.com.br/verissimo/biobiblio/ostipos/velhinha/imagens/velhinha_img.jpg" border="0" /&gt;Sem dúvidas, uma das mais lembradas obras de Veríssimo são as suas &lt;em&gt;Comédias da Vida Privada&lt;/em&gt;, que chegaram a se tornar série de televisão, exibida no Fantástico. Lá, entramos em contato com o íntimo do cotidiano brasileiro e conhecemos figuras como Regininha (ah, a Regininha...), a russa do Maneco e o marido do Dr. Pompeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://marlenemoura.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/1995AComediadaVidaPrivadadvd_cover.jpg" border="0" /&gt;No campo dos quadrinhos, Veríssimo investiu, também, na crítica. E para que mais críticas do que as ferinas Cobras, personagens das tirinhas homônimas publicadas em jornais, onde estas, que vivem tentando conversar com Deus (às vezes ele responde!) e se deixam levar por discussões como futebol, política, casamento, amor, sexo e devaneios filosóficos e existenciais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 386px; CURSOR: hand; HEIGHT: 115px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jub-yRP0QGI/R1QfCg0ulLI/AAAAAAAAAAw/HF-NhG-QVD4/s1600-R/As+Cobras_03.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apenas, provavelmente, o cotidiano da Família Brasil, onde seus membros estão sempre com problemas financeiros ou tratando de algum assunto do dia-a-dia, sempre de forma bem-humorada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 465px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SjBUFj3jDSY/R1Ap1EQz6ZI/AAAAAAAADGQ/PlprSOWbYwg/s1600-R/sex30_lfv_fambrasil3.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O universo de Veríssimo não se resumem às crônicas e quadrinhos. Também escreveu romances, que unem seu humor refinado ao thriller, como é o caso do clássico &lt;em&gt;O Jardim do Diabo&lt;/em&gt;, publicado em 1987, além de ser autor de uma das obras da coletânea &lt;em&gt;O Clube dos Anjos&lt;/em&gt;, sobre os sete pecados capitais. Adivinha sobre qual ele escreveu? A GULA, claro! Histórias com um tom irônico, ácido e, ao mesmo tempo, sabor de vinho francês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Luis Fernando Veríssimo é bem mais que um gigolô, como ele mesmo se define. É um gourmet das palavras. Aprecia seu sabor, a degusta, sente sua consistência. Conhece suas contradições, indefinições, caprichos. E saber como lidar com elas. &lt;em&gt;"A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que mada"&lt;/em&gt;. Ponto final.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-6373885644141867280?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/6373885644141867280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/luis-fernando-verissimo-um-gourmet-das.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6373885644141867280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6373885644141867280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/luis-fernando-verissimo-um-gourmet-das.html' title='Luis Fernando Veríssimo: um gourmet das palavras'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jub-yRP0QGI/R1QfCg0ulLI/AAAAAAAAAAw/HF-NhG-QVD4/s72-Rc/As+Cobras_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-3914628686870484530</id><published>2010-04-10T08:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T12:14:12.804-07:00</updated><title type='text'>A telenovela brasileira e a redemocratização: a TV que "mostra a cara" do Brasil</title><content type='html'>Estamos em ano de eleições e, num período como esse, nada mais natural do que parar para repensar o Brasil. Ética, capacidade administrativa, sensibilidade social e crescimento são conceitos que voltam à tona todas as vezes em que candidatos lançam-se como a nova receita para um país com tantos problemas. Tudo isso são características comuns nos países democráticos, dentre os quais se incluem o Brasil. Democracia, porém, nem sempre foi uma "palavra de ordem" na política brasileira, e enfrentamos problemas como intervenção, censura, prisão política. A televisão brasileira, nas décadas de 70/80 sofreu constante censura de seus programas. Novelas como &lt;em&gt;Roque Santeiro&lt;/em&gt; chegaram a terem sua transmissão interrompida, graças à interveção do governo federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a redemocratização do país, a mídia começou a encontrar espaços para divulgar suas próprias ideias. E a telenovela, como um dos veículos de maior comunicação às massas, não deixou de retratar a realidade de um Brasil que buscava sua identidade política em ideias que, finalmente, poderiam ganhar palanque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1988, Gilberto Braga e sua equipe entram no ar, no horário nobre da Rede Globo, com &lt;em&gt;Vale Tudo&lt;/em&gt;. No seu mote, o conflito entre uma mãe e uma filha. Mais do mesmo? Não. Por mais janetiana que pudesse parecer, a novela nos mostrava uma abertura onde a voz doce de Gal Costa cantava a irada "Brasil", música de Cazuza, o poeta exagerado. Raquel, a mãe interpretada por Regina Duarte, batia de frente com Maria de Fátima, sua filha amoral vivida por Glória Pires, que lhe abandona em uma cidade pequena e vai embora para o Rio de Janeiro, onde conhece o mal-caráter César (Carlos Alberto Riccelli) e, usando de meios ilícitos, sobe na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 187px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://itvibopedatv.files.wordpress.com/2009/05/vale-tudo3.jpg" border="0" /&gt;Um ano antes das primeiras eleições para presidente em muitos anos, o público debatia se valia a pena ser honesto no Brasil. Marco Aurélio (Reginaldo Faria) era um político corrupto que escapava impune das acusações, e ia embora dando uma banana pro país. Odete Roitmann (Beatriz Segall) era uma ricaça que odiava a terra tupiniquim. Personagens que alegorizavam a decência e a desonestidade se engalfinhavam num folhetim com todos os seus elementos, tornando-se um sucesso de público e de crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, a mesma Rede Globo exibiria duas novelas que apresentariam visões distintas da política brasileira. Era o ano das tão esperadas eleições. Fernando Collor de Mello, amparado pelas elites, entronizava o jovem e vigoroso "caçador de marajás", enquanto Luís Inácio Lula da Silva incorporava o operário que sonhava em chegar ao poder. Nesse contexto, enquanto às 7h da noite, via-se &lt;em&gt;Que Rei Sou Eu?,&lt;/em&gt; às 8h se assistia &lt;em&gt;O Salvador da Pátria&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França capa-e-espada dos romances de Alexandre Dumas foram o pano de fundo para Cassiano Gabus Mendes escrever uma alegoria à política nacional. O rei de Avilan, dois anos antes da Revolução Francesa, morre, deixando o trono vazio. A rainha Valentine, tola e controlada pelo mago e conselheiro da corte, Ravengar, que consegue fazê-la colocar no trono o ignorante mendigo Pichot. Nessa história maluca, que tinha até referência aos Três Mosqueteiros, havia também o filho bastardo do rei Petrus I, de Avilan: o jovem Jean Pierre, que consegue (como bom herói) vencer seus inimigos e assumir o trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://a.imagehost.org/0338/Que_Rei_Sou_EuNacional.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Podemos observar na história claras referências a personagens de nossa política: dos generais militares, controlados pela figura implícita de Golbery do Couto e Silva, aos pseudo-representantes da redemocratização, chegando, enfim, a uma suposta visão do presidenciável Collor, o jovem que, supostamente, seria a chave para o crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Lauro César Muniz escrevia &lt;em&gt;O Salvador da Pátria&lt;/em&gt;. Nessa história, o bóia-fria Sassá Mutema, analfabeto e platonicamente apaixonado por sua professora, Clotilde, torna-se líder entre os seus e entra na política, a princípio como testa-de-ferro. Porém, a história, que previa a ascensão de um operário ao poder incomodou os grandes de Brasília, que viram nela uma clara referência a Lula. A Globo sofreu intervenção e a novela precisou ser modificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 276px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.teledramaturgia.com.br/images/salvlogo.jpg" border="0" /&gt;Sobre o caso, Lauro César contou aos jornalistas André Bernardo e Cintia Lopes, organizadores do livro de entrevistas "A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo", o processo de intervenção e modificação da novela. &lt;em&gt;"A esquerda achava que o personagem fazia referência ao Lula e não gostava disso porque Sassá Mutema era apresentado inicialmente como um paspalho, um homem ingênuo. A direita, por sua vez, achava que, se Sassá evoluísse e assumisse o poder, terminaria por fazer propaganda política para o Lula. Acabei sendo bombardeado pelos dois lados".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, chegou-se a comentar que a novela "elegeria o próximo presidente do Brasil". Este foi o medo, que causou grande reação no meio político. Sobre isso, ele disse: &lt;em&gt;"Aconteceu que eu fui impedido de cumprir a sinopse original, e a novela acabou se reduzindo a uma trama policial"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas do que trataria a novela, afinal? Lauro César também conta, na entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Segundo a sinopse original, o Sassá Mutema seria cooptado para ser candidato a vice-presidente de um candidato com ligações com o narcotráfico. Um cartel da droga ligado a Medellin tinha todo o interesse em estabelecer uma conexão no Brasil para a droga seguir mais facilmente para a Europa. O candidato a presidente, então, seria assassinado e Sassá assumiria o governo, nas mãos do grupo de narcotraficantes. A jogada era essa. Só que, durante o processo, ele toma consciência do que está acontecendo, desmantela o cartel de drogas e se torna um bom governante".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://quemtemmedodolula.files.wordpress.com/2009/03/sassamutema.jpg" border="0" /&gt;Passada a eleição e as intervenções, foi a vez de Gilberto Braga, mais uma vez, falar de política no Brasil. Após o sucesso de sua minissérie sobre a década de 50, &lt;em&gt;Anos Dourados&lt;/em&gt;, de 1987, ele entra em 1992 com &lt;em&gt;Anos Rebeldes&lt;/em&gt;, falando da ditadura militar no país. A minissérie contava, em seus 20 capítulos, a trajetória de jovens que protestavam contra o governo até a democratização, onde uma passeata pedia o impeachment do presidente eleito. À época, muitos consideraram que a minissérie de Braga teria incitado os jovens a formarem o movimento "cara-pintada", que viria a pedir o impechament do presidente Collor no mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://mundodobemmundocorrupto.files.wordpress.com/2008/12/collor2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Teria, enfim, a televisão, uma função de moderadora política, ou de formadora de opinião pública neste sentido? A resposta é: sim e não. Sim, deve ajudar a conscientizar a população sobre sua função como eleitor, mas jamais induzi-lo. A função da TV é trazer subsídios para a reflexão e a construção das próprias ideias. Mas cabe às pessoas tomarem suas próprias decisões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-3914628686870484530?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/3914628686870484530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/telenovela-brasileira-e.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3914628686870484530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/3914628686870484530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/telenovela-brasileira-e.html' title='A telenovela brasileira e a redemocratização: a TV que &quot;mostra a cara&quot; do Brasil'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-1952382548703259670</id><published>2010-04-01T15:11:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T18:10:09.450-07:00</updated><title type='text'>Narrativas - formas de se contar a História</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.mauavirtual.com.br/_imgfilmes/deualoucanachapeuzinho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 336px; height: 500px; text-align: center;" alt="" src="http://www.mauavirtual.com.br/_imgfilmes/deualoucanachapeuzinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um belo dia, Chapeuzinho Vermelho saiu de sua casa para levar doces à sua vovó. No meio do caminho, encontra um lobo mau, que rouba a cesta de doces. É então que um lenhador ouve os gritos de socorro e resolve aparecer para ver o que está acontecendo. Nessa confusão, a cesta de doces da vovó desaparece, e todos - Chapeuzinho, Vovó, Lobo e Lenhador - são suspeitos. Cada um, então, deverá contar a sua versão para essa história. Esse é o enredo do filme "Deu a Louca na Chapeuzinho".&lt;br /&gt;Este filme tem uma relação íntima com a História. Sim, a com a "h" maiúsculo. "O que as duas coisas podem ter a ver", você deve estar se perguntando. A resposta é... TUDO! No filme, cada um dos personagens deve contar a sua versão para os fatos. Dessa forma, uma mesma história ganha contornos diferentes a partir do ponto de vista de cada um de seus narradores.&lt;br /&gt;"Ponto de vista é a vista a partir de um ponto". Prolixo? Não. A narrativa, presente dentro da história, visa abordar os diversos pontos de vista a partir de um mesmo fato para buscar explicá-lo. Pode-se contar a história da chegada dos portugueses ao Brasil do ponto de vista dos portugueses (dominadores) ou dos índios (dominados). A Idade Média pode ser vista pelo nobre, pelo camponês ou pelo clérigo, cada um esboçando um olhar sobre o período. E assim podemos aplicar a todo e qualquer período histórico. Outro exemplo? Lá vai:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 300px; height: 388px; text-align: center;" alt="" src="http://elts.files.wordpress.com/2007/11/narradores1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A construção de uma barragem vai ser o motivo da destruição da pequena localidade de Javé, no Nordeste do Brasil. A destruição, a princípio inevitável, pode ser revista se o povoado conseguir registrar sua história de modo "científico". Para isso, a população chama Antônio Biá, um malandro que entende de letras, e que começa a ouvir as diversas versões do povo a respeito da história da cidade. Descobrimos assim personagens como Indalésio e Maria Dina, dentre outros expoentes do povo javeense. Mas tem um probleminha... Cada um daqueles que conta a história da cidade, "puxa a brasa pra sardinha" de um antepassado seu. E aí começa a confusão, afinal, o que aconteceu de verdade? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No filme "Narradores de Javé", mais uma vez, a narrativa entra em cena, e mostra que a história pode ser vista a partir de diversas perspectivas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-1952382548703259670?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/1952382548703259670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/narrativas-formas-de-se-contar-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1952382548703259670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/1952382548703259670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/04/narrativas-formas-de-se-contar-historia.html' title='Narrativas - formas de se contar a História'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-7657474878967751456</id><published>2010-03-31T08:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T08:13:49.300-07:00</updated><title type='text'>BBB 10 - A vitória da segunda chance</title><content type='html'>&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,39098969-FMM,00.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 366px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,39098969-FMM,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante três meses, o público assistiu atentamente a mais uma temporada da dramaturgia da vida real. O Big Brother Brasil, em sua comemorativa edição de número 10, entrava prometendo muito. De fato, trouxe o mais plural de todos os grupos para o programa: apostou na diversidade sexual ao colocar três gays – um jovem, um experiente drag queen e uma bela lésbica – e na mais nova categoria de fama do século XXI – as celebridades da Internet. Além disso, continha a rodriguiana policial que gostava de apanhar, a empáfia da doutora em lingüística e os outros tipos de costume: a gostosa, o saradão, o galã, a comportada, a dançarina. Enfim, uma edição com todos os elementos que o público quer para adotar um candidato e correr com ele até o fim. Correto? Errado! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O BBB 10 transformou-se, sim, num grande sucesso de público e de crítica. Sociologicamente, trouxe dois elementos que serviam de alegorias para as diversas formas de agrupamentos sociais: duas casas – uma pobre, o Puxadinho, e uma rica, a Casa Luxo – e cinco tribos, entre as quais os participantes foram divididos, a saber – Cabeças, Ligados, Sarados, Belos e Coloridos. Estereótipos? Sim. Mas lidamos com uma sociedade ainda pouco intelectualizada, algum didatismo ainda é necessário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A princípio, o público quis ver em figuras que representavam alguns dos estereótipos criados pelo programa para validar sua torcida: a paranaense Tessália, rainha do Twitter, e Serginho, o famoso virtualmente Dr. Orgastic e ainda por cima gay (sim, ele pertencia a dois estereótipos ao mesmo tempo) ganharam, nos primeiros dias, a boca do povo. Tessália, com sua cara de anjo, parecia ser a musa da edição. Serginho, homossexual e celebridade da Internet, mesmo pertencendo a duas classes, caracterizou-se mesmo diante do público por seu jeito moleque, brincalhão, quase infantil de ser. Uma certa “síndrome de Peter Pan” transformaram Serginho no menino que não cresceu e sabe voar. Quer aprender? Quer voar? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas foi a entrada de dois participantes que já haviam estado na casa do BBB que causou a maior polêmica e que, ironicamente, decidiria os futuros de uma edição única. Na primeira prova de resistência, definiu-se qual de cinco ex-BBBs entraria na casa, tornar-se-ia o primeiro líder e ainda escolheria outro ex-participante, do sexo oposto, para entrar consigo. A ex-miss Joseane, do BBB 3, levou a melhor e convidou o lutador Marcelo Dourado, do BBB 4, para entrar na casa. Repetentes? Pós-graduandos? O certo é que o público não recebeu nada bem a entrada de ex-BBBs, que já haviam tido sua chance, concorrendo com novos participantes. Nem o público, nem os participantes, que já montavam suas estratégias para eliminá-los. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Joseane, de fato, saiu na primeira semana. Mas quis a sorte que Marcelo Dourado permanecesse, ainda sob forte rejeição popular no programa. Fora imunidades ganhadas casualmente que fizeram com que ele chegasse até a terceira semana e virasse o jogo. Sozinho, isolado da casa, Dourado buscou auxílio aos únicos que lhe estenderam a mão: a dançarina Lia e o personal-trainer Cadu. Mas não foram as únicas pessoas que viram Dourado além do chato de galocha que nem ali deveria estar: Dicésar, o famoso travesti Dimmy Kieer da noite paulista, viu na postura marrenta, até grosseira, de Dourado, elementos de homofobia. E tome críticas na piscina, tome sussurro no ouvido de cada brother, tome tentativas fracassadas de aproximação entre Dimmy e Dourado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O jogo virou. As amizades se desfizeram, e os antigos favoritos do público perderam sua força popular. Tessália foi eliminada com alta rejeição. Serginho apagou-se, anulou sua antiga alegria. Lia, a princípio o elo mais fraco da primeira “parceiragem” que se formava, fortaleceu-se. Defendeu seus ideais, brigou com vários participantes, e ganhou pontos ao enfrentar a empáfia de Lena. Ganhou mais pontos ainda numa emocionante prova do líder, onde passou quase 19 horas numa casinha de madeira, vencendo Lena, sua opositora. Enquanto isso, Cadu, o “bobo e forte”, começa a tornar-se conselheiro de alguns participantes, Angélica, a lésbica Morango, desenvolve uma paixonite pela belíssima (em caixa alta, negrito, fonte 72) Cláudia, a Cacau, namorada do vazio bonitão Eliéser. Michel, o “judeu taradão”, dono de um site de pornografia, perdeu a namorada aqui fora, e decepcionou sua família, ao ter um affair com Tessália. A casa dividia-se a cada dia, entrava em pé-de-guerra, e enquanto alguns participantes participavam de seus jogos individuais, todos viviam um grande jogo grupão. E dá-lhe a oposição Casa Luxo versus Puxadinho! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em todo esse contexto, Fernanda, a singela dentista loirinha, teimava em afastar-se dos holofotes. Anamara, a policial que subia pelas paredes, gritava e gralhava pela casa. Ana Marcela permanecia uma figura sem-sal. Alex, entronizando o “deus da justiça”, insistia numa postura de caçador de “ratos covardes”. Uilliam, com seus discursos cansativos e vazios, esperava uma oportunidade feliz de o público eliminá-lo. Nas brigas e divisões da casa, Dourado transformou-se em um elemento importante. Amado por muitos, odiado por muitos outros, defendeu suas posições. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O jogo afunilava-se, bem como os relacionamentos. Uma nova rede de amizades formou-se: Dourado aliou-se a Lia e Cadu, que aliaram-se a Fernanda. Anamara, dissidente do Puxadinho, assumiu o jogo junto com os quatro. Eliminaram, sistematicamente, todos os inimigos: Alex, Uilliam, Lena, Eliéser, Cacau, Angélica, Michel... e eu esqueci alguém? Ah, sim! Serginho pulava de um lado pro outro e Dicésar, com sua “vizinhança de boa camaradagem”, teimava em não ficar de mal com ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os últimos capítulos emocionaram. Dicésar e Dourado enfrentaram-se inúmeras vezes. Trocaram acusações. “Sem fé!”, de Dicésar para Dourado. “Falso!”, de Dourado para Dicésar. “Seja homem, apesar de ser veado”, enunciou um Dourado que acirrava ainda mais o ódio de uma parcela do público, enquanto ganhava um novo grupo de fãs, a temida “Máfia Dourada”. Lia chorava, brigava, gritava. Também vestiu a batina de justiceira, enquanto Cadu “dava remédio aos feridos”. Fernanda, em seu jogo tranquilo, transformou-se com o recebimento de uma carta, onde sua família dava-lhe uma diga sutil de que estava SOLTEIRA. CAPS LOCK! A doce Fernanda transforma-se em Fefê Caps Lock, sensual, intensa. Mostra seu diabinho. A mesma transforma-se em Ferdinanda, apaixonada, caliente... chegando inclusive a quase transformar um gay em hétero. Vai, Serginho! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A grande final reuniu Cadu, Dourado e Fernanda. Mas estava escrito, maktub. Os planos do Criador e, acreditam muitos, os de Boninho, apontavam a vitória do repetente Dourado. Não, não acredito na manipulação dos resultados. Do público talvez, de sua vontade, através das edições estruturadas. Mas o mesmo Dourado que a edição promoveu, também foi execrado por ela, transformado, também, em um elemento nocivo. O público fez a sua escolha. Escolheu um lado, o lado de Dourado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A vitória que lhe foi devida serve, pelo menos, para levar o Brasil a pensar em seus heróis, ou anti-heróis. Precisamos deles, ainda. Ainda somos carentes de figuras, de exemplos. Dourado é o anti-exemplo, é o nosso “voto de protesto”. Mas construiu sua vitória com a própria raça. Apostou nas próprias escolhas. Agarrou sua segunda chance com unhas e dentes, e mergulhou naquilo que poderia ser sua guilhotina, e que foi seu trampolim para a vitória. Dourado, apesar das informações descabidas, de uma postura machista, de seus preconceitos, nos ensinou a acreditar nos nossos propósitos. E isto, é fato, dificilmente alguém poderá ensinar tanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-7657474878967751456?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/7657474878967751456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/03/bbb-10-vitoria-da-segunda-chance.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7657474878967751456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/7657474878967751456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/03/bbb-10-vitoria-da-segunda-chance.html' title='BBB 10 - A vitória da segunda chance'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-712362625801873831</id><published>2010-02-20T03:05:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T10:29:33.433-08:00</updated><title type='text'>Os 10 maiores vilões da história do cinema</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Boas histórias se fazem, também, com grandes vilões. Os antagonistas são condutores de ações e movimentam uma narrativa, seja ela em livros, novelas ou no cinema. Como característica essencial, o "bom" vilão deve ser, também, carismático. Um charme deve estar presente em suas vilanias, e, melhor ainda, um ar de segurança ao executá-las. Na ficção, encontramos dos mais variados tipos de vilões: os com ar blasé, os tresloucados, os cômicos, os caricatos, os psicóticos, os que praticamente vêm com uma placa escrita "VILÃO" no meio da testa ou, então, aqueles que jamais imaginaríamos que escondem uma personalidade nefasta dentro de si.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No cinema, o bom vilão é aquele que rouba a cena e, muitas vezes, torna-se mais conhecido até mesmo que o mocinho. Listamos, abaixo, dez dentre os maiores vilões da história do cinema. Confira, e cuidado com o veneno!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;10º lugar - Dr. No (&lt;em&gt;007 Contra o Satânico Dr. No&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator:&lt;/strong&gt; Joseph Wiseman&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 1962&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.cinemaretro.com/uploads/DRNOCU1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;O "satânico" Dr. No foi o primeiríssimo vilão da série 007. Baseado no livro "Dr. No", de Ian Fleming, nesta história, o agente secreto da inteligência britânica, James Bond (Sean Connery) luta contra a terrível mente criminosa por trás da SPECTRE, uma rede terrorista equipada com tecnologia de ponta (para a época). Lá, no esconderijo secreto do Dr. No, Bond é aprisionado, não sem antes torturar o arquivilão com seu inteligente humor britânico. O fim do cientista maluco, como de todos os vilões de filme do gênero, é a morte trágica, como vítima de uma de suas próprias invenções: um lançador de rockets que, boicotado por Bond, lança o próprio Dr. No num tanque radiotivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;9º lugar - Henry Evans (&lt;em&gt;Anjo Malvado&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator:&lt;/strong&gt; Macaulay Culkin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 1994&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/foto/0,,21459412-EX,00.jpg" border="0" /&gt; Quem desconfiaria da cara de anjo desse garoto órfão, que vai morar com os parentes? Um bom menino, que convence a todos, menos ao primo Mark (Elijah Wood), o primeiro a descobrir sua índole má, mentirosa e até homicida. Causando mortes misteriosas na família, Henry comete "crimes perfeitos", sem deixar pistas. Ainda por cima, deixa sugestões de que o primo, Mark, seja o verdadeiro culpado. Um jovem psicopata que arma o maior dos golpes: matar a mãe de Mark, que tenta impedi-lo de todas as formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;8º lugar - Cruela DeVil (&lt;em&gt;101 Dálmatas&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Atriz&lt;/strong&gt;: Gleen Close&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 1996&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.blogdequalidade.blogger.com.br/cruela2.jpg" border="0" /&gt; A vida dos 101 dálmatas do casal Roger e Anita não é nada tranquila com a presença constante da tresloucada estilista Cruela DeVil, que sonha em transformar cachorrinhos em casacos de pele. A vilã de desenho animado se transforma em vilã live-action na pele de Gleen Close. Mais caricata que nunca, Cruela usa de todas as artimanhas para capturar os dálmatas, com a ajuda de seus fieis capangas Jasper e Horácio. O visual de Gleen no filme a deixa mais inesquecível ainda: seu cabelo dividido entre preto e branco, e suas roupas igualmente separadas em duas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;7º lugar - Tom Ripley (&lt;em&gt;O Talentoso Ripley&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator:&lt;/strong&gt; Math Damon&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 1999&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://sgnewwave.com/main/wp-content/uploads/2010/01/ripley.jpg" border="0" /&gt;Baseado no personagem de Patricia Highsmith, o talentoso Tom Ripley tem a capacidade de exercer fascínio sobre as pessoas. Imita com perfeição vozes, assinaturas, as mais detalhadas características das pessoas. Seu dom de convencer faz-lhe ganhar a amizade do jovem Dickie (Jude Law), um playboy, filho do empresário Herbert Greenleaf (James Headhorn). Ganhando a confiança do pai, Tom torna-se cada vez mais íntimo dessa família, da qual tira mais proveito, dia após dia. Tudo não passa de um plano: matar Dickie e assumir sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;6º lugar - Miranda Priestly (&lt;em&gt;O Diabo Veste Prada&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Atriz:&lt;/strong&gt; Maryl Streep&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2006&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 354px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://guerradepipoca.files.wordpress.com/2009/10/prada4.jpg" border="0" /&gt;Miranda Priestly é a editora-chefe da Runway Magazine, uma das mais famosas revistas de moda norte-americanas. Chique, blasé e autoritária, ela consegue transformar em um inferno a vida de Andy Sanchs (Anne Heathway), sua nova sub-secretária, dando-lhe tarefas impossíveis. No ambiente da moda, Miranda é respeitada como uma rainha, embora seu invólucro diabólico esconda uma pessoa com (alguns) sentimentos. O &lt;em&gt;bestseller&lt;/em&gt; homônimo de Lauren Weisberger serviu de base para esta personagem, vivida magistralmente por Meryl Streep, e que inspirou diversas outras vilãs, inclusive na dramaturgia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;5º lugar - Norman Bates (&lt;em&gt;Psicose&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator:&lt;/strong&gt; Anthony Perkis&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 1960&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 352px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://media.collegepublisher.com/media/paper281/stills/vrc9d6cv.jpg" border="0" /&gt;Clássico do diretor Alfred Hitchcock, &lt;em&gt;Psicose&lt;/em&gt; marcou o cinema com a cena clássica onde a amoral secretária Marion (Janet Leigh), que acabara de dar um desfalque na imobiliária em que trabalha, é esfaqueada, durante o banho, pelo atormentado Norman Bates. Norman é um rapaz estranho, tímido e dominado pela mãe. O típico personagem masculino de Hitchcock torna-se um dos mais psicóticos vilões da história do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;4º lugar - Duende Verde/Norman Osborne (&lt;em&gt;Homem-Aranha&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator&lt;/strong&gt;: Willem Dafoe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 2002&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://dark-alchemist.flogbrasil.terra.com.br/1095966151.jpg" border="0" /&gt;  &lt;div&gt;A estreia cinematográfica do bluckbustter &lt;em&gt;Homem-Aranha&lt;/em&gt;, dirigido por Sam Raimi, traz também o maior arqui-rival deste personagem dos quadrinhos de Stan Lee: o Duende-Verde. Alter-ego do empresário Norman Osborne, o Duende age como sua segunda personalidade, seu lado mau. Com sua armadura (que diferencia o traje característico das histórias em quadrinhos), o Duende morre, no final do filme, vítima de seu próprio veículo. Mas o "espírito" vilanesco continuaria vagando e, em filmes seguintes, encarnaria no próprio filho de Norman, Harry Osborne.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;3º lugar - Hannibal (&lt;em&gt;O Silêncio dos Inocentes&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator&lt;/strong&gt;: Anthony Hopkins&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 1991&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 353px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.icicom.up.pt/blog/take2/hannibal.jpg" border="0" /&gt;Por trás da figura serena do ex-psiquiatra Hannibal Lecter existe um assassino frio e canibal. Condenado ao corredor da morte, Hannibal serve de modelo para traçar o perfil psicológico de um psicopata perseguido pela investigadora Clarice Starlling (Jodie Foster). Envolvido na busca por um serial killer, Hannibal consegue armar uma fuga espetacular da prisão, dando vazão para a filmagem da continuação deste filme. A sequência &lt;em&gt;Hannibal&lt;/em&gt;, de 2001, porém, não alcançou o mesmo êxito do filme original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;2º lugar - Coringa (&lt;em&gt;Batman - O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator:&lt;/strong&gt; Heath Ledger&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 347px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://brigadeiragem.files.wordpress.com/2009/03/113529coringa__ledger.jpg" border="0" /&gt;"Um palhaço psicopata, assassino em série, esquizofrênico, rude, cruel, sarcástico e com zero em empatia". Essa foi a definição do diretor Cristopher Nolan ao Coringa que seria interpretado por Heath Ledger em &lt;em&gt;Batman - O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;, a sequência do sucesso &lt;em&gt;Batman Begins&lt;/em&gt;. Indicado a 8 Oscar, incluindo o prêmio póstumo a melhor ator coadjuvande a Ledger (que morreu pouco depois às gravações do filme), esta película mostra, talvez, a mais sombria visão da história do Homem-Morcego. Este Coringa, diferente do interpretado por Jack Nicholson em 1989, nada tem de cômico. Sua maquiagem é borrada e sua figura dá medo. A melhor sequência é, sem dúvida, onde ele, vestido de enfermeira, aciona a explosão de um hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;1º lugar - Darth Vader (&lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ator:&lt;/strong&gt; David Prowse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 1977-1983&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://scienceblogs.com/startswithabang/upload/2009/07/weekend_diversion_i_am_alterin/darth-vader.jpg" border="0" /&gt;O mais conhecido e aclamado vilão da história do cinema é o grande protagonista da saga &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt;, do diretor George Lucas. Desenvolvida em nada menos que seis filmes (!), onde busca contar a história do menino Anakin Skywalker e sua relação com o "lado negro da força". Órfão e criado pelo cavaleiro jedi Obi-Wan Kenobi, Anakin é treinado para ser um guerreiro do bem. Iludido que, juntando-se ao lado negro da força, salvaria sua esposa Padméia, o jovem rapaz começa a ser treinado por Darth Sidious, que se escondia por trás da figura do chanceler Palpatine. Totalmente corrompido, Anakin torna-se Darth Vader e, nos filmes, seguintes, lidera o Império, que tenta conquistar grande parte da Galáxia. Nesta luta, encontra um empecilho na Princesa Leia, lider da Aliança Rebelde. Sob comando da Estrela da Morte, arma de guerra do Império, Darth Vader trava uma batalha sem precedentes, onde termina debatendo-se contra seu próprio filho: Luke Skylwalker. Numa das mais célebres falas do cinema, revela ao rapaz toda a verdade: "Luke, eu sou seu pai".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-712362625801873831?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/712362625801873831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/02/os-10-maiores-viloes-da-historia-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/712362625801873831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/712362625801873831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/02/os-10-maiores-viloes-da-historia-do.html' title='Os 10 maiores vilões da história do cinema'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-4947804461856844208</id><published>2010-02-17T07:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T10:42:22.000-08:00</updated><title type='text'>Musicais adolescentes: dos "Embalos de sábado à noite" ao "High School Musical"</title><content type='html'>Como gênero cinematográfico, o musical costuma atrair públicos bastante específicos (para não dizer um público elitista) aos cinemas. Derivado do teatro musical, onde se destaca a Broadway, palco de super-produções americanas nesse gênero, ele variou dos filmes estrelados por Ginger Rogers, Gene Kelly e Fred Astaire até os clássicos protagonizados pelo showman Elvis Presley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o gênero musical no cinema começou a atrair o público jovem com um filme que foi um marco em termos de figurino e, claro, trilha sonora. &lt;em&gt;Saturday Night Fever&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Os Embalos de Sábado à Noite&lt;/em&gt;), de 1977, trouxe John Travolta às telonas, lançando-lhe numa carreira meteórica. Os passos de Travolta e Karen Lynn Gorney, ao som de Bee Gees, fizeram história, e tornaram a discoteca uma febre mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, Travolta protagonizaria um novo musical, tão ou mais marcante quanto o primeiro: o simpático &lt;em&gt;Grease - Nos Tempos da Brilhantina&lt;/em&gt;, onde se usou e abusou dos clichês dos anos 50. Uma das trilhas sonoras mais vendidas do mundo, &lt;em&gt;Grease&lt;/em&gt; não mostrou apenas um Travolta desenvolto com os passos, mas com uma voz invejável, ao lado da lindíssima (em caixa alta, fonte 72 e repetido mil vezes) e adorável Olivia Newton-John. Numa escola com gangs, separação entre meninos e meninas, rachas, jogos de basquete, líderes de torcida e outros elementos, viamos (e ouvíamos) músicas intermináveis cantadas pelos protagonistas e por um dos conjuntos de coadjuvantes mais bem escolhidos da história. E quem está reclamando? O filme é "fofo", colorido e açucarado do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 406px; CURSOR: hand; HEIGHT: 416px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.waynealton.myfreeola.com/images/logos/grease.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, foi a vez de John Savage viver um clássico dos palcos da Broadway nas telonas. &lt;em&gt;Hair&lt;/em&gt; contava a história de um jovem que se alista para ir à Guerra do Vietnã, mas passa a ter contato com um grupo de hippies e ver a vida de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e os musicais perderam força entre os jovens. Os adolescentes de meados dos anos 70 tornaram-se adultos de meia-idade nos anos 2000, e guardavam na memória a saudade dos inesquecíveis "tempos da brilhantina" e dos "embalos de sábado à noite". E que sábados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, em 2006, a Disney lança o musical &lt;em&gt;High School Musical&lt;/em&gt;, trazendo de volta a febre pelos "filmes com música". E impulsiona o lançamento frenético de CDs e DVDs com a trilha sonora. Dessa vez, o casal (que se tornou casal na realidade) Zac Efron e Vanessa Hudgens são a bola da vez, com seus passos bem ensaiados e suas vozes coincidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://coresepaginas.files.wordpress.com/2009/04/highschoolmusical_jewel.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do tempo, os musicais conquistaram públicos distintos. Agora, é esperar para ver o que o cinema (e os palcos) nos trazem nos próximos anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-4947804461856844208?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/4947804461856844208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/02/musicais-adolescentes-dos-embalos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4947804461856844208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/4947804461856844208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/02/musicais-adolescentes-dos-embalos-de.html' title='Musicais adolescentes: dos &quot;Embalos de sábado à noite&quot; ao &quot;High School Musical&quot;'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-6779391817174478014</id><published>2010-02-15T05:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T10:45:43.761-08:00</updated><title type='text'>A televisão e os desmandos do IBOPE</title><content type='html'>Como instituições com fins lucrativos, todas as redes de televisão prezam por obterem índices considerados satisfatórios de audiência. Um programa bem assistido implica em mais pessoas vendo os anúncios comerciais dos intervalos, o que traz mais anúncios, cujos espaços são vendidos mais caros pelas emissoras que, por sua vez, lucram mais, etc, etc... Em resumo, todos querem estar bem na fita do IBOPE. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há algumas décadas atrás, a medição de audiência era feita através de pesquisas de rua, onde pessoas eram entrevistadas e indagadas sobre qual programa estavam assistindo em um horário tal. Com dados individuais e pesquisas quem não eram realizadas todos os dias, não eram incomum que novelas nos horários das 18h ou 19h alcancassem 50 pontos de audiência. Médias do IBOPE no horário nobre, quase todos os dias atingiam 60, 70 pontos de média. Algumas chegavam mesmo a alcançar 80 pontos. Por duas vezes, novelas da Rede Globo bateram o recorde de 100% de audiência: foi o caso da primeira versão de &lt;em&gt;Selva de Pedra&lt;/em&gt; (1972), quando a protagonista Simone (Regina Duarte) revelava o grande segredo da trama, e do último capítulo de &lt;em&gt;Roque Santeiro&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/76165post_foto.jpg" border="0" /&gt; Hoje, a medição é feito através de aparelhos que rastreiam as mudanças de canal em aparelhos de TV selecionados em várias cidades do país - e não mais por pessoa na rua, como antes. E o que se observa é uma queda constante nos números, queda esta que se acentua com o passar dos anos. A novela das 20h, principal atração da Rede Globo, que antes atingia os índices supracitados, hoje mal chega aos 40 pontos. Aliás, a própria expectativa de audiência da emissora vem diminuindo com o passar do tempo: de 50 pontos há 15 anos atrás para 45 até o início de 2007, chegando a esperar apenas 40 pontos de média mínima no horário para que sua novela seja considerada um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que esta fria análise de números significa? Que a Rede Globo não é mais a mesma, e que vem perdendo espaço para a concorrência? Que isto é resultado das mudanças de critério de medição? Ou mesmo que a televisão como um todo tem perdido espaço na vida das pessoas, dando lugar a novas mídias, como a Internet?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todas as respostas podem ser consideradas corretas. O controle remoto chegou para ser o maior pesadelo das consideradas "campeãs de audiência". Na verdade, já faz algum tempo que a Rede Globo não é mais o único reduto de qualidade na televisão brasileira. Obviamente, essa qualidade vem sendo mantida, e crescendo a cada dia. Mas a única, não mais. Outras emissoras conseguem fazer novelas, programas de auditório, reality-shows e programas de variedade cuja qualidade, pelo menos, almeja o "Q" global.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em relação aos critérios, sim, a sua mudança afeta a medição. O volume de números no IBOPE, que impressionavam, hoje são bastante relativos. Não é possível comparar uma medição que considera pessoas individualmente àquela que leva em conta número de televisores ligados. E esta mesma se tornou bem mais rigorosa: hoje, 1 ponto no IBOPE equivale a 60 mil televisores ligados na Grande São Paulo, quando eram cerca de 55 mil há alguns anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por fim, a televisão digital, a TV a cabo e a Internet têm ocupado espaços onde antes a TV aberta era senhora absoluta. O público, mais exigente que nunca, busca a liberdade de escolha, e, muitas vezes, a especificidade de canais que lhe oferecem uma gama enorme de opções em relação a um tipo específico de produto (filmes, por exemplo).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mesmo assim, ainda vivemos a guerra das emissoras pela busca de números. A Rede Globo amarga baixos índices com suas atrações às 19h e 21h. A novela &lt;em&gt;Viver a Vida&lt;/em&gt;, de Manoel Carlos, há muito está longe dos tão esperados 40 pontos, e os motivos podem ser vistos de longe por qualquer leigo. Já &lt;em&gt;Tempos Modernos&lt;/em&gt;, a "atração cult" das 19h, é um porre de se ver, em seus momentos de populacho profundo e mal-elaborado. Em contrapartida, a ótima &lt;em&gt;Cama de Gato&lt;/em&gt; segura as pontas às 18h, enquanto a toda-poderosa global tira do forno sua cavalaria: o esperado remake de &lt;em&gt;Ti ti ti&lt;/em&gt; e a mais esperada ainda &lt;em&gt;Passione&lt;/em&gt;, suspense/drama/comédia de Sílvio de Abreu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_m9U6a4K7XQs/SkGC3ribpBI/AAAAAAAAB4Q/fpbCpzY9S2E/s400/Viver+a+Vida+-+03.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na concorrência, porém, o clima não é de festa. Apesar do matinal &lt;em&gt;Hoje em Dia&lt;/em&gt;, da Record, disputar ponto a ponto com o cansativo programa de Ana Maria Braga (mais o quê?), a emissora da Barra Funda que almeja ser 1º lugar tem perdido espaço pro SBT de Sílvio Santos, já visto por muitos como morto e enterrado no IBOPE. A estaca final foi o horroroso resultado do reality &lt;em&gt;A Fazenda,&lt;/em&gt; que nem de longe pode se comparar ao super-sônico &lt;em&gt;Big Brother Brasil 10&lt;/em&gt;. Já Sílvio Santos, o franco-atirador, tirou do pensamento essa de superar a emissora dos Marinho, e se contenta em liderar "a TV mais feliz do Brasil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 371px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.abril.com.br/blog/a-fazenda/files/2010/02/karina-vende-fazenda550.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Felicidade é algo que varia de pessoa pra pessoa (ou de TV para TV). O que dá pra concluir, apesar do grande baque que a audiência vem sofrendo, é que ainda é preciso comer muito feijão-com-arroz para desbancar o 1º lugar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-6779391817174478014?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/6779391817174478014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/02/televisao-e-os-desmandos-do-ibope.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6779391817174478014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6091914047186147535/posts/default/6779391817174478014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/02/televisao-e-os-desmandos-do-ibope.html' title='A televisão e os desmandos do IBOPE'/><author><name>Fábio Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16611406358209055196</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5esFkA-jZkM/TTC7VfMvcgI/AAAAAAAAAB8/HMbIYf0_bLU/S220/P1010007.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m9U6a4K7XQs/SkGC3ribpBI/AAAAAAAAB4Q/fpbCpzY9S2E/s72-c/Viver+a+Vida+-+03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6091914047186147535.post-3756265346994840163</id><published>2010-02-12T01:15:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T02:10:30.134-08:00</updated><title type='text'>A alegoria sócio-política na literatura contemporânea</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_axQE3eyHyjQ/SxGh8ie_niI/AAAAAAAAAPk/uU84DW83kyI/erico-verissimo%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; CURSOR: hand; HEIGHT: 490px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/_axQE3eyHyjQ/SxGh8ie_niI/AAAAAAAAAPk/uU84DW83kyI/erico-verissimo%5B5%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 390px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_i7cZcYz-gfI/SS1KWUH-oXI/AAAAAAAAIrU/ZAQhprvujfo/s400/jose+saramago.bmp" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A busca por estabelecer um retrato da sociedade, na literatura, implica em vertentes diversas, que podem ser utilizadas pelos autores. Alguns procuram escrever histórias-verdade, quase uma documentação, reportagem, abordagem supra-realista dos fatos, narrando fidedignamente os acontecimentos e trazendo em seu bojo uma crítica social estampada, quase panfletária; outros, no entanto, recorrem a metáforas as mais diversas para lançar este olhar crítico, arguto, escarnecendo dos problemas da população, dos desmandos políticos, sob um véu anárquico, satírico. Assim nascem as alegorias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nesse texto, me ocorreu trazer duas abordagens da literatura contemporânea para retratar esta tendência literária das alegorias sociais e políticas. Em ambas, a arma é o realismo fantástico: os autores procuram no absurdo mostrar aquilo que há de mais claro, de mais real. Para isso, nossos pontos de análise serão duas obras que desnudam a realidade partindo de um ponto comum: a morte. &lt;em&gt;Incidente em Antares&lt;/em&gt;, do brasileiro Érico Veríssimo, e &lt;em&gt;As Intermitências da Morte&lt;/em&gt;, do português José Saramago.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Veríssimo, escritor gaúcho, famoso pela trilogia épica &lt;em&gt;O Tempo e o Vento&lt;/em&gt;, escreveu seu último romance em 1971, auge da ditadura militar no Brasil. Este, justamente, trazia em seu conteúdo uma visão surreal de uma cidade em pé-de-guerra político. Em 1963, Antares, o palco das ações central da trama, vive a disputa política entre as famílias Campolargo e Vacariano, dois grupos tradicionais que engalfinham-se pelo poder na região, mas unem-se contra um "inimigo" comum: o comunismo. Porém, um fato no mínimo curioso ocorre na cidade: sete pessoas morrem mas não são enterradas, devido a uma greve de coveiros. Os mortos, impedindos de "descansar em paz", passam a vagar pela cidade, vasculhando a intimidade de pessoas próximas. Tudo isso com a prerrogativa de estarem mortos e, por isso, não sofrerem qualquer tipo de represália.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saramago, Prêmio Nobel de Literatura, percorreu os mais diversos caminhos no âmbito da ficção, chegando, em 2005, às &lt;em&gt;Intermitências da Morte&lt;/em&gt;. "No dia seguinte ninguém morreu", inicia, assim, sua narrativa, onde divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido da vida (ou a falta de). Em resumo, o enredo conta a história de um país fictício em que, no dia 1º de janeiro, a Morte negara-se a continuar seu "trabalho". A partir de então, encontramos uma visão do que seria um mundo sem a morte. Os paradoxos de uma sociedade que foi feito, em suma, para renovar-se constantemente, e que, muito em breve, sofreria com o inchaço, dado que ninguém mais morreria. No sétimo capítulo da obra, a Morte envia uma carta à televisão, onde anuncia seu retorno, mas impõe novas regras a ela, sendo uma delas o aviso prévio de morte, que seria dado a todas as pessoas. A humanização da Morte acontece no fim do livro, onde a carta enviada é entregue de volta ao seu remetente, e, numa visão de lirismo profundo, encontramos nela um ser feminino, carente de atenção, que deseja nada mais que ser amada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O negar-se a morrer é uma forma, no mínimo, interessante de criticar os males da sociedade. Sendo a morte a única verdade incontestável na vida de todos, permanecer vivo - e, às vezes, contra a vontade - é um grande pano de fundo para se dizer às pessoas, aos políticos, ao mundo de uma forma geral, a insatisfação generalizada em relação à realidade. Se a "greve de coveiros" pode ser visto como uma manifestação comunista, a própria "greve da morte" é o maior de todos os protestos contra a ordem estabelecida. Eis aí, talvez, a verdadeira revolução.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6091914047186147535-3756265346994840163?l=supercult01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supercult01.blogspot.com/feeds/3756265346994840163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://supercult01.blogspot.com/2010/02/alegoria-socio-politi
